APOSTILA
DE:
MERCADOLOGIA
PROGRAMA DO PLANO DE ENSINO
<!--[if !supportLists]-->I.
<!--[endif]-->EMENTA:
Conhecimento
sobre o cliente e sobre o mercado. Conhecimento da organização pelo cliente e
pelo mercado. Acessibilidade e gestão de reclamações e sugestões. Avaliação e
insatisfação do cliente. Satisfação do cliente e satisfação da organização.
Relacionamento com o cliente.
<!--[if !supportLists]-->II.
<!--[endif]-->OBJETIVOS:
Capacitar e atualizar o aluno para a aplicação de modernas técnicas de gerenciamento de empresas, desenvolvendo ações mercadológicas que possibilitem uma atuação consistente e de alta performance, no ambiente competitivo dos negócios.
<!--[if !supportLists]-->III.
<!--[endif]-->CONTEUDO PROGRAMÁTICO:
<!--[if !supportLists]-->1. <!--[endif]-->Conhecimento de sobre o cliente e o mercado
<!--[if !supportLists]-->1.1 <!--[endif]--> Pesquisa de Mercado;
<!--[if !supportLists]-->1.2 <!--[endif]--> Mercado real, potencial e share de mercado;
<!--[if !supportLists]-->1.3 <!--[endif]--> Comportamento do consumidor (necessidades do mercado e clientes);
<!--[if !supportLists]-->1.4 <!--[endif]--> Identificação de características nos produtos pelos consumidores;
<!--[if !supportLists]-->1.5 <!--[endif]--> Determinação de critérios, gerenciamento de informações, implantação de ações detectadas no relacionamento cliente organização (SIM, SAC,Internet, Database, Sistema 0800);
<!--[if !supportLists]-->1.6 <!--[endif]--> Segmentação de mercado e clientes.
<!--[if !supportLists]-->2. <!--[endif]-->Conhecimento da organização, pelo cliente e pelo mercado
2. 1 Acesso ao produto, marca, share of mind.
<!--[if !supportLists]-->3. <!--[endif]-->Feedback das informações
<!--[if !supportLists]-->3.1 <!--[endif]--> Comunicação
<!--[if !supportLists]-->3.2 <!--[endif]--> Promoções, eventos, propagandas, acessória de imprensa, relações públicas, marketing direto, tele marketing, material promocional
<!--[if !supportLists]-->3.3 <!--[endif]--> E - marketing
<!--[if !supportLists]-->3.4 <!--[endif]--> Avaliação do conhecimento da organização pelo cliente e mercado
<!--[if !supportLists]-->4. <!--[endif]-->Satisfação do cliente X satisfação da organização e indicadores de resultado
<!--[if !supportLists]-->4.1 <!--[endif]--> Gerenciamento de relações e sugestões dos canais de distribuição de clientes finais
<!--[if !supportLists]-->4.2 <!--[endif]--> Identificação e estabelecimento de alianças com os clientes visando fortalecimento do relacionamento (ex.: marketing de relacionamento)
<!--[if !supportLists]-->4.3 <!--[endif]--> Resultado relativo à gestão de mercados e clientes.
<!--[if !supportLists]-->IV. <!--[endif]-->ESTRATÉGIA DE TRABALHO
O curso contará com equilíbrio teórico – pratico por meio de exposições e discussão de casos práticos, utilizando:
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Aulas expositivas
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Aulas reflexivas com analise de casos
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Dinâmica de grupos
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Seminários
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Vídeos
<!--[if !supportLists]-->Ø <!--[endif]-->Debates
Será sempre indicada a bibliografia básica e especifica necessária ao acompanhamento do curso e orientação do aluno na vida acadêmica e profissional.
A exposição será feita por meio de colocação dos pontos a serem discutidos de forma esquemática, seguida de apresentação por parte do professor. Para todas as exposições e para todos os pontos deverão ser utilizadas apresentações de casos práticos.
<!--[if !supportLists]-->V. <!--[endif]-->AVALIAÇÃO
Duas provas teóricas e praticas trimestral e trabalhos individuais ou em grupo, mais o projeto PIM, sempre envolvendo os assuntos voltados a gestão das organizações, sendo que a média do semestre será constituída por 40% da nota da P1, 40% da nota da P2 e 20% da nota do PIM.
<!--[if !supportLists]-->VI. <!--[endif]-->BIBLIOGRAFIA
Administração
de marketing
|
KOTLER,
P.
|
São
Paulo
|
Prentice
Hall
10
edição
|
2002/2004
|
Marketing de A a Z
|
KOTLER,
P.
|
São
Paulo
|
Campus
|
2003
|
Bibliografia Complementar (títulos ,
periódicos, etc.)
|
||||||
Título/Periódico
|
Autor
|
Edição
|
Local
|
Editora
|
Ano
|
|
DRUCKER,
P. F.
|
7ª.
|
São
Paulo
|
Pioneira
|
1999
|
||
Marketing
essencial: uma abordagem gerencial e global
|
-
|
São
Paulo
|
Atlas
|
1997
|
||
Marketing
um a um: marketing individualizado na era do cliente
|
PEPPERS,
D.; ROGERS, M.
|
3ª.
|
Rio
de Janeiro
|
Campus
|
1994
|
|
O
relatório Popcorn: centenas de idéias de novos produtos,
empreendimentos e novos mercados
|
POPCORN,
F.
|
-
|
Rio
de Janeiro
|
Campus
|
1999
|
|
Surfando
as ondas do mercado
|
RICHERS,
R.
|
5ª.
|
São
Paulo
|
RR&CA
|
1996
|
|
MERCADOLOGIA
INTRODUÇÃO
POR QUE ESTUDAR MARKETING?
Origens
Apesar de
encontrarmos suas raízes ao longo da história da humanidade, na própria gênese
do comércio, o Marketing é um campo de estudo novo se comparado com os
demais campos do saber.
O estudo do
mercado surgiu da necessidade dos industriais de administrar a nova realidade
oriunda da Revolução
Industrial que causou uma transformação de um mercado de vendedores
para um mercado de compradores. Neste estágio o marketing ainda é inseparável
da economia e da administração clássica, pois inicialmente sua preocupação era
puramente de logística e produtividade, para a maximização dos lucros. Os
consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era
praticamente inexistente.
Tal
realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda Guerra
Mundial quando, então, reagindo ao crescimento da concorrência,
mercadólogos começaram a teorizar sobre como atrair e lidar com seus
consumidores.
Surgiu então a cultura de vender a qualquer
preço. P.T. Barnum,
autor de `The Science of Getting Rich` e `The Art of Money Getting` foi um
ícone deste período, cheio de truques que faziam da arte de vender quase num
espetáculo de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais do
mercado sejam vistos com desconfiança. Outros autores da época são W.D. Scott,
autor de The Psychology of Advertising, e H.L Hollingworth que escreveu Advertising
and Selling. As técnicas existentes baseavam-se mais na intuição do que na
prática.
Eram
técnicas ingênuas e/ou maliciosas que estavam misturadas a ferramentas
eficientes. Lenda e fato se misturavam, mas o mercado não dava muito ouvido à
academia.
Com o acirramento da concorrência em
vários setores da economia, as empresas passaram a esforçar-se para
comercializar seus produtos de maneira eficiente.
O Marketing tem
uma grande participação na vida diária dos consumidores: Nas ruas vemos:
cartazes, placas, outdoors, caminhões transportando mercadorias, em casa:
ouvimos rádio e vemos TV anunciando diversos produtos e serviços.
Recebemos visita
de vendedores e representantes e telefonemas oferecendo serviços e produtos.
Recebemos mala direta, e-mails, etc.
O
marketing é uma área muito abrangente e flexível, há muito espaço para
criatividades, apesar de que a falta de conhecimento do assunto Marketing ainda é expressiva.
<!--[if !supportLists]-->1.
<!--[endif]-->O Que é Marketing?
O Marketing está presente em todos os momentos da nossa
vida, no trabalho, em casa, com os amigos, em um restaurante, na rua, dentro do
ônibus ou de um avião. Constantemente, somos envolvidos por ações estratégias
de marketing, e, muitas vezes nem percebemos.
O Marketing não tem uma fórmula correta. Marketing é uma
estratégia empresarial, na qual o grande objetivo é desenvolver no cliente
potencial a percepção ou a necessidade de consumo de um produto ou serviço.
O grande desafio do profissional de marketing é entender
como o consumidor-alvo reage a cada incentivo, sendo este uma nova embalagem,
uma nova fragrância ou sabor, uma propaganda na TV, no busdoor ou a um simples
folheto. Precisamos entender quem é o nosso público-alvo, como ele pensa como
ele age, conhecer as suas preferências, os seus horários de lazer e de serviço,
ou seja, obter um nível informacional completo sobre o perfil de consumo do
público-alvo, de forma a ter subsídios para a elaboração de estratégias
criativas, que se destaque no mercado de atuação.
Vamos então, inicialmente, entender como surgiu este
conceito no processo de comercialização.
O
Conceito de Marketing:
Em uma visão atual, podemos dizer que marketing é uma
estratégia empresarial, que tem como objetivo desenvolver novas oportunidades
de mercado de forma a gerar necessidades e desejos de compra junto aos
consumidores.
Segundo Philip Kotler: .Podemos definir o marketing como o
processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo
que desejam e necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os
outros..
Assim surge o conceito de marketing que, segundo a
Associação Americana de Marketing (AMA) o define como: .Marketing é o processo
de planejamento e execução desde a concepção, o preço, a promoção e a
distribuição de bens e serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos
individuais e organizacionais..
Marketing é muito mais do que uma filosofia é uma
estratégia empresarial, e para que funcione é necessário à colaboração de todos
os departamentos da empresa e também de outras organizações, devemos saber o
que produzir compreendendo as necessidades do consumidor e encontrando soluções
que os satisfaçam através do valor, qualidade e serviços prestados.
Peter Drucker, um dos principais pensadores da
administração, afirma que: .O objetivo do marketing é tornar a venda supérflua.
É conhecer e compreender o cliente muito bem, de modo que o produto ou serviço
se ajuste e venda por si só..
Pode-se dizer hoje com toda a certeza de que no Brasil se
pratica vários tipos de marketing simultaneamente, cada um destinado a um
mercado ou segmento distinto. Por outro lado, as formas mais avançadas do
marketing estão mudando rapidamente, devido à abertura externa e ao maior grau
de competição existente hoje na economia brasileira. Pode-se dizer que a
balança de poder nas organizações está pendendo hoje para os que garantem
resultados imediatos, diminuindo a importância das estratégias de longo prazo.
As mudanças de hoje, envolvem também uma nova forma de
relacionamento entre a indústria e o varejo, novas formas de comunicação com o
mercado e um novo papel reservado às marcas tradicionais.
O tipo de marketing praticado em um determinado país
reflete, acima de tudo, o desenvolvimento socioeconômico, o grau de competição
do mercado e a abertura para o exterior. No caso brasileiro, há mais um fator a
considerar: as nossas extremas desigualdades sociais, geográficas e até mesmo
culturais.
Essa desigualdade faz com que vários tipos de marketing
coexistam entre nós. No entanto, em sua essência, o marketing acompanha a
natureza humana e, portanto, muda muito pouco. Se considerarmos a definição
clássica de Kotler, sempre atual, apesar do tempo decorrido, daqui há 50 ou 100
anos ela continuará a ser atual.
O
Surgimento do Marketing no Brasil:
O marketing tem sua origem nas multinacionais americanas,
sendo que quando as empresas instalaram-se no Brasil, trouxeram o conceito de
marketing como uma nova estratégia empresarial.
A partir de estudos desenvolvidos no mercado americano,
pesquisadores começaram a perceber que o foco de atuação das empresas deveriam
ser os clientes, os consumidores, e não simplesmente a aplicação de técnicas de
vendas apuradas. O processo de comercialização deveria ocorrer por vontade
própria do cliente potencial, vontade esta despertada a partir do
desenvolvimento das ferramentas mercadológicas, tendo como objetivo final a
satisfação do cliente, sendo o lucro uma conseqüência do processo e não mais o objetivo
principal no processo. Um cliente satisfeito volta a comprar e a indicar o
produto, mas um cliente insatisfeito repercute a imagem negativa da experiência
vivenciada.
A
Evolução da Comercialização:
Para falarmos de marketing é necessário entendermos alguns
pontos chaves na cronologia do desenvolvimento do mercado de consumo.
Nos primórdios da civilização humana, o homem desenvolveu
a partir da relação de troca, a percepção de valores para determinados bens e
produtos, surgindo assim o escambo, troca de produto por produto, e, mais
tarde, a transação monetária, envolvendo o dinheiro.
Com a Revolução Industrial, a década de 30 foi conhecida
como a era industrial, em que o foco das empresas era a tecnologia de produto e
a 4 engenharia de produção, e a lei da oferta e demanda determinava as
estratégias empresariais.
A partir da década de 50, as empresas focalizaram suas
ações em técnicas de vendas e promoções, tendo como objetivo final o lucro.
Com o desenvolvimento mundial, na década de 70 começa a
surgir a era do Marketing, na qual o foco de atuação das empresas passa a ser o
mercado consumidor, inserindo técnicas de comercialização, relacionamento,
pesquisa e análise da concorrência no desenvolvimento das suas estratégias
mercadológicas.
A década de 90, com o advento da Internet e da tecnologia
de informática, passamos a viver o momento da era da Informação. A gestão da
informação e do conhecimento, a globalização, e, a demanda e oferta
personalizadas passam a fazer parte do desenvolvimento da estratégia
mercadológica, sendo o foco no negócio.
Neste cenário, grandes grupos empresariais entram num
processo de fusões e aquisições no mundo todo e também no Brasil. No início da
década de 90, o mercado brasileiro internacionalizou-se e grandes conglomerados
de empresas aqui chegaram, possibilitando incorporações, fundindo-se com
organizações nativas, mudando o perfil do mercado e a forma de condução dos
negócios das empresas. Os mercados aproximaram-se e o capital internacional
passou a interagir com as economias de todos os países.
Os conceitos de cada era surgiram e forma consolidados nas
suas respectivas eras; mas nem por isso as anteriores perdem importância no
processo de comercialização e manutenção dos negócios das empresas nos tempos
atuais. Os conceitos e suas técnicas constituem um somatório de conhecimentos e
práticas que evoluíram para gerar e gerir mercado.
<!--[if !supportLists]-->1.
<!--[endif]-->CONHECIMENTO DE SOBRE O CLIENTE E O
MERCADO
A evolução histórica da
humanidade trouxe consigo transformações de todas as ordens, desde as suas
origens na luta pela própria sobrevivência até a conquista de seus direitos
como consumidor num cenário onde o sistema capitalista vigora e procura de
todas as formas consolidarem empresas, através do acúmulo de riquezas.
As empresas em sua grande
maioria vêem o consumidor ainda como um participante no processo de trocas,
cenário em que os produtos constituem metas quantitativas, na consecução dos
objetivos empresariais.
O entendimento das
necessidades e desejos dos consumidores ainda é visto como uma tarefa árdua e
frustrante por deparar-se com pedidos e/ou situações singulares, parecendo para
estes uma abordagem infrutífera e desgastante em se tratando de tempo absorvido. Por isso
indústrias quando propõe-se a conceber projetos de novos produtos, acabam por
fazê-los por iniciativa interna e só depois levam ao mercado e ouvem o
consumidor.
A mercadologia
utiliza técnicas fundamentadas em estatística, demografia, geopolítica,
interpretação da legislação aplicável à área objeto de análise, utilização dos meios
de comunicação e econometria. As técnicas mercadológicas são objetos de
estudo sistematizados em escolas de comunicação social e reconhecidos como
atividade econômica de grande importância no conjunto da economia nacional,
tanto pela geração direta de empregos como pela promoção das vendas, que
aquecem o consumo e a economia e promovem o desenvolvimento.
Funções da mercadologia.
Destacam-se cinco funções principais dos profissionais de
mercadologia:
(1) Gerência de produto, que acompanha o bem ou serviço
desde a concepção aos estágios de pesquisa, design, desenvolvimento e
fabricação até o lançamento no mercado.
(2) Definição do preço, determinado de acordo com os
custos, poder aquisitivo do mercado e preços dos produtos concorrentes.
(3) Distribuição, feita por um ou vários canais, em venda
direta ao consumidor ou por intermediários. A distribuição do produto depende
de sua natureza e da forma como é feita a venda. Os canais tradicionais de
distribuição são o atacado, o varejo e as vendas industriais. A partir da
década de 1950, tornaram-se populares as vendas pelo reembolso postal e a mala
direta; mais tarde surgiram o telemarketing, as vendas por computador e a
formação de grandes cadeias de vendedores autônomos, que adquirem os produtos e
as peças publicitárias, cuidam da divulgação e do fechamento de vendas e
estabelecem suas próprias margens de lucro, dentro de limites estabelecidos
pelo fabricante.
(4) Publicidade, que seleciona as características do bem
capazes de atrair o público-alvo e criar na mente do consumidor diferenciações
positivas do produto em relação aos concorrentes. Uma das principais técnicas
da mercadologia, a publicidade tem o objetivo de criar, desenvolver ou mudar
hábitos e necessidades do consumidor.
(5) Vendas, em que se dá o contato direto entre comprador e
vendedor. Os fabricantes de bens de consumo em larga escala, embora não vendam
diretamente ao consumidor final, costumam empregar um grande número de
vendedores para lidar com os intermediários de todo tipo, sejam eles atacadistas
ou varejistas. Na venda de bens de capital complexos ou muito caros o papel do
vendedor é crucial.
Com o aumento do número de concorrentes em quase todos os
ramos de negócios, o campo de atuação da mercadologia passou a incluir funções
como serviços de atendimento ao cliente e comunicações com o consumidor. Em
algumas empresas, a diretoria de marketing detém poder decisório sobre áreas as
mais diversificadas, como programação visual e embalagem, preço, distribuição,
relações públicas e pesquisa e desenvolvimento de produtos novos.
Objetos de estudo da mercadologia.
Para formular sua política de vendas, a empresa precisa
analisar previamente algumas questões fundamentais:
(1) Conhecimento dos mercados atuais e seu possível
desenvolvimento. Para chegar a esse conhecimento, a empresa promove a
segmentação do mercado servindo-se de estatísticas oficiais disponíveis,
informações obtidas por suas redes comerciais e pesquisas realizadas
expressamente para essa finalidade. Os tipos mais comuns de segmentação são por
nível econômico regional e por grupos sociais e demográficos.
(2) Capacidade aquisitiva e preferências dos possíveis
clientes. Mediante pesquisas, entrevistas pessoais, observação direta e
experimentação, determina-se a disposição da clientela em relação aos produtos
(em fabricação ou em projeto) da empresa. Levam-se em conta nessa investigação
as faixas de renda, o poder aquisitivo do mercado potencial, os gostos e
preferências dos possíveis compradores, com atenção especial a características
como educação, sexo, idade etc. e a possibilidade de influir na mudança de
hábitos ou na criação de novos hábitos com vistas ao consumo de determinado
produto. Numa área mais especializada atua a pesquisa motivacional, que
relaciona os motivos que levam o consumidor a preferir subconscientemente um
produto dado. Essas informações condicionam e completam a análise do produto e
dão a conhecer as características que deverá ter para satisfazer o consumidor.
(3) Determinação das condições que o produto deve reunir. Em
mercadologia, produto é tudo aquilo que pode satisfazer uma necessidade e,
portanto, ser vendido. Na investigação estudam-se todas as características do
produto: a impressão geral que ele causa; a imagem, fundada em seu conhecimento
e prestígio; o conjunto de funções (técnicas ou de prestígio para o usuário)
que ele cumpre; a possibilidade de modificação de sua funcionalidade para
melhor adaptar-se ao mercado; a relação entre a funcionalidade e preço final.
A pesquisa de mercado fornece também às empresas
informações sobre as possibilidades dos produtos ou serviços em relação aos
concorrentes; compara o produto da empresa com outros similares da concorrência
e atribui peso relativo às características que são objeto de estudo e que se
referem, normalmente, a marca, apresentação, qualidades funcionais e técnicas,
métodos de venda, reclamações do cliente em relação à idoneidade do produto,
atendimento ao cliente e preço e condições de pagamento. Se, em conseqüência
dessa comparação, o produto de uma empresa alcançar uma valorização maior em
relação a outro similar de outra empresa, a primeira estará em melhores
condições para a promoção do seu produto, enquanto a segunda deverá corrigir
aquelas características nas quais seu produto se mostrou inferior.
(4) Estudo da concorrência. Para uma gestão comercial
adequada, não é suficiente a comparação entre os produtos da empresa e os da
concorrência. É preciso também conhecer esses produtos, os métodos
publicitários utilizados, a organização de vendas, a influência da publicidade
ou do produto sobre o público e as razões dessa influência.
(5) Investigação da demanda. Os resultados obtidos nos
pontos anteriores permitem quantificar a demanda possível e sua elasticidade,
ou seja, a resposta do mercado às possíveis variações no preço (um artigo é
muito elástico quando uma pequena variação no preço acarreta uma variação
relativamente maior da quantidade demandada).
(6) Propostas de atuação. À luz das informações obtidas, a
equipe responsável pelo estudo mercadológico deve elaborar um leque de
sugestões de ações capazes de atrair os clientes das empresas competidoras,
conseguir a expansão dos mercados já existentes e criar novos mercados, tanto
para a venda de produtos já conhecidos quanto de novos produtos.
As
Forças Ambientais:
Analisamos até o momento que o processo de comercialização
passa a existir a partir do momento em que há uma troca, ou seja, uma empresa
disponibiliza um produto ou serviço no mercado, desperta o desejo de compra de
um grupo de consumidores. Estes por sua vez tomam a decisão de compra ou não do
produto, e emitem um parecer de satisfação ou não do processo. Neste processo,
cabe a empresa estar monitorando informações do mercado consumidor de forma a
entender sua percepção e comportamento.
Dentro deste processo, existe o que chamamos de Forças
Ambientais, são forças que agem direta ou indiretamente no ambiente
mercadológico podendo interferir na tomada de decisão de compra do consumidor,
no posicionamento de um produto e no mercado como um todo, podendo produzir
grandes surpresas e choques.
A empresa deve monitorar estas forças ambientais em busca
de oportunidades e de ameaças, valendo-se de técnicas, como a pesquisa de
mercado, para observação do ambiente e suas mudanças.
Pesquisa de Mercado
O que é?
Pesquisa de mercado é a coleta de informações junto ao consumidor,
concorrente ou fornecedor para orientar a tomada de decisões ou solucionar
problemas de empresários e empreendedores.
Uma definição mais formal de
pesquisa de mercado, segundo a Associação
Nacional de Empresas de Pesquisa
de Mercado (ANEP): “A coleta sistemática e o registro, classificação, análise e
apresentação objetiva de dados sobre hábitos, comportamentos, atitudes,
valores, necessidades, opiniões e motivações de indivíduos e organizações
dentro do contexto de suas atividades econômicas, sociais, políticas e
cotidianas”.
Quando realizada corretamente, a
pesquisa de mercado oferece informações consistentes, que, somadas à
experiência e ao sentimento do empreen-
dedor, tornam o processo
decisório mais rico e preciso. Ações como visitar a concorrência para verificar
os pontos fortes e fracos, ouvir reclamações de clientes ou mesmo observar como
as pessoas caminham dentro de uma loja são importantes
fontes de informações, muitas
vezes desprezadas por novos e antigos empresários.
Para melhor
atender um mercado-alvo, as organizações devem dispor de informações relevantes
sobre seu campo de atuação, seu negócio, sua concorrência e especialmente seus
clientes.
O processo de Pesquisa de Marketing consiste na definição do
problema e dos objetivos de pesquisa, desenvolvimento do plano de pesquisa,
coleta de informações, análise das informações e apresentação dos resultados
para administração. Ao realizarem pesquisa as organizações devem decidir se
devem coletar os dados ou usar dados já disponíveis. Devem também decidir sobre
qual será a abordagem da pesquisa (observação, grupo focal, levantamento,
experimental) e que instrumento (questionários ou dispositivos mecanicos) usar.
A principal
razão para uma organização adotar a pesquisa de mercado é a descoberta de uma oportunidade de mercado. Uma vez com a
pesquisa concluída, a empresa deve, cuidadosamente, avaliar suas oportunidades
e decidir em que mercados entrar. Os mercadólogos dependem ainda da pesquisa de
mercado para determinar aquilo que os consumidores querem e quanto estão
dispostos a pagar. Eles esperam que este processo lhes confira uma vantagem
competitiva sustentável.
“O conceito contemporâneo de Marketing engloba a
construção de um satisfatório relacionamento a longo prazo do tipo ganha-ganha no qual indivíduos e
grupos obtêm aquilo que desejam. O marketing se originou para atender as
necessidades de mercado, mas não está limitado aos bens de consumo. É também
amplamente usado para "vender" idéias e programas sociais. Técnicas
de marketing são aplicadas em todos os sistemas políticos e em muitos aspectos
da vida”.
Todas as decisões sobre novos
empreendimentos contêm um certo grau de incerteza, tanto em relação à
informação nas quais estão baseadas, como em relação às suas conseqüências.
Assim, o sucesso de uma pesquisa mercadológica é a
sua orientação para a decisão. Isto significa que a pesquisa deve ser
empreendida somente quando os seus resultados possam contribuir para diminuir a
incerteza ou influenciar decisões.
Não há qualquer razão para se fazer uma pesquisa
mercadológica se o tomador de decisão (o empreendedor) não pretende alterar sua
posição inicial, não acredita ou não compreende os seus verdadeiros resultados.
A pesquisa não deve ser conduzida para satisfazer curiosidade pessoal ou para
confirmar uma decisão que já está tomada.
Para o sucesso de um projeto de
pesquisa mercadológica, o investidor deve despir-se de todos e quaisquer
pressupostos. A informação, por si só, não leva à decisão nem ao sucesso: é
preciso escolher um curso de ação que ajude a identificar problemas e oportunidades e que indique caminhos que
reduzam as incertezas.
Para que
serve?
<!--[if !supportLineBreakNewLine]-->
<!--[endif]-->
Para a abertura/expansão de um novo negócio, a
primeira providência que um empreendedor deve tomar é desenvolver uma análise
mercadológica. A pesquisa é um recurso vital que serve para:
• Conhecer o perfil do cliente: caracterização dos clientes nos
aspectos quantitativos (potencial do mercado, participação da empresa no
mercado, etc) e qualitativos (estilo de vida, características comportamentais,
hábitos de consumo, escolaridade, renda, etc);
•
Perceber a estratégia dos
concorrentes e observar seus pontos fortes e fracos;
• Analisar os fornecedores e as empresas que fornecem produtos e
serviços: sistema de vendas e distribuição; políticas de preços e cobrança;
qualidade dos produtos e serviços. O objetivo é possibilitar ao empreendedor a
avaliação comparativa de seus potenciais fornecedores e, a partir de certos
critérios, definir uma classificação dos mesmos para orientar o processo de
compras, ou, se for ocaso, de terceirização de atividades;
•
Dimensionar o mercado;
•
Identificar o segmento de mercado mais lucrativo;
•
Detectar novas tendências;
•
Avaliar a performance de seus produtos e serviços;
•
Identificar a quantidade ou volume que o mercado é capaz de absorver e a que
preços estes produtos poderão ser vendidos.
As pesquisas mais comuns e suas principais aplicações
• Potencial de consumo – usado para avaliar a demanda de produtos e
serviços e embasar decisões de entrada em mercados desconhecidos
• Satisfação do cliente – usada para identificar falha e oportunidades
de melhoria nos produtos e serviços, pode ser feita de forma contínua ou
esporádica.
• Participação de mercado (market share) – mede a força da empresa
e de seus concorrentes no mercado e, entre outras aplicações, usada para
direcionar os esforços promocionais, a força de vendas e a propaganda.
• Preferência (share-of-mind) – usada em conjunto com a de
participação de mercado, permite observar a elasticidade do mercado com relação
a produtos e marcas, ajudando a dimensionar os investimentos em comunicação.
• Lembrança (recall top-of-mind) – utilizada para avaliar a
eficiência da comunicação e a percepção de qualidade do produto.
• Mídia – empregada para medir a participação e o perfil do
público-alvo de um veículo de comunicação, serve para escolher onde e quando
anunciar.
• Comportamento do consumidor – usada para desenvolver produtos e
embasar campanhas publicitárias.
• Teste de novos produtos e serviços – utilizado para avaliar e
ajustar produtos, reduzindo os riscos dos lançamentos.
• Escolha de ponto-de-venda – usada para avaliar a melhor
alternativa de local para a instalação de determinado negócio.
• Preço (venda ou compra) – usado para ajustar preços e o
posicionamento de mercado, bem como para avaliar a viabilidade da entrada em
novos mercados.
Planejando uma pesquisa
Desde a mais simples até a mais
complexa pesquisa de mercado deve ser planejada para evitar falha de todos os
tipos, desde a escolha incorreta do método a ser usado até a importância das
informações obtidas para o processo decisório.
A pesquisa de mercado pode ser
dividida em sete etapas:
1. Definição do problema ou questões de pesquisa
a. Objetivo – quais perguntas a
pesquisa vai responder
b. Público-alvo
2. Desenvolvimento do plano de pesquisa
a. Qual método de pesquisa será
usado
b. Universo
c. Amostra
d. Cronograma
3. Questionário de pesquisa
a. Elaboração e revisão das
perguntas
b. Definição da forma de
aplicação (correio, telefone, entrevista pessoal, e-mail, distribuição)
c. Teste em pequena escala
4. Aplicação da pesquisa
a. Seleção e treinamento dos
entrevistadores (quando usado)
b. Coleta de dados junto ao
mercado
5. Tabulação dos dados
a. Organização dos dados em
tabelas e gráficos
b. Realização de cálculos
(médias, medianas etc.) e aproximações.
6. Avaliação dos resultados
a. Análise quantitativa,
qualitativa e comparativa dos resultados
b. Realização do relatório de
conclusão da pesquisa
7. Tomar as decisões de marketing
Tipos de métodos
de pesquisa de mercado
Metodolog icamente,
a pesquisa de mercado faz uso dos seguintes tipos de métodos:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Pesquisa
de mercado qualitativa - normalmente usada para pequenos números de
pesquisados - não generalizável para o todo da população - a significância
estatística e nível de confiança não são calculados. Neste tipo de
pesquisa, se busca mais conteúdo, portanto se analisa também informações
subjetivas, estruturas de pensamento e conteúdos profundos. Para tal é
necessária a utilização de um roteiro aberto. Exemplos deste tipo de método são
os focus groups (grupo focal), entrevistas em
profundidade, e técnicas de projecção
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Pesquisa
de mercado quantitativa - geralmente usada para tirar conclusões -
testa uma hipótese específica - usa técnicas de amostra por forma a poder fazer
inferências a partir da amostra para a totalidade da população. Em geral, este
tipo de pesquisa busca um resultado estatístico e ela permite estimar
informações amplas e diversificadas. Para tal é necessária a utilização de um
questinonário estruturado. Envolve um grande número de respondentes. Exemplos: Inquéritos
estatísticos, questionários e surveys.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Técnicas de
observação - o pesquisador observa o fenómeno social no seu ambiente
natural. As observações podem ocorrer transversalmente (observações feitas de
uma vez) ou longitudinalmente (observações ocorrem ao longo de determinados
períodos). Exemplos são a análise do uso de produtos e a utilização de cookies
para observar comportamento na internet.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Técnicas
experimentais - o pesquisador cria um ambiente quase-artificial para
tentar controlar factores espúrios e depois manipula pelo menos uma das
variáveis. Exemplos são laboratórios de compra e testes de mercado
Muitas vezes os pesquisadores usam mais do que uma
técnica. Eles podem começar com pesquisa secundária para obter informação
básica e depois conduzir um focus group (pesquisa
de mercado qualitativa) para explorar os assuntos. Finalmente eles
podem fazer um inquérito em nível nacional (pesquisa
de mercado quantitativa) por forma a orientar recomendações
específicas para o cliente.
Mercado
real, potencial e share de mercado.
Entende-se
por marketing padronizado a empresa que desenvolve estratégias de marketing
em que principalmente o produto não
apresenta nenhum tipo de diferenciação, a exemplo de Henry Ford – ícone
da era da produção em série que afrmava que o cliente poderia escolher a cor do
modelo T, desde que fosse preta.
Essa ação
mercadológica, muito utilizada a partir dos anos de 1950, ficou conhecida como
“marketing de massa”, em razão de ter como principal objetivo atingir um grande
número de pessoas com uma oferta padronizada. A proposta básica do marketing de
massa é a redução de custos a partir da produção em série e a conseqüente
redução do preço fnal do produto, o que levou a empresa a atingir cada vez mais
um número maior de segmentos atendidos.
Entretanto,
o marketing de massa não se baseia apenas na oferta de um produto padronizado,
mas altera a forma de a empresa se relacionar com o mercado todo, ou seja, a
comunicação foi atingida pela massifcação do produto passando a assumir a
responsabilidade de atingir um número maior de pessoas de forma também
padronizada (comunicação em massa), o mesmo acontecendo com a estratégia de
ponto-de-venda ou de canais de venda.
Kotler (2002)
endossa essa visão ao afrmar que, “quando os produtos eram feitos em série, o
marketing passou a ser movido, mas também limitado por este princípio. No entanto,
como vimos anteriormente, com o crescimento do número de concorrentes, que
passou a imitar as estratégias baseadas no princípio do marketing de massa, a
empresa teve de buscar diferenciais, redirecionando o foco das ações
mercadológicas para públicos cada vez mais específcos”.
Quando uma
empresa direciona suas ações mercadológicas para públicos específcos,
entende-se que se aumenta o valor percebido (valor agregado) e conseqüentemente
reforça a preferência por um determinado produto e marca.
Isso
signifca dizer que não só o produto, aos poucos, vem deixando de ser
desenvolvido de forma padronizada
para se adaptar cada vez mais às
necessidades e exigências de cada segmento-alvo que a empresa quer atingir,
mas, também, que todas as demais ações mercadológicas, como forma de
comunicação e também de distribuição.
Portanto,
com o aumento da concorrência e com o objetivo de diferenciar-se, a empresa vem
reduzindo as ações baseadas no marketing de massa passando a segmentar cada vez
mais as suas ações junto ao mercado.
Com a
competitividade, o foco das ações de uma empresa vem se modifcando da produção
em série para a produção customizada (produtos desenvolvidos para atender
necessidades específcas). Então, em vez de se fabricar um produto para um
mercado enorme, cada empresa está buscando produzir produtos diferenciados para
mercados diferenciados, em larga escala, de modo que denominamos esta ação como
“customização em massa”.
O conceito
customização em massa é utilizado por empresas que buscam aproximar-se das
necessidades cada vez mais específcas de seus clientes, por intermédio de
produtos, formas de comunicação e canais de venda personalizados, sendo defnido
este conjunto de ações pertencentes ao conceito de marketing de relacionamento
ou marketing individualizado.
O conceito
customização em massa é utilizado por empresas que buscam aproximar-se das
necessidades cada vez mais específcas de seus clientes, por intermédio de
produtos, formas de comunicação e canais de venda personalizados, sendo defnido
este conjunto de ações pertencentes ao conceito de marketing de relacionamento
ou marketing individualizado. “Customização
em massa pode ser
defnida como o
processo de fornecer e
sustentar lucrativamente os bens e
serviços feitos sob medida para
os clientes, de
acordo com a
preferência de cada cliente
em relação à
forma, o tempo,
o lugar e
o preço”. (GORDON, 1999, p.
249).
Nota-se que,
para isso, a
empresa deverá adotar uma gestão fexível. Contudo, dependendo do nível
de customização que a empresa necessite adotar para atender os clientes-alvo e,
conseqüentemente, se diferenciar, o investimento poderá ser alto para a maioria
das empresas. No entanto, todo esse investimento pode valer a pena se as
margens de lucro e o tempo de relacionamento forem altos.
No entanto,
com a demasiada customização em massa, a empresa pode quebrar ao tentar
oferecer ao cliente mais do que ele necessite ou deseje. Além disso, se o
concorrente for mais efciente na apresentação da oferta, todo o esforço poderá
ser perdido.
Então,
chegamos à conclusão de que a customização em massa deverá estar fortemente
alicerçada no marketing de relacionamento, por meio do qual a empresa poderá
identifcar as reais necessidades do consumidor, analisar o potencial de
customização que a empresa deverá adotar e verifcar o resultado financeiro que
a ação poderá atingir. Na visão de Gordon (1999), “o marketing de relacionamento
pode ser considerado como o instrumento unifcador das iniciativas estratégicas
que elegou ao passado o marketing, a produção e qualquer outra iniciativa de
massa”.
Desta forma,
reforça-se o fato de que não apenas o produto passa a ser personalizado, mas
todas as demais ações mercadológicas que a empresa desenvolve junto ao
cliente-alvo.
Para isso, o
marketing de relacionamento ou individualizado utiliza-se das novas tecnologias
de informação, de banco de dados e de produção que permitem fabricar uma grande
quantidade de produto de forma diferenciada a um custo reduzido, e de
ferramentas de comunicação e distribuição que permitem o contato individual com
o cliente.
Percebe-se
que, enquanto o marketing de massa tem
como proposta básica aumentar a base de clientes (market-share) a partir
de uma oferta padronizada, o marketing de relacionamento tem como objetivo
aumentar a participação de cada cliente, buscando identifcar grupos de clientes
que tenham maior valor e maior potencial (client-share), desenvolvendo ações
específcas para eles.
Na proposta conceitual do marketing de relacionamento, os
clientes não têm o mesmo valor para uma empresa. Assim, como
vimos anteriormente, uma organização pode verifcar que alguns clientes podem
ser identifcados como interessantes para a criação de um relacionamento e
outros que não são dentro da estratégia de marketing.
Kotler (2002,
) reforça essa idéia ao afrmar que “todos
os clientes são importantes, mas alguns
são mais importantes que os outros”.
Assim, ressalta a necessidade de identifcar e tratar de forma distinta os
clientes e que a empresa que assim proceder terá o seu reconhecimento, graças
ao uso da tecnologia aplicada ao relacionamento com o mercado.
Em resumo, percebemos que muitas mudanças estão
acontecendo na forma com que a empresa se relaciona com o mercado e, portanto,
exige muita atenção na adequação
da estratégia mais adequada
aos objetivos propostos pela
empresa.
É importante
destacar que o conceito de marketing de massa não está desaparecendo, mas, sim,
apresentando algumas mudanças em sua utilização.
A união dos
conceitos marketing de massa com as ações de marketing de relacionamento passam
a fazer parte das estratégias de marketing da empresa de forma integrada.
Por exemplo:
enquanto o marketing de massa pode
ter como foco a
prospecção de novos segmentos e nichos e/ou apresentação de uma imagem
corporativa e da marca aos mercados-alvos da empresa, o marketing de relacionamento pode
se preocupar com o
desenvolvimento de ações que estabeleçam
um vínculo mais forte com o cliente, objetivando, não só conquistá-lo, mas
mantê-lo, podendo chegar ao ponto de fdelizá-lo.
Comportamento do Consumidor (necessidades do mercado e clientes)
Vive-se um momento de mudanças em
função da revolução tecnológica, essas mudanças alteraram o perfil do
consumidor e alteram as habilidades necessárias ao profissional de vendas,
“tudo indica que a estratégia para o futuro precisa saber lidar com o mercado
em mutação”. Não significa previsões amplas e sofisticadas, ou abrangentes
pesquisas de mercado; significa que precisamos treinar mais o nosso processo de
inovação de modo a explorar e nos adaptar às novas formas de estratégias
empresariais.
Significa também que precisamos
desenvolver relações duradouras com nossos clientes e funcionários. Os novos
consumidores não conhecem as antigas regras, os antigos conhecimentos, ou as
antigas formas de fazer negócios e não se importam. “Importa-se com uma empresa
que esteja disposta a adaptar seus produtos e serviços às suas estratégias.”
As
mudanças contemporâneas valorizaram a informação e a importância de
identificarem-se corretamente as necessidades do cliente. A relação entre
produtos e serviços torna-se muito tênue a partir do momento em que todo
produto deve ter um serviço agregado e vice-versa, desde que o cliente esteja
disposto a pagar por ele, alterando-se também toda a concepção de custo.
A importância de entender o comportamento
do consumidor
As preferências do consumidor em
relação a produtos e serviços estão mudando de maneira permanente. Para
entender esse fluxo contínuo e poder desenvolver um composto de marketing
apropriado ao mercado-alvo, os profissionais de marketing devem ter um completo
conhecimento do comportamento do consumidor
O comportamento do consumidor significa como consumidores tomam
decisões de compra e como se utilizam e descartam mercadorias e serviços
adquiridos. O estudo do comportamento do consumidor também inclui a análise dos
fatores que influenciam as decisões de compra e o uso do produto.
Entender como os consumidores
tomam decisões de compra pode ajudar os profissionais de marketing de diversas
maneiras. Por exemplo, se um profissional sabe por meio de pesquisas, que a
quilometragem por litro de gasolina é o atributo mais importante do produto
para certo mercado-alvo, o fabricante pode redesenhar o produto para atender a
esse critério.
Se uma empresa não puder
modificar o produto no curto prazo, pode utilizar promoções para modificar o
critério de decisão dos consumidores. Por exemplo, um fabricante de automóvel
pode anunciar a manutenção grátis e o estilo esportivo europeu de um carro, de
modo a compensar o consumo de combustível.
O processo de decisão do consumidor
Na compra de produtos, geralmente os
consumidores seguem o processo de
decisão do consumidor mostrado na figura abaixo. (1) reconhecimento da necessidade, (2) busca de
informações, (3) avaliação das alternativas, (4) decisão de compra e (5)
comportamento pós-compra. Essas cinco etapas representam um processo genérico
que é percorrido pelo consumidor do reconhecimento da necessidade de um produto
ou serviço até a avaliação pós-compra. Esse processo serve como uma diretriz
para estudar como o consumidor toma decisões. É importante observar que essa
diretriz não assume que as decisões dos consumidores seguirão todas as etapas
do processo. De fato, o consumidor pode encerrar o processo a qualquer momento;
ele pode nem mesmo efetuar uma compra. Vamos descrever cada etapa do processo
com mais detalhes.
<!--[if !supportLists]-->(1)
<!--[endif]-->Reconhecimento
da necessidade
O primeiro estágio do processo de
decisão do consumidor é o reconhecimento da necessidade. O reconhecimento da necessidade ocorre quando o consumidor enfrenta
um desequilíbrio entre a condição real e a desejada. Por exemplo, você sente
sede após exercícios puxados? Um comercial de um novo carro esportivo já faz
você desejar compra-lo? O reconhecimento da necessidade é provocado quando um
consumidor é exposto a um estímulo interno ou externo. Fome e sede são estímulos internos, a cor de um
automóvel, o desenho de uma embalagem, uma marca mencionada por um amigo, um
anúncio na televisão ou uma colônia usada por um estranho são considerados estímulos externos.
Um dos objetivos do marketing é
fazer que os consumidores reconheçam um desequilíbrio entre sua condição atual
e a desejada. Freqüentemente, a publicidade e a promoção fornecem esse
estímulo. A pesquisa sobre as preferências dos consumidores revela aos
profissionais de marketing os desejos e necessidades dos consumidores, com base
nos quais deve-se ajustar os produtos e serviços.
O marketing pode despertar
desejos no consumidor. Existe um desejo
quando alguém tem uma necessidade não satisfeita e decidiu que uma determinada
mercadoria ou serviço irá satisfaze-la. Crianças pequenas podem desejar
brinquedos, videogames e equipamento de futebol para atender as suas
necessidades inatas de jogar e aprender novas habilidades. Adolescentes podem
desejar CDs, tênis de marca e jeans para atender a suas necessidades de
aceitação. Um desejo pode ser por um produto específico ou por um certo
atributo ou característica de um produto. Por exemplo, adultos podem desejar
refeições prontas, serviços de lavagem de roupa a seco e compras por catálogo
para atender a suas necessidades de conveniência.
<!--[if !supportLists]-->(2)
<!--[endif]-->Busca de
informações
Após reconhecer uma necessidade
ou desejo, os consumidores procuram informações acerca das diversas
alternativas disponíveis para satisfazê-los. Uma busca de informações pode
ocorrer internamente, externamente ou de ambos os modos. A busca de informações
é o processo de recuperar informações armazenadas na memória. Essas informações
armazenadas originam-se principalmente de experiências anteriores com um
produto. Por exemplo, é possível que quando estiver fazendo compras, você
encontre uma marca de mistura para bolo que já tenha experimentado antes. Ao
procurar em sua memória, provavelmente você pode se lembrar se tinha bom sabor,
se agradou aos convidados e se foi fácil de preparar.
Já uma busca externa de informações ocorre por meio da pesquisa de
informações no ambiente externo. Há dois tipos básicos de fontes de informações
externas: a fonte controladora por marketing e a não controlada por marketing.
Uma fonte de informações não controlada por marketing não está associada às
mensagens promocionais de um produto.
Um amigo pode recomendar um computador pessoal
da IBM porque comprou um e gosta dele. As fontes de informações não controladas
por marketing incluem experiência pessoal (experimentar ou observar um novo
produto), fontes pessoais (família, amigos, conhecidos e colegas de trabalho) e
fontes públicas, como o Underwriters Laboratories, o Consumer reports e outras
organizações de pesquisa.
Uma fonte de informações controlada por marketing é direcionada a um
produto específico, porque ela se origina de uma promoção desse produto. As
fontes de informações controladas por marketing incluem a publicidade (no
rádio, jornais, televisão e revistas), pessoal de vendas, rótulos e embalagens
de produto.
O grau em que um indivíduo efetua
uma busca externa depende do seu conhecimento, experiência, percepção de risco
e nível de interesse pela mercadoria ou serviço. Geralmente, à medida que
aumenta o risco percebido da compra, mais o consumidor amplia a busca e
considera outras marcas alternativas.
(3 e 4) Avaliação de alternativas e decisão de compra
Após obter informações e
selecionar um conjunto de produtos alternativos, chamado conjunto evocado, o
consumidor está pronto para tomar uma decisão. Um consumidor usará informações
armazenadas na memória e obtidas de fontes externas para desenvolver um conjunto
de critérios. Estes o ajudam a avaliar e comparar as alternativas. Uma maneira
de iniciar o estreitamento do número de opções no conjunto evocado é escolher
um atributo de produto e então excluir todos os produtos do conjunto que não
possuam esse atributo. Por exemplo, assuma que João está pensando em comprar um
novo notebook para substituir seu computador atual. Ele está interessado em um
modelo com uma grande tela de matriz ativa em cores, unidade de CD-ROM e
velocidade de processamento de pelo menos 800 megahertz, de modo que excluiu
todos os notebooks sem esses recursos.
Outra maneira de estreitar o
número de escolhas é utilizar atalhos ou níveis mínimos e máximos de um
atributo a que uma alternativa deve atender para ser considerada. Suponha que João
ainda deve escolher entre uma ampla gama de notebooks que tenham telas de
matriz ativa, unidades de CD ROM e velocidade de processamento superior a 800
megahertz. Então, ele seleciona outro atributo de produto: preço.
Dada a quantidade de dinheiro de que
dispõe para um novo computador, João decide que não pode gastar mais do que U$$
2.500,00. Dessa forma, ele pode excluir todos os notebooks com preço acima de
U$$ 2.500,00. Uma maneira fácil de estreitar as escolhas é classificar os
atributos considerados em ordem de importância e avaliar os produtos com base
no quanto eles atendem aos atributos mais importantes. Para chegar a uma
decisão final, João escolherá os atributos mais importantes, como velocidade de
processamento e matriz ativa, ponderará os méritos de cada um e então avaliará
notebooks alternativos que atendam a esses critérios.
O objetivo do gerente de
marketing é determinar quais os atributos mais importantes para influenciar a
escolha do consumidor. Diversos fatores podem afetar coletivamente uma
avaliação do consumidor para um produto.
Um único atributo, como o preço,
pode não explicar adequadamente como os consumidores formam seus conjuntos
evocados. Além disso, atributos tidos como importantes pelo profissional de
marketing podem não ser muito importantes para o consumidor. Por exemplo, para
a surpresa dos vendedores de carros, um estudo descobriu que a garantia do
automóvel era o fator menos importante na compra de um carro pelo consumidor.
(5) Comportamento pós-compra
Na compra de produtos os
consumidores esperam certos resultados. O grau em que essas expectativas são
atendidas determina se o consumidor ficou satisfeito ou insatisfeito com a
compra. Por exemplo, uma pessoa compra um carro usado e tem expectativas baixas
quanto ao desempenho real do carro. Surpreendentemente, o carro mostra-se como
um dos melhores que ele já possuiu. Dessa forma, a satisfação da compradora é
alta, porque suas expectativas relativamente baixas foram excedidas. Por outro
lado, uma consumidora que comprasse uma nova marca de carro esperaria dele um
desempenho especialmente bom. Mas se o carro se mostrar ruim, ela ficará muito
insatisfeita porque suas altas expectativas não foram atendidas. Frequentemente
o preço cria expectativas altas. Um estudo descobriu que os preços altos da
assinatura de TV a cabo eram associados a grandes expectativas quanto ao
serviço. Ao longo do tempo, os assinantes de TV a cabo tendem a desistir dos
canais de preço mais alto porque suas altas expectativas não foram atendidas.
Um importante elemento de
qualquer avaliação pós-compra é a redução de quaisquer dúvidas do consumidor
quanto ao fato de a decisão ter sido bem tomada. Quando as pessoas reconhecem
inconsistência entre seus valores e opiniões e seu comportamento,tendem a sentir
uma tensão interna chamada dissonância
cognitiva. Por exemplo, suponha que um consumidor gaste metade de seu
salário mensal em um novo sistema estéreo de alta tecnologia. Se ele parar para
pensar o quanto gastou, provavelmente sentirá tensão. Ocorre dissonância porque
a pessoa sabe que o produto comprado tem algumas desvantagens e também algumas
vantagens. No caso do estéreo, a desvantagem do custo ultrapassa a vantagem da
superioridade tecnológica.
Os consumidores procuram reduzir
a dissonância justificando suas decisões. Eles podem procurar novas informações
que reforcem idéias positivas sobre a compra, evitar informações que
contradigam sua decisão ou cancelar a decisão original devolvendo o produto.
Os gerentes de marketing podem
ajudar a reduzir a dissonância por meio de comunicação efetiva com os
consumidores. Por exemplo, um gerente de serviços a clientes pode inserir um
cartão dentro da embalagem parabenizando o comprador por ter feito uma escolha
sábia. Cartas pós-compra enviadas pelos fabricantes e declarações afirmativas
em manuais de produto podem ajudar os clientes a se sentirem confortáveis com
suas compras.
Todo ser humano recebe uma carga
e interferências do meio ambiente, provocando neste uma série de pensamentos
que influenciarão e guiarão seu comportamento de consumo e vida.
Fazem parte do meio ambiente, as
variáveis: meio ambiente físico, inovações tecnológicas, fatores econômicos,
fatores políticos e fatores legais.
Cada uma das variáveis citada
dependendo do momento ou situação,
influenciará interiormente sobre o consumidor fazendo-o adotar posicionamentos
e atitudes que o levarão a tomar decisões, como por exemplo: no verão, devido ao
calor excessivo o consumo de bebidas geladas e sorvetes, além das roupas mais
claras e de cores mais alegres, obterão um índice de vendas acima da média dos
demais meses do ano. A intensidade de interferência também oscila em momentos e
situações diferentes, mesmo influenciados pela temperatura ambiental, a falta
de recursos financeiros (fator econômico), poderá inibir sensivelmente a primeira.
As decisões sobre compras são
diretamente influenciadas pelos fatores culturais, pessoais, sociais e
psicológicos. Sendo que os culturais são os de maior interferência. Las Casas
(1997), fragmenta esta segmentação em influências internas (fatores
psicológicos como motivação, aprendizagem, percepção, atitudes e personalidade)
e externas (família, classe social,
grupos de referência e cultura).
Fatores Culturais
De maneira consciente ou inconsciente os
valores culturais exercem pressões sobre as pessoas formatando-as com
comportamentos aceitáveis pela sociedade (Sandhusen, 1998).
Dentro do fator cultura, Cobra
(1992), subdivide em segmentos separados chamados de sub-culturas,
denominando-os de: agrupamentos de nacionalidades, agrupamentos religiosos, agrupamentos
raciais e agrupamentos regionais. Como exemplo de sub-culturas, pode-se citar a
religiosidade, em que existem correntes diferentes e que vêem hábitos
alimentares sob diferentes valores, enquanto algumas permitem o consumo de carne
suína, outras consideram um pecado.
No estudo sobre classes sociais
Semenik (1996), discorre sobre o desejo de ascensão dos grupos, além das
possíveis mobilidades entre as diversas
faixas, sendo que os indivíduos podem tanto ascender ou decrescer em momentos
diversos, e influenciados pelos aspectos do meio ambiente e fatores internos.
Fatores Sociais : Os fatores
sociais também exercem
forte influência sobre
as tomadas de
decisões, neste contexto podemos referendar os grupos de
referência, a família, o papel social e o status.
Las Casas (1997), faz menção aos
grupos de referência dividindo-os em
primários e secundários, sendo os primários formados pelas pessoas mais
próximas, como: família, amigos e vizinhos. Os secundários têm uma influência
de menor intensidade, mas também interagem, são eles: associações, clubes e
grupos associativistas. Para Kotler (2002), o grupo primário é denominado como
grupo de afinidades e influencia diretamente o indivíduo no tocante a
comportamentos, estilos de vida, atitudes e auto-imagem. Os mesmos autores em suas
obras comentam sobre os grupos desassociados, cujos valores o indivíduo rejeita e não anseia sua participação,
citam ainda a existência dos grupos-modelos em que o indivíduo não participa,
mas o almeja.
A família, segundo Semenik
(1996), é o grupo de maior referência, por estar em convivência plena e
freqüente. Ela exerce influência direta sobre a pessoa desde os seus primeiros
dias de vida e passa por diversos ciclos de vida familiar. Estes ciclos foram
apresentados por Sandhusen (1998), em nove formatos diferentes: pessoas jovens
solteiras; casais recém-casados; casais com filhos I; casais com filhos II;
casais com filhos III; casais sem filhos I; casais sem filhos II; solteiros de
meia-idade ainda na força de trabalho; e solteiro na meia-idade, aposentado. Em
cada estágio acontecem formas diferentes de consumo, inclusive com grupos de
mesma idade e sexo.
Sandhusen (1998) e Kotler (2002),
descrevem também sobre a família de orientação, formada pelos pais e irmãos do
consumidor e a família de procriação formada pelo cônjuge e filhos. Ao
acontecer a interação entre as duas famílias os valores passam por mudanças e
alterações comportamentais.
Fatores Pessoais : As características pessoais como: idade, estágio
no ciclo de vida, ocupação, perspectivas
econômicas, personalidade e auto-imagem, detêm influência direta sobre as
tomadas de decisões em compras.
Em cada etapa do ciclo de vida,
conforme cita Cobra (1992), o ser humano tem hábitos de consumo diferenciados,
pois quando nos encontramos no estágio de criança, nossas expectativas e
necessidades são bem diferentes das que teremos ao chegarmos na fase adulta e posteriormente
na idosa. Os aspectos físicos e psicológicos formarão inclusive conceitos
decisórios diferentes.
Kotler (2002), ao abordar as
questões de ocupação e circunstâncias econômicas, deixa claro de que as
influências estarão diretamente ligadas ao fator rendas percebidas e recebida.
Afirma Cobra (1992, p.211), “em cada estágio do ciclo econômico da vida
de um consumidor, ele terá um estilo de vida; um hábito de consumo”.
Fatores Psicológicos
No momento em que uma pessoa
pensa em adquirir algo, automaticamente é influenciada pelos fatores
psicológicos, modelando a tomada de decisão. Cobra (1992) e Kotler (2002), contemplam
neste grupo os estudos sobre percepção,
motivação, aprendizado, crenças e atitudes.
A percepção é o processo pelo
qual a pessoa interpreta os estímulos que advêm do seu meio, procurando criar
uma significativa imagem sobre o mundo. Para Las Casas (1997), esta percepção é
variável em virtude de nossas experiências individuais, que no decorrer da vida
aumentam nossa estrutura cognitiva. A seletividade das informações é que
determinarão a compreensão sobre as tomadas de decisão.
Determinação de
Critérios, Gerenciamento das Informações, Implantação de Ações Detectadas no
relacionamento Cliente Organização.
Toda indústria ou segmento
funciona como se fosse um ecossistema formado por clientes, parceiros e
fornecedores cuja relação transacional determina à dinâmica deste “pequeno
mundo” particular. O princípio da elaboração do plano de marketing
deve obrigatoriamente estar embasado nas “leis de mercado” que regem
este ecossistema.
Para participar ativamente, cada
“player” deve entender quais os fatores críticos que determinam as
condições mínimas obrigatórias para operar. Por exemplo: entrega em 24hs, comércio
eletrônico, pessoal técnico certificado, linha de crédito flexível, prazo
para pagamento, garantia, linha de produtos rentável, etc.
Entender os fatores críticos de
sucesso é essencial na arquitetura de um plano mercadológico eficaz.
Sempre pergunte para seu “mercadologo” PARA QUE esteja executando esta ou
aquela ação. A resposta deve estar ligada obrigatoriamente a uma estratégia
e esta, a um objetivo do negócio. Tudo muito simples, claro e sem
surpresas nem esoterismo. No entanto, a experiência tem mostrado que as grandes
maiorias das empresas não têm “objetivos, estratégias nem ações táticas” bem
definidas. Como diz sabiamente um amigo: “Empresas que não tem um plano não
vendem nada. Elas são compradas por seus clientes!”.
Uma maneira prática de entender o
valor do marketing poderia ser através de um conjunto de ações, um plano
coerente e consistente que influencia as relações de oferta e demanda do
ecossistema em que sua empresa atua. Não tente:
<!--[endif]-->1. Sobrecarregar o
vendedor para suprir as deficiências operacionais da empresa. Venda é
conseqüência de um posicionamento correto e compreensivo e de uma operação que
“roda redonda” com produtos e serviços de valor percebido;
Mudar a dinâmica do
ecossistema - aproveite as oportunidades oferecidas por ele. Existe um
termo em inglês que classifica muito bem estas oportunidades “low hanging
fruits”.
Existem três tipos de empresas
que por negligenciar o entendimento básico do seu segmento acabam investindo o escasso
dinheiro de marketing num emaranhado de ações disformes e como conseqüência
acabam mais cedo ou mais tarde virando estatística.
1) Empresas que focam na marca,
esquecem do produto e do desenvolvimento do canal. Só se justifica para
empresas que tem monopólio. Não precisam se preocupar em vender;
2) Focam no ato da venda,
esquecem da marca, do marketing, da evolução do produto e do canal. Estas são
as mais fáceis de combater por não terem cultura mercadológica;
3) Focam no canal,
esquecem do produto, da marca e do marketing. Um prato cheio pra concorrência
que já pega um canal prontinho.
Estratégias que integram a Marca,
Marketing e Desenvolvimento do Canal de Vendas, quando bem balanceadas, formam uma
combinação extraordinária.
Equilíbrio na qualidade de serviços
Podem me chamar de “rato de cafeteria”!
Já fui a diversas, comparando os cafés, o atendimento e o ambiente, fazendo uma
breve avaliação do conjunto. Geralmente as cafeteria daqui de Cuiabá ficam numa
média: bom produto, atendimento regular e ambiente
ruim, ou; produto regular, atendimento ruim e bom ambiente. Numa
delas, uma franquia bastante famosa aqui, sempre que vou peço um expresso
pequeno. E ele sempre vem do mesmo jeito, com uma espumazinha rala por cima.
Apesar de o atendimento ser eficiente e o ambiente ter um clima bastante
aconchegante, quando o cafezinho deles vem daquele jeito, meu conceito
sobre a loja cai vertiginosamente.
Já noutro dia, estava num
hipermercado e, antes de comprar o que devia, fui fazer um lanche. Como não
existiam muitas opções, tive que recorrer a uma cafeteria meia-boca que lá
existia. Desacreditado, paguei pelo cafezinho e um salgado. Já estava esperando
um café de má qualidade quando, felizmente, me surpreendi. O
cafezinho daquela pequena lanchonete, pelo menos naquele dia, dava de dez a
zero no da franquia.
Conseguir o equilíbrio
entre produto fornecido e ambiente de loja é o ideal para causar uma ótima
impressão no cliente, quando se trata de serviços, especialmente no
ramo de alimentação. A experiência dele com o local serão das melhores, o que o
cativará para que dê preferência ao estabelecimento. Cabe ao gestor perceber se
o conjunto formado entre produto, atendimento e ambiente está em
harmonia.
Algumas medidas podem ser tomadas para fazer a manutenção dessa tríade:
* Procurar o fornecedor que tenha o melhor custo-benefício
deve ser uma tarefa constante. Mesmo se o atual fornecedor oferecer uma boa matéria-prima, não
se pode relaxar, pois sempre poderá surgir um com preço mais interessante ou
material de qualidade superior;
* O produto principal do estabelecimento deve ter a melhor
qualidade entre os ofertados. No caso da cafeteria, ela pode ter uma
empadinha deliciosa, um pão de queijo maravilhoso, mas o principal, o café,
deve ser sempre simplesmente esplêndido nada menos que isso;
* Reciclar os atendentes vai fazê-los especialistas em suas tarefas
diárias, o que é um ingrediente básico para fidelização dos clientes;
* Inovar no ambiente da loja e renová-lo de vez em quando dará ao
consumidor que o freqüente a sensação de estar em um lugar sofisticado
e moderno, e isso contribuem tanto para que sejam mantidos os clientes
atuais quanto para a conquista de novos freqüentadores.
O gestor que seguir tais
conselhos vai se beneficiar da vagarosidade de boa parte dos administradores,
que se contentam em formatar o negócio e não se preocupam em mudar o formato
sempre que o mercado assim pedir.
Sai na frente dos concorrentes
quem não fica parado e não tem medo de arriscar em novas atitudes e conceitos. Equilibrar
o produto, os colaboradores e a loja seriam mais fáceis se tivéssemos três
braços, mas, fazendo uma forçinha extra, é uma tarefa perfeitamente possível.
A Voz do Consumidor
É necessários dar voz,
oportunidade e ouvidos às indagações,
reclamações, sugestões e desejos dos clientes, pois estes detêm a sabedoria
sobre suas necessidades e o poder de decisão sobre quais produtos ou serviços adquirir, além de demonstrar a importância em ouvirmos,
decifrarmos e interagirmos sobreas reclamações que devem soar como um
termômetro qualitativo e de satisfação.
A autora, Zülzke (1997), registra
em sua obra a criação do CNDC – Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, em
24 de Julho de 1985. Em decorrência desta medida governamental e de outras
ações e movimentos, em 11 de setembro de 1990 acontece a aprovação do Código de
Defesa do Consumidor, entrando em vigor a partir de 11 de março de 1991. Anteriormente
a esta data havia no Brasil cerca de 20 empresas conhecidas com uma linha
específica para o SAC. Depois da efetivação do Código, houve uma explosão de
linhas com a finalidade de dar voz ao consumidor.
Após a aprovação do Código de
Defesa do Consumidor as empresas começaram a ver os SACs (Serviço de
Atendimento ao Consumidor) como um elemento estratégico dentro das empresas, um
instrumento que visa inibir problemas e
insatisfações, evitando inclusive o desgaste da imagem organizacional.
Juntamente com a entrada do Código de Defesa do Consumidor houve outras
transformações conjunturais, como: abertura de mercados, planos de qualidade,
privatizações e estabilidade monetária. Se apenas o Código fosse implantado,
certamente os resultados teriam sido apáticos. Estes conjuntos de
acontecimentos permitiram uma
consciência maior pelo consumidor.
Zülzke (1997), argumenta que o
SAC é estratégico quando aplica as
funções de Inovador, transformando
riscos e ameaças em ações
proativas. Radar, com fortes ações em captar informações do mercado e complementa através de pesquisas. Em agente de mudanças,
provocando mudanças internas na organização
e é auditor quando atua no controle de serviços.
Sob o aspecto Tático-Operacional ele atua de maneira a ser informativo,
resolvedor de reclamações e cosmético (imagem junto ao consumidor).
Nas empresas
que ainda não
vêem o SAC como elemento estratégico geralmente, o têm dentro da
organização isolado como um satélite abandonado em órbita. Resultando em baixa
participação e cooperação interna. Mas havendo forte concorrência e pressões
pelos órgãos de defesa do consumidor, passam a ter uma importância vital na
vida da empresa.
A autora deixa explícito que as
empresas que não derem os primeiros passos para uma relação de interatividade
com os consumidores dificilmente
permanecerão no mercado. As que
verdadeiramente buscarem este objetivo
devem refletir sobre a relação exposta na figura seguinte. O SAC é um dos responsáveis pela qualidade de
comunicação para o mercado e ao mesmo tempo um aperfeiçoador de informações
internas para o processo de desenvolvimento de produtos.
Um Serviço de Atendimento ao
Cliente gera como principais benefícios para o consumidor e para as empresas:
•
Agilidade para o cliente expor e resolver dúvidas/problemas;
•
eficiente forma de captura de dados de mercado;
•
aumento da conscientização dos profissionais da empresa;
•
eliminação de certos problemas com cliente;
•
melhoria contínua de serviços e produtos.
Tele marketing – SAC, SIM, 0800 e outros?
Hoje em dia uma das ferramentas de marketing
mais evidentes e importantes é aquela que trata diretamente sobre o
relacionamento organização-cliente. Inúmeras são as empresas que estão
construindo elos de valor entre as partes, criando cada vez mais departamentos
voltados ao atendimento especializado na solução de problemas e na valorização
dos produtos/serviços oferecidos.
No início foram os 0800, depois vieram os SACs e assim por diante. Atualmente,
após os tele marketing e call centers,
surgem tecnologias de informação (TIs)
que buscam constantemente armazenar, organizar e processar os dados obtidos
para a utilização em prol da empresa, ou seja, codificar os dados para que
estes tornem-se fontes ricas em informações sobre os clientes, seus hábitos e
costumes pessoais.
Este sistema cresce, e a
preocupação junto à agilidade do processo aumenta ao passo que a evolução dada
ao mercado se mostra acelerada. Assim, sabendo que o futuro do mercado será
todo voltado ao serviço, inúmeras são as alternativas a serem trabalhadas nesse
momento, com o intuito de antever os acontecimentos e seguir ao lado das
evoluções presentes no mercado.
Assim sendo, a criação do elo de
valor entre empresa-cliente deve ser construído a todo o momento, não somente
no ato da compra, mas sim no prosseguimento – na pós-venda – onde a empresa poderá oferecer constantemente seus
produtos/serviços de forma a criar uma percepção junto ao cliente de
atendimento altamente personalizado e, principalmente, preocupado com o
bem-estar e satisfação daquele consumidor que passou por suas dependências e
que com um trabalho bem feito, poderá se tornar fonte de uma das principais
ferramentas de venda – o boca a boca.
Trabalhar eficazmente nesta área
é importante, porém toda empresa deve se estruturar de forma a poder recolher
os dados, codificá-los e analisá-los para reverter este trabalho em frutos
positivos.
A obtenção de um cadastro é o
básico para a iniciação deste processo. Quanto mais sofisticado – maior número
de informações – melhor será o trabalho e a sua amplitude de ação também.
Conhecer quem compra o que compra, de que forma compra, quando compra, porque
compra, de que forma paga, entre outros, são elementos que auxiliarão, e muito,
no processo, pois assim os responsáveis poderão trabalhar de forma direta, e
oferecer aquilo que o cliente espera, ou mesmo algo mais, o inesperado, aquilo
que poderá valorizar o trabalho e o conceito da organização.
Hoje, praticar a pós-venda é
importantíssimo, porém empregá-lo de forma correta é essencial para qualquer
organização, pois como visto, de acordo com as pretensões a serem alcançadas, a
estruturação torna-se imprescindível para que as ações tenham resultado e
voltem-se como aspectos positivos e não negativos, pois um trabalho errado
tende a criar uma relação de rejeição, que, muitas vezes, pode ser
irreversível.
Trabalhar com um sistema de
informação abre alternativas de ação bastante diversificadas, de acordo com as
metas a serem atingidas. Com a evolução da internet, esse processo tornou-se
barato diante do potencial de abrangência, e com amplitudes de alcance muito
significativas, já que um único material pode ser enviado a um grande número de
clientes de uma só vez, em questão de minutos. O marketing direto também possui
outras ferramentas importantes que podem ser utilizadas de forma eficaz, sempre
objetivando vender, auxiliar, ou mesmo parabenizar por uma data especial.
Por isso, analise bem esta
questão, pois se a sua organização ainda não se ateve a este fato, poderá estar
perdendo espaço para os concorrentes, o que hoje é um prejuízo empresarial
muito grande, que traz consigo inúmeros danos financeiros e estruturais.
Pense, avalie e reflita, será que
não está no momento certo de arriscar um pouco mais e atualizar o processo de
trabalho em torno de ferramentas positivas para a manutenção e futuro da sua
organização?
Segmentação de Mercado e Clientes
O ponto crítico no planejamento de
marketing é, sem dúvida, a identificação dos alvos de mercado. Uma das
soluções, que se apresenta como ponto de apoio e que subsidiará a tomada de
decisão do administrador é, sem dúvida, o processo de segmentação de mercado. A
segmentação tem sido definida como estratégia de marketing, de fundamental
importância para o sucesso de uma empresa.
O fundamento da segmentação de
mercado é relativamente simples. Baseia-se na idéia de que um produto comum não
pode satisfazer necessidades e desejos de todos os consumidores. O motivo é simples:
os consumidores são muitos, dispersos em diversas regiões; têm hábitos de
compra variados, gostos diferenciados e variam em suas necessidades, desejos e
preferências. Assim sendo, não se pode tratar todos da mesma forma, bem como
não se pode tratar todos de forma diferente.
O que se pode fazer é tentar
reunir grupos de pessoas com características, preferências e gostos
semelhantes, e tratá-los como se fossem iguais. Como se percebe, o centro de
toda a discussão é que existem diferenças entre os consumidores, diferenças
essas que devem ser consideradas no processo decisório da empresa.
Daí a importância da segmentação
de mercado como instrumento estratégico, que começa a ganhar força a partir da
publicação do artigo de Wendell Smith (1956), no Journal of Marketing, EUA,
intitulado: "Diferenciação do
Produto e Segmentação de Mercado como Alternativas de Estratégia
Mercadológica".
Nesse clássico do marketing,
Smith vê a segmentação como condição indispensável para o crescimento da
empresa. Diz ainda que a segmentação é baseada em desdobramentos do lado da
oferta de mercado e representa um ajuste mais racional e preciso de produto, e
do esforço mercadológico às exigências do consumidor.
Muito se escreveu sobre o assunto
até os dias de hoje, com maior ênfase para McCarthy (1960), citado em McCarthy
(1982, p.173), o qual defendeu a adoção da segmentação para maior sucesso, no
atingimento dos objetivos da empresa, incluindo-a nas considerações
estratégicas do marketing mix. Kotler (1967), citado em Kotler (2002,
p.177), reconhece que a segmentação de mercado está no cerne da estratégia de
marketing. Segundo ele, a segmentação de mercado, a idéia mais recente para
orientar a estratégia, começa não com a distinção de possibilidades de produto,
mas sim com a distinção de interesses ou de necessidades de clientes. A
segmentação é a subdivisão do mercado em subconjuntos homogêneos de clientes,
em que qualquer subconjunto pode, concebivelmente, ser selecionado como meta de
mercado a ser alcançada com um composto de marketing distinto.
O "modelo
quantitativo", contribuição multidisciplinar vindo da estatística, ganhou
força como ferramenta auxiliar no processo de medir, agrupar e segmentar
mercados.
Outras disciplinas têm
contribuído de maneira significativa para os estudos de segmentação de mercado,
como é o caso da Sociologia e da Psicologia. Em 1977, um artigo de Schwitzer
propôs a adoção da segmentação psicográfica para maior alcance da audiência de
veículos. A segmentação psicográfica enfoca o estudo do comportamento do
consumidor e divide o mercado em segmentos com estilo de vida homogêneo, entre
si, e heterogêneo, em relação aos demais segmentos.
No Brasil, a maior contribuição
ao estudo vem de Richer e Lima (1991), por intermédio do livro Segmentação -
opções estratégicas para o mercado brasileiro.
Não menos importante é o trabalho
acadêmico de Toledo (1972), que deu à segmentação tratamento integrado,
evidenciando seus aspectos operativos e responsabilizando-os pela viabilidade
de processo decisório. Seu trabalho teve a preocupação de conferir à
segmentação uma dimensão mais ampla, considerando-a como conceito e como
processo que conduz o executivo à escolha entre estratégias alternativas.
Conceito de segmentação de mercado
Na revisão da literatura sobre o assunto, verifica-se que a maioria das contribuições ao estudo de segmentação mantém suas bases nos escritos de Smith (1956). Segundo ele, a segmentação consiste em se ver um mercado heterogêneo, com determinada quantidade de mercados homogêneos menores, em resposta a diversas preferências de produtos entre importantes segmentos de mercados. Ela se baseia no desdobramento do lado da demanda e representa ajuste racional e mais preciso do produto e do esforço de marketing às exigências do consumidor ou usuário.
A primeira vista, a segmentação
de mercado não é tarefa difícil; por muito tempo, foi entendida como um
conceito que consistia apenas em dividir o mercado em segmentos. Depois ,
os teóricos e executivos perceberam que a segmentação de mercado constitui
poderosa arma estratégica, cujas implicações decorrem da escolha de segmentos
bem definidos para o delineamento de estratégias competitivas. Primeiro,
segmenta-se o mercado; em seguida, escolhe-se o alvo com que se quer trabalhar,
diferenciando-se produtos e serviços de modo a atender necessidades e desejos
do público-alvo e, posteriormente, posiciona-se o produto como forma de
expressar as diferenças existentes. Como se pode perceber, a segmentação, no
conjunto, é a base de toda a estratégia de marketing.
Algumas confusões relacionadas ao conceito de segmentação
Algumas confusões relacionadas ao conceito de segmentação
A segmentação é estratégia que auxilia a empresa a penetrar em focos escolhidos, facilitando o acesso ao consumidor por intermédio do ajuste da oferta à demanda, e do produto ao mercado.
A segmentação de mercado é a
concentração, consciente e planejada, de uma empresa em parcelas específicas de
seu mercado. A empresa opta voluntariamente por concentrar todos os esforços de
marketing em determinado segmentos de mercados, possivelmente abandonando
outros, mesmo que constituam potencial.
Dessa forma, a função da
segmentação de mercado é agrupar indivíduos, cujas ações esperadas aos esforços
de marketing sejam semelhantes, ao longo de determinado período. Objetiva,
ainda, a determinação de diferenças significativas entre grupos de compradores,
separando-os, de forma a possibilitar à empresa a seleção daqueles, nos quais
pareça mais conveniente concentrar esforços. Com isso, aumenta a
competitividade da empresa em relação aos concorrentes.
Essa prática tem, como principal
objetivo, descobrir as diferenças realmente importantes entre os consumidores,
e reuni-los em grupos relativamente homogêneos quanto a certas características
objetivas e subjetivas. A partir daí, o administrador pode posicionar seus
produtos e dedicar seus esforços de marketing, visando à escolha e ao
atendimento daqueles segmentos mais lucrativos, determinando assim a estratégia
que, convenientemente conduzida, iniba a reação da concorrência e gere lucros
satisfatórios para a empresa.
É importante observar que o
conceito de segmentação tem relação direta com o mercado. Segmenta-se o mercado
e não setores de atividades, produtos, canais de distribuição. Os produtos e
canais de distribuição são ajustados em decorrência do alvo escolhido.
Ao decidir segmentar o mercado, a
empresa dispõe de poucas variáveis que estão sob controle do administrador de
marketing. Segundo Richers (1991, p.22), a empresa deve enfocar suas opções de
segmentação sob quatro ângulos distintos: o do setor, que é problema de
concorrência; o dos segmentos, que é problema de oportunidade; o dos produtos,
que é problema de adaptação; o de distribuição e comunicação, que é problema de
escolha. Dessas quatro variáveis, somente as duas últimas se prestam à
manipulação e devem, portanto, ser exploradas como as primeiras a ter-se em
vista.
Finalidades em segmentar o mercado
O
objetivo básico da segmentação é concentrar esforços de marketing em
determinados alvos, que a empresa entende como favoráveis para serem explorados
comercialmente, em decorrência de sua capacidade de satisfazer a demanda dos
focos, de maneira mais adequada. Cada segmento deverá ser constituído por
grupos de consumidores que apresentem o mínimo de diferenças entre si, do ponto
de vista das características adotadas, e o máximo de diferenças em relação aos
demais segmentos.
Por meio da segmentação de
mercado, pode-se conhecer melhor as necessidades e desejos dos consumidores.
Tal conhecimento se aprofunda, à medida que novas variáveis de segmentação são
combinadas entre si, proporcionando conhecimento mais individual do consumidor.
As vantagens de segmentar mercados
As vantagens de segmentar mercados
Segundo Richers (199l, p.17), com a segmentação de mercado, a empresa procura obter uma série de vantagens sinérgicas. Essas vantagens incluem:
a) domínio de tecnologia capaz de
produzir bens preferidos por certas classes de compradores;
b) maior proximidade ao
consumidor final;
c) possibilidade de oferecer bens
e serviços a preços altamente competitivos;
d) disponibilidade de pontos de
venda adequados a seus produtos ou serviços;
e) existência de veículos de
publicidade que se dirijam direta e exclusivamente aos segmentos visados, etc.
A alocação de recursos de forma
adequada, não citada de forma específica por Richers, é um dos pontos chaves da
segmentação de mercado, diminuindo, com isso, os riscos associados ao
desempenho das atividades empresarias.
Esse conjunto de vantagens
propicia à empresa melhores condições para localizar e avaliar as oportunidades
de marketing, assim como para auxiliar o administrador de marketing na
avaliação das forças e vulnerabilidade da concorrência, e com isso tomar
decisões que possam minimizar os pontos fracos da empresa e otimizar seus
pontos fortes.
Passos para segmentação de mercados
Passos para segmentação de mercados
Os segmentos de mercado podem ser identificados quando se aplicam técnicas sucessivas para subdividi-lo. Para isso, há procedimento formal para identificar os principais mercados. Boyd e Massay (1976, p.109) sugerem duas condições que são essenciais para a implantação de uma estratégia de segmentação:
a) identificação de diferentes
oportunidades de marketing e estabelecimento de priori- dades entre elas;
b) eficiente alocação de recursos
para os focos escolhidos.
Kotler (2002, p.323) identifica
três etapas:
estágio de levantamento;
estágio de análise;
estágio de desenvolvimento de perfil.
Principais modalidades utilizadas
como base para a segmentação de mercados
Na segmentação de mercado, o administrador de marketing deve levar em conta o comportamento do consumidor. Isso porque os compradores são pessoas com necessidades e desejos diversos, e o mesmo produto não pode mais atrair todo o mundo. Deve-se, portanto, conhecer o comportamento, as atividades, as motivações, os benefícios e as vantagens que os diferentes grupos de consumidores, relativamente homogêneos, estão procurando.
Para conhecer os consumidores, o
administrador precisa reuni-los em grupos, os mais homogêneos possíveis. Para
tanto, ele pode fazer uso das variáveis de segmentação, as quais procuram
revelar certas características geográficas, sócio-econômicas, de personalidade
e comportamentais. Essas variáveis podem ser decompostas em diversas outras,
que por sua vez podem ser empregadas individualmente ou interrelacionadas com
as demais.
O elenco de variáveis que se
apresenta como critérios para segmentar mercado é muito amplo. Existem milhares
de maneiras para segmentar determinado mercado, principalmente se a empresa
pretende combinar várias de suas formas.
Os segmentos geralmente são
identificados a partir de duas correntes. Na primeira, através das
características dos consumidores, independentemente do produto. Utilizam-se as
variáveis geográficas, demográficas e psicográficas. Na segunda, a
identificação é feita por meio das respostas do consumidor diante do produto,
como benefícios procurados, ocasiões de uso e lealdade à marca.
As modalidades constituídas pelas
variáveis geográficas, demográficas e sócio-econômicas são usuais e mais
comuns, pelo fato de terem características conciliáveis e complementares entre
si, cujos dados não estão a depender de pesquisas de campo e podem ser,
facilmente, encontrados a partir de fontes secundárias.
O mesmo não ocorre com as
variáveis de segmentação por padrões de consumo, por benefícios procurados, por
estilo de vida e por tipos de personalidades, as quais, geralmente, dependem de
pesquisa de campo para se conhecer aspectos específicos das pessoas e de seus
comportamentos.
Condições básicas para atingir-se o alvo ideal
O processo de segmentação de mercado objetiva a determinação de diferenças signi- ficativas entre grupos de compradores, separando-os em conjuntos diferenciados, para que a em- presa possa selecionar segmentos que se apresentem mais favoráveis à concentração de esforços.
A escolha desses segmentos de
forma eficaz, conjugada com a avaliação dos elementos do ambiente em que a
empresa desenvolve suas atividades, deve ser precedida de certas
características fundamentais.
Kotler (2002, p.339) apresenta algumas
contribuições inovadoras e importantes que devem ser observadas: a
mensurabilidade, a substancialidade, a acessibilidade e a operacionalidade. Sem
que o segmento apresente essas características, parece imprudente alimentar
decisões específicas do composto de marketing voltadas a esses
compradores.
Bases para segmentação de mercado
Bases para segmentação de mercado
As
características que podem ser agrupadas para formação de segmentos são várias.
A forma de segmentar , vai depender muito do tipo de produto comercializado e
das exigências do mercado.
Geralmente
os segmentos são formados por uma combinação de várias variáveis.
Apresentamos
algumas das variáveis de segmentação e suas classificações mais utilizadas:
VARIÁVEIS GEOGRÁFICAS
REGIÃO: Norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste, cidades, municípios ou estados
POPULAÇÃO DA
CIDADE: Abaixo de 4.500, de 5.000 – 19.900, de 20.000 – 49.900.
CONCENTRAÇÃO: Centros urbanos, suburbanos ou rurais
CLIMA: tropical, ...
VARIÁVEIS DEMOGRÁFICAS/SÓCIO-ECONÔMICAS
FAIXA ETÁRIA/IDADE: Crianças de 7-10
anos, adultos, adolescentes, etc
TAMANHO DA
FAMÍLIA: 1 a
2 pessoas, 3 a
4 pessoas, 5 ou mais
CICLO DE VIDA
DA FAMÍLIA: Jovem solteiro (a), casal
jovem sem filhos, casal de meia idade
SEXO: Masculino, feminino
RENDA: 1 a 2 salários, 3 a 4 salários, etc
OCUPAÇÃO: Profissionais
liberais, funcionários públicos, operários, fazendeiros., estudantes,
aposentados, donas-de-casa.
FORMAÇÃO
EDUCACIONAL: Básico completo, básico
incompleto, superior incompleto, pós-graduado.
RELIGIÃO: Católicos,
judeus, protestantes, muçulmana, etc.
RAÇA: Branca, negra, asiática,
CLASSE SOCIAL: Miseráveis,
pobres, classe operária, classe média, classe média-alta, classe alta, etc
NACIONALIDADE: Brasileira, argentina, alemã,
italiana, francesa
GERAÇÃO: Pós-guerra,
geração X
VARIÁVEIS PSICOGRÁFICAS
ESTILO DE VIDA: Objetivos, intelectuais, extravagantes
PERSONALIDADE: Compulsiva, autoritária, ambiciosa,
sociáveis.
_________________________________________________________________
VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS
OCASIÕES: Normais,
especiais
BENEFÍCIOS: Qualidade,
serviço, economia, rapidez
STATUS DE
LEALDADE: Nenhum, médio, forte
ESTÁGIO DE
APTIDÃO DE COMPRA: inconsciente,
consciente, informado, interessado, desejoso, disposto a comprar, indeciso.
ATITUDE
RELATIVA AO PRODUTO: entusiástica, positiva, indiferente, negativa, hostil.
Requisitos para uma segmentação eficaz:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Mensuráveis: O tamanho, poder de compra e
características dos segmentos podem ser mensuráveis.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Substanciais: Os segmentos são grandes e
rentáveis o suficiente.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Acessíveis: Os segmentos podem ser eficazmente
atingidos e atendidos.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Diferenciáveis: Os segmentos são conceitualmente
distinguíveis e respondem diferentemente a diferentes elementos do composto de
MKT.
Classe
Social
|
R$ (Renda
Familiar Média)
|
%
População Brasileira
|
A
|
4.820,00
|
5%
|
B
|
2.030,00
|
19%
|
C
|
844,00
|
31%
|
D
|
435,00
|
33%
|
E
|
229,00
|
12%
|
Fonte: IBGE “Site”: www.ibope.com.br/social
Cliente – Razão da existencia de todas as empresas
Sempre
quando falamos em marketing de relacionamento, esbarramos na palavra cliente.
Vamos analisar o significado dessa palavra:
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->O cliente é a pessoa que compra produtos
das empresas para consumo próprio ou distribuição dos mesmos
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->O cliente é, sem dúvida, a pessoa mais
importante em qualquer tipo de negócio
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->O cliente não depende de nós, nós é que
dependemos dele
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->O cliente não interrompe o nosso trabalho,
ele é a razão do nosso trabalho
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->O cliente não significa apenas dinheiro no
caixa. Ele é, antes de tudo, um ser humano e precisa ser tratado com respeito e
consideração
<!--[if !supportLists]-->§ <!--[endif]-->Sem clientes, as portas de qualquer
empresa seriam fechadas
Quando
avaliamos a trajetória de um cliente na empresa, chegamos à seguinte
progressão:
Prospect => Shopper => Cliente
eventual => Cliente regular => Defensor
Cabe aqui um parêntesis, logicamente
ele seguirá os passos acima, se for bem atendido e não o decepcionarmos. Vamos
explicar melhor cada um deles:
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Prospect: é um
cliente que pode estar interessado em comprar da sua empresa
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Shopper: são
aqueles que visitam o seu negócio pelo menos uma vez
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Cliente eventual : são pessoas que adquiriram um ou mais produtos da sua empresa
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Cliente regular
: são os que adquirem periodicamente seus produtos e serviços
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Defensor : são
os que elogiam sua empresa e a qualidade dos seus produtos a quem quiser ouvir
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->O
cliente externo, é o que vem à mente de todos naturalmente, quando falamos de
negócios. Por muito tempo, ele era o único cliente citado nos livros de
administração de negócios. À medida que a qualidade em serviços passou a ganhar
mais importância, passou-se a estudar este conceito com maior profundidade. Há
outros tipos de clientes que merecem atenção dentro do contexto do estudo da
fidelização
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Cliente pessoal
: são aqueles que influenciam nossas vidas e nosso desempenho no trabalho
(cônjuge, filhos, amigos, entre outros)
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Cliente da concorrência : são os que compram de nossos concorrentes. Aqui é interessante fazer uma
avaliação, para descobrir o que os leva a comprar da concorrência, para em seguida
elaborar uma forma de conquistá-los
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Cliente interno
: é a pessoa que trabalha em nossa empresa e que influencia o processo
produtivo. Merece também grande atenção, pois essa atitude gera um melhor clima
organizacional, maior produtividade e união da equipe, bem como ajuda a atrair
clientes da concorrência. É no cliente interno que começa o processo de
fidelização de um cliente externo.
Se
quisermos clientes “Defensores” é preciso que nossas empresas aprendam a ser
empáticas, ou seja, capaz de colocar-se no lugar do cliente e ajudá-lo
realmente com suas necessidades.
A tecnologia deve ser uma aliada no processo de
fidelização, porém, o relacionamento humano está acima dela e a chave do
sucesso está nas pessoas.
Conhecimento da organização, pelo cliente e pelo mercado.
Estamos vivendo a época do conhecimento que já é mais
importante que o capital, da força de trabalho e dos outros recursos da
empresa. Para ser competitiva e sobreviver em nossa época, a empresa deve
tornar-se especialista e perspicaz e cada vez mais bem informada.
Dizem
que na economia a única certeza é a incerteza, logo apenas o conhecimento pode
assegurar a vantagem competitiva. Isto não é muito bem entendido pelos
colaboradores e muitas vezes pelos próprios executivos, que não sabem como
administrar este processo. Existe muita confusão entre os conceitos de
"informação" e "conhecimento". A informação é um dado
investido de relevância e propósito e a conversão destes dados requer
conhecimento.
Muitas
empresas investem em sistemas para captar, organizar e disseminar informações,
chamando este processo de conhecimento. Por definição, conhecimento não pode
ser convertido em objeto e passado de uma pessoa para outra; ele só poderá ser
difundido quando existir um processo de aprendizagem com o desenvolvimento de
ações eficazes pelas pessoas.
As
novas tendências apontam para maior customização no relacionamento com os
consumidores, maior diversificação dos canais de atendimento para uma
comunicação eficaz em busca de alternativas à inovação e ampliação do portfolio
de produtos/serviços por meio de novas modalidades de negócios. É bom lembrar
que a tecnologia da informação, embora divulgue a informação, não pode capturar
e armazenar conhecimento - somente as pessoas podem fazer.
Assim,
diz Garvin: "a organização que aprende é a que dispõe de
habilidades para criar, adquirir e transferir conhecimentos, e é capaz de
modificar seu comportamento, de modo a refletir os novos conhecimentos e
idéias".
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=eeyeee4qxig
É
fundamental destacar que a necessidade de informação sobre as oportunidades de
mercado com a finalidade de otimizar a capacidade das empresas deve haver o
direcionamento para marketing. É o marketing que direciona para o crescimento.
Toda a empresa e não apenas uma única área deve ajustar-se ao mercado criando
assim, uma força única para atender às necessidades do Cliente.
O QUE É MARKETING?
O
Marketing consiste no desenvolvimento de estratégias de 4 (quatro) variáveis do
composto mercadológico:
<!--[if !supportLists]-->Ø
<!--[endif]-->Produto
<!--[if !supportLists]-->Ø
<!--[endif]-->Preço
<!--[if !supportLists]-->Ø
<!--[endif]-->Distribuição ou PLACE (ponto de venda)
<!--[if !supportLists]-->Ø
<!--[endif]-->Promoção = comunicação com o mercado.
O
composto de Mkt (marketing mix) foi desenvolvido um modo de simplificar todos
estes instrumentos através de uma forma mnemônica conhecida como 4 P’S pelo
autor americano E. Jerome McCarthy, neste caso em vez de Distribuição ele
utilizou o termo PLACE (ponto de venda). Portanto os 4P’s: Produto, preço,
ponto de venda e promoção.
Quando
o Administrador planejar todos os subitens dos Quatro grupos de acordo com o
objeto de comercialização ele terá um composto de Marketing planejado.
Composto
de MKT com suas subdivisões:
I
PRODUTO
|
II
PREÇO
|
III
DISTRIBUIÇÃO
(PLACE)
|
IV
PROMOÇÃO
(COMUNICAÇÂO)
|
Testes e desenvolvimento do produto
Qualidade
Diferenciação
Embalagem
Marca
Serviços
Assistência técnica
Garantias
|
Política de preços
Métodos para determinação
Descontos por quantidades especiais
Condições de pagamento
|
Canais de Distribuição
Logística
Transportes
Armazenagem
Centro de distribuição
|
Propaganda
Publicidade
Promoção de vendas
Venda pessoal
Relações públicas
Merchandising
Embalagem
|
PRINCIPAIS TIPOS DE MARKETING
|
|
PRODUTO
|
MKT
destinado a criar trocas para produtos tangíveis
|
SERVIÇO
|
MKT
destinado à criar trocas para produtos intangíveis. (salão de beleza, bancos,
cinema)
|
PESSOA
|
MKT
destinado a criar ações favoráveis em relação a pessoas. (voto para político)
|
LUGAR
|
MKT
destinado a atrair pessoas para lugares. (atrair turistas para a Bahia, rio
de Janeiro, etc.)
|
CAUSA
|
MKT
destinado a criar apoio para idéias e questões ou a levar as pessoas a mudar
comportamentos. (combate à drogas, incentivo ao uso de camisinha)
|
O
Marketing e o desenvolvimento de estratégias
Muito mais do
que elaborar novos produtos, criar campanhas,
estudar o público-alvo, cabe ao profissional de Marketing
planejar estrategicamente suas ações, direcionar a empresa
para o rumo correto e permitir que todos os componentes da organização estejam
sincronizados e em perfeita harmonia, desde o conceito do produto até o ponto
de opinião dos consumidores.
Partindo do
princípio da formulação dos objetivos, dos programas usados para a ação e
execução, cuidando de variáveis internas e externas, dá-se a organização uma
evolução altamente planejada e sólida em seus resultados, pois os estudos
necessários e contínuos é a base para que cada uma das fases do planejamento
estratégico tenha o efeito desejado e traga benefícios para a
organização.
O planejamento
estratégico não é somente um conjunto de ações e ferramentas
para a execução do projeto, é também uma forma de integrar a empresa e seu
ambiente, otimizando a relação e possibilitando que não haja prejuízo para
nenhum dos lados, principalmente quando o planejamento estratégico é elaborado
por um profissional de Marketing e não qualquer outro.
Muito mais do
que conquistar e reter consumidores satisfeitos, uma
organização com sucesso no mercado sempre deve estar preparada para adaptar-se
às mudanças contínuas que ocorrem no mercado e um planejamento orientado
diretamente para o mercado cumpre esta função, buscando manter uma
flexibilidade viável em seus objetivos, adequando às habilidades e recursos
para manter seu vínculo com o sucesso nas vendas dos produtos,
gerando o lucro necessário para os investimentos em melhorias
na estrutura da organização e também em seus projetos de RS, conquistando uma
fatia maior de mercado com o crescimento previamente calculado e mantendo
o foco em sua missão organizacional.
Um planejamento
estratégico envolve as seguintes etapas:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Definição da missão corporativa:
neste ponto, ou etapa, deve-se conhecer exatamente: Qual é o negócio da
empresa? Quem é o consumidor? O que tem de Valor para o consumidor?
A missão corporativa deve responder estas perguntas aparentemente simples, mas
que estão entre as mais difíceis que uma corporação terá que responder. “As
melhores missões são aquelas guiadas por uma visão utópica de realização, uma
espécie de sonho impossível que fornece um direcionamento de longo
prazo“;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Análise da situação: nesta
etapa entram os históricos relevantes sobre o mercado, à empresa e o produto,
fazendo-se uma análise de como o Composto mercadológico (mix
de Marketing) tem sido usado e também têm-se uma visão de como a
concorrência tem atuado.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Neste ponto é imprescindível o bom uso da Pesquisa
de mercado. A matriz BCG, a
análise SWOT, e outras ferramentas de Marketing são também usadas para revelar o panorama macro e micro ambiental;
análise SWOT, e outras ferramentas de Marketing são também usadas para revelar o panorama macro e micro ambiental;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Formulação dos objetivos:
elaborar quais são os pontos a serem alcançados no mercado e impedir que os
concorrentes cheguem primeiro no posto almejado pela organização;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Formulação das estratégias:
definir quais serão as estratégias usadas, estas estratégias devem ser
claramente ligadas ao tamanho da empresa, seu porte
produtivo e principalmente serem viáveis;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Implementação, feedback e controle:
nesta etapa o planejamento estratégico é
colocado em funcionamento, há de se buscar o retorno das informações geradas pelo uso e funcionamento do planejamento gerando um feedback e deve-se prestar muita atenção neste retorno de informações, controlando todo o processo de execução, para que sempre hajam melhorias no processo e que não deixem o planejamento estratégico perder fôlego diante dos concorrentes do mercado.
colocado em funcionamento, há de se buscar o retorno das informações geradas pelo uso e funcionamento do planejamento gerando um feedback e deve-se prestar muita atenção neste retorno de informações, controlando todo o processo de execução, para que sempre hajam melhorias no processo e que não deixem o planejamento estratégico perder fôlego diante dos concorrentes do mercado.
Planejar é
inerente à Gestão Corporativa. Não importa o tamanho do negócio. Em todas as
empresas é requisito básico. Alguma vez você já se perguntou o que diferencia
empresas do mesmo ramo com resultados e crescimento tão diferentes? Certamente
uma das razões estará no planejamento.
Não basta ter
um excelente planejamento se não soubermos gerir os instrumentos à disposição
dos gestores. Aqui falamos em planejamento de amplo significado e abrangência.
Aliás, muito além do significado comum conhecido pelas pessoas.
Implementar um Sistema de Planejamento,
composto de diversos Instrumentos de Apoio à Tomada de Decisão, é mais um
processo do que simplesmente implantação um novo método de trabalho. Somente
com o tempo e muita dedicação sua empresa terá disseminado os conceitos e a
cultura do Planejamento Corporativo
<!--[if !supportLists]-->1. <!--[endif]-->Feedback das informações
Comunicação
Integrada de Marketing
6.1. O Processo de Comunicação
Para realizar um programa eficaz de comunicação, o
profissional de marketing deve entender o que é um processo de comunicação,
quais os seus elementos fundamentais, e quais reações dos consumidores aos estímulos
provocados pela comunicação.
O comunicador deve compreender elementos do processo de
comunicação:
1- Emissor: é a parte que emite a mensagem para a
outra parte.
2- Codificação: consiste no processo de transformar
o pensamento em forma simbólica, estruturação de palavras e ilustrações em uma
propaganda que irá transmitir a mensagem desejada.
3- Mensagem: é o conjunto de símbolos que o emissor
transmite, é a propaganda em si.
4- Meio: são os canais de comunicação através dos
quais a mensagem passa do emissor até o receptor. Ex: T.V., programas de
televisão, etc.
5- Decodificação: é o processo pelo qual o receptor
confere o significado dos símbolos transmitidos pelo emissor, o consumidor
assiste o anúncio e interpreta as palavras e ilustrações que ele contém.
6- Receptor: a parte que recebe a mensagem emitida
pela outra parte.
7- Resposta: é o conjunto de reações do receptor
após ter sido exposto à mensagem, é o conjunto de atividades mentais,
emocionais ou físicas causadas por um estímulo de marketing.
8- Feedback: é a parte da resposta do receptor que
retorna ao emissor.
9- Ruído: distorção não-planejada durante o
processo de comunicação, que resulta na obtenção de uma mensagem que chega ao
receptor diferente da que foi emitida pelo emissor.
Portanto, para a comunicação ser eficaz, o profissional de
marketing precisa saber antecipadamente como o consumidor irá decodificar sua
mensagem, quais os meios de comunicação que o atingem e qual será sua resposta
ao estímulo da comunicação. A resposta do consumidor pode ser cognitiva
(colocar uma idéia na mente), afetiva (mudar sentimentos, percepções
e atitudes) e comportamental (completar uma determinada ação).
A resposta cognitiva é o conjunto de informações e
conhecimentos adquiridos pelo consumidor que influenciam a interpretação dos
estímulos a resposta a eles.
O objetivo da comunicação de marketing é vencer a barreira
da resistência perceptiva do consumidor, decorrente da falta de interesse, da
inércia, da acomodação ou da saturação. Como exemplo a resposta cognitiva está
a lembrança da marca (brand awareness) e a recordação da propaganda
(adversiting recall). Uma medida bastante utilizada da lembrança da marca é
o share of mind, isto é, a porcentagem de consumidores que se lembram da
marca, bem como o top pf mind, a primeira marca a ser lembrada
espontaneamente pelo consumidor quando mencionada uma categoria de produto.
A resposta afetiva está relacionada com a atitude e
os sentimentos dos consumidores, como exemplo a imagem da marca, a preferência
pela marca e a intenção de compra. As atitudes são medidas
por modelos baseados no conceito de multi-atributos de produtos: as marcas ou
produtos são percebidos como um conjunto de atributos, sendo que cada atributo
tem uma utilidade para o consumidor.
A resposta comportamental são comportamentos e
ações dos consumidores decorrentes dos estímulos de marketing. O tipo de
resposta comportamental mais simples de medir são as vendas e a participação
de mercado obtida pelo produto. Como exemplos de resposta
comportamental estão a experimentação da marca (trial), hábitos de compra, a
repetição de compra, a fidelidade à marca e a satisfação ou insatisfação do
consumidor.
Vários teóricos da comunicação desenvolveram modelos do
processo de comunicação e aprendizado, descrevendo os diversos estágios de
resposta do consumidor chamado de modelos de hierarquia de resposta, que
proporcionam um referencial para estabelecer os objetivos e avaliar o impacto
da comunicação.
Esses modelos partem da premissa de que os consumidores
seguem um processo passo a passo, percorrendo os estágios sequenciais de
resposta cognitiva, afetiva e comportamental, à medida que recebem os estímulos
de marketing, até a decisão de compra. O modelo mais difundido é o
AIDA, que descreve o processo de aprendizado como a
sequência das respostas de atenção, interesse, desejo e ação.
<!--[if !supportLists]-->a.
<!--[endif]-->O Conceito de Comunicação Integrada
A elaboração, implementação e avaliação do plano de
comunicação integrada de marketing são parte da responsabilidade estratégica do
profissional de marketing.
A Comunicação Integrada de Marketing, ou composto de
comunicação, é uma das ferramentas mercadológicas, representa o .P. da
promoção, e abrange o conjunto de ações integradas de comunicação e promoção,
que tem por objetivos:
- fixar o produto na mente do consumidor;
- criar uma mensagem única, consistente e compreensível
sobre o produto;
- construir uma imagem de marca diferenciada e sustentável
na mente do consumidor; oferecer informações e incentivos para o consumidor
adquirir o produto ou serviço da empresa;
- gerar atitude favorável dos diversos segmentos de
públicos para as iniciativas da empresa.
O conceito de comunicação integrada resulta do
reconhecimento de que os objetivos da comunicação de marketing só poderão ser
eficazmente alcançados se todos os elementos do programa de comunicação forem
coordenados e integrados, de modo a criarem uma posição, mensagem ou imagem
única, diferenciadas e consistentes na mente do consumidor-alvo do produto.
A comunicação com o consumidor, visando torná-lo usuário
fiel dosprodutos e serviços da empresa fabricante, tem sido um enorme desafio
para os profissionais de marketing. Muito dinheiro foi gasto pelos anunciantes
sem o retorno correspondente em vendas e lucros. E por que é tão difícil se
comunicar com o cliente?
Segundo os autores Al Ries e Jack Trout, .Diariamente
milhares de mensagens publicitárias concorrem por um espaço na mente do
consumidor.
Portanto, não se engane. A mente é um campo de batalha..
Isso quer dizer que o efeito da comunicação de marketing
só poderá ser medido com base na impressão causada na mente do consumidor. Como
afirmaram Al Ries e Trout, .a propaganda é a psicologia na prática.,
ressaltando a importância do estudo da psicologia para compreender como a mente
humana funciona.
A partir dessa constatação é que foi desenvolvido o
conceito de posicionamento:
.O posicionamento não é aquilo que você faz com um
produto.
Posicionamento é aquilo que você provoca na mente do
cliente, é o posicionamento do produto na mente do cliente potencial..
O posicionamento é um conceito importante para a
formulação e a operacionalização do plano estratégico de comunicação, porque a
função da comunicação de marketing é criar imagem para um produto ou marca na
mente do consumidor.
O posicionamento é a estratégia de criar uma
posição única, isto é, uma imagem exclusiva para o produto na mente do
consumidor, com base nas suas características diferenciadas e nas posições já
ocupadas pelos concorrentes. Para posicionar o produto, o profissional de
marketing elabora a Proposição de valor, isto é, uma declaração dos
benefícios e atributos a serem comunicados e da imagem objetivada para o
produto ou marca. Este trabalho será baseado em pesquisas sobre o comportamento
que identifiquem o que é valor para o consumidor, bem como qual a imagem dos
produtos e marcas concorrentes.
Para criar imagem diferenciada para a marca, que
represente vantagem competitiva sustentável, a proposição de valor tem de ser
única e exclusiva, isto é, não pode ser utilizada por nenhum outro produto.
Além disso, o consumidor tem de reconhecer valor nessa proposição. É importante
ressaltar que a construção de imagem e de personalidade para uma marca exige
tempo, constância e consistência.
6.3.A Imagem da Marca:
A imagem da marca pode ser entendida como o conjunto de
percepções, crenças, idéias e associações cognitivas ou afetivas que uma pessoa
tem sobre um produto e que condiciona suas atitudes e seu comportamento de
consumo. A imagem de marca forte, consistente e favorável é uma força motivadora
do comportamento de consumo.
Segundo uma teoria da psicologia, o consumidor irá comprar
um produto se a imagem que tem desse produto corresponder à imagem que tem de
si mesmo (identidade com sua auto-imagem . actual self), ou deseja ter de si
mesmo (imagem aspiracional . ideal self) ou ainda a que deseja transmitir sobre
si mesmo para os outros (auto-imagem projetada . ideal social self).
Os produtos ou as marcas são símbolos, na medida em que
transmitem significados e definem as identidades das pessoas. O uso de um
produto com uma marca conhecida e valorizada no contexto social transfere a
imagem da marca para o consumidor.
6.4.O Composto Promocional:
As ferramentas que integram o composto de comunicação em
marketing são:
Propaganda, publicidade, promoção de vendas, promoção de
eventos, relações públicas, merchandising e venda pessoal.
- Propaganda: qualquer forma paga, ou seja, direta de
apresentação impessoal para promoção de idéias, bens ou serviços por um
patrocinador identificado. Inclui anúncios impressos, anúncios falados,
outdoors e outras formas.
- Publicidade: são estímulos não pessoais para criar a
demanda de um produto ou unidade de negócio, através de meios de comunicação.
Teoricamente não são pagos pelo patrocinador, de forma
indireta.
- Venda Pessoal: é a forma de comunicação persuasiva e
interativa realizada por meio de contato pessoal, face a face, entre o
representante da empresa e o cliente, visando eliminar as objeções deste e
realizar a venda do produto. È um meio de comunicação dirigida e personalizada
eficaz, mas de alto custo.
- Promoção de vendas: é a oferta de incentivos
imediatos, de curto prazo, como brindes, descontos, prêmios e bonificações, com
ou sem apoio de propaganda, que tem por objetivo estimular a experimentação,
aquisição ou repetição da compra do produto.
- Promoção de eventos: são atividades de comunicação
por meio da realização ou patrocínio de eventos como feiras, exposições,
congressos, palestras, seminários, espetáculos, concursos e torneios culturais
ou esportivos, visando divulgar e criar imagem.
- Merchandising: é o desenvolvimento da comunicação no
ponto-de-venda, são atividades de comunicação e exposição do produto no
ponto-de-venda, como cartazes, folhetos e displays, que visam chamar a atenção,
facilitar o acesso do consumidor ao produto e estimular as vendas imediatas.
Também é chamada a comunicação por meio de inserção do produto, da embalagem ou
da marca no contexto de um programa de comunicação na televisão ou rádio, como
novelas, filmes e musicais.
- Relações públicas: são atividades de comunicação com
os públicos direta ou indiretamente interessados nas atividades da empresa, os
chamados stakeholders, como órgãos públicos, representantes do governo, líderes
de opinião e comunidade em geral, visando criar atitude favorável em relação à
marca do produto e às atividades da empresa.
Também chamado de assessoria de imprensa. Tem como
grande objetivo divulgar informações sobre as atividades da empresa e seus
produtos, por meio da imprensa, sem custo adicional.
As atividades de atendimento ao cliente, comunicação
pela Internet, embalagem do produto e ações de marketing direto,
também integram o processo de comunicação de marketing, pois contribuem para a
formação da imagem do produto.
7. O Plano de Comunicação Integrada de Marketing:
O Plano de Comunicação de Marketing é a parte integrante
do plano estratégico de marketing e, portanto, deve ser coerente com os
objetivos de mercado e as outras estratégias do composto de marketing, ou seja,
as estratégias de produto, preço e ponto de distribuição. Deve resultar uma
maneira mais eficaz de combinar os elementos de comunicação, como propaganda,
promoção de vendas, vendas pessoal e merchandising, por exemplo.
As etapas que compõem a elaboração e implementação do
plano de comunicação integrada de marketing são:
1. Análise do problema ou da oportunidade
2. Definição dos objetivos da comunicação
3. Seleção do público-alvo da comunicação
4. Seleção dos elementos do composto de comunicação
5. Definição da estratégia da mensagem
6. Definição dos meios de comunicação
7. Definição do orçamento de comunicação
8. Implementação do plano
9. Avaliação dos resultados.
Os Meios de
Comunicação:
Os meios de comunicação, ou mídia, podem ser pessoais ou
impessoais. Os pessoais, como a equipe de vendas, apresentam vantagens
de individualização da mensagem e obtenção de feedback imediato, mas tem as
desvantagens de custos mais altos e maior tempo. Os canais impessoais, por sua
vez, como a propaganda pela televisão, tem a vantagem da rapidez e maior
cobertura do público, mas tem a desvantagem da dificuldade de customização e
menor envolvimento do público.
Os meios de comunicação podem ser classificados quanto à
abrangência do público atingido, podendo ser:
- Mídia de massa: veículos de comunicação que
atingem o grande público, como a televisão.
- Mídia segmentada: veículos que atingem segmentos
específicos de público, como as revistas infantis.
- Mídia dirigida: veículos que atingem um ou alguns
indivíduos, como a mala direta.
Os tipos de meios de comunicação, conforme seu suporte
físico podem ser:
- Mídia eletrônica: televisão, rádio, televisão a
cabo, Internet.
- Mídia Impressa: revistas, jornais, folhetos,
encartes, catálogos, livretos.
- Mídia dirigida: malas diretas, folhetos,
catálogos, cartas impressas.
- Mídia exterior: ao ar livre, como outdoors,
cartazes, painéis, propaganda em ônibus (busdoor), táxi, metrô.
- Mídia em pontos-de-venda: displays, embalagens,
cartazes.
Ao elaborar o plano de comunicação, o profissional de
marketing deve fazer considerações sobre a adequação do canal de mídia, segundo
a estratégia de posicionamento da marca, porém, o profissional de planejamento
de mídia, das agências de propaganda, é o responsável pela seleção de cada
veículo de comunicação (revistas masculinas, femininas ou infantis, por
exemplo) e pela definição detalhada do modo de uso de cada veículo (número de
anúncios a serem veiculados em cada mídia, por exemplo).
7.2. Agência de Propaganda & Agência de
Comunicação:
A agência de propaganda surgiu na figura do agenciador
autônomo de anúncios de produtos, com a finalidade de fazer os mercados
acontecer ou fazer com que as vendas se acelerassem em determinados períodos
necessários aos fabricantes.
As indústrias fabricavam e tinham que divulgar sua produção,
seus produtos, para efeito de atingir metas de vendas e tornar seus produtos e
marcas conhecidas e evidenciadas junto aos consumidores no mercado.
Os agenciadores tornaram-se as agências que prestam
serviços intermediários, para poder disponibilizar peças de comunicação
adequadas aos veículos e ao mesmo tempo resolver o problema do anunciante
(empresa que anuncia), como a adequação das mídias e veículos para um melhor
retorno do investimento na comunicação das suas marcas.
As agências especializaram-se através dos talentos da
criação, dos pesquisadores, da mídia, dos produtores de peças de comunicação
como veículos da mensagem e veio resolver um grande problema para as empresas.
O estreitamento das agências com os anunciantes, forma
hoje o grande mercado de comunicação. As grandes agências multinacionais,
chegaram ao Brasil precedendo a implantação da estratégia de marketing nas
empresas, trouxeram a experiência da análise de mercado, a prática da pesquisa
e outras tantas técnicas.
As agências, sem dúvida, surgiram pela propaganda, mas,
hoje, somente a propaganda não suporta mais as necessidades dos mercados e
anunciantes, a coordenação de todos os elementos de comunicação de marketing é
ponto fundamental para o sucesso de uma marca.
Nesta visão, as agências mudaram suas razões sociais de
.Agência de Propaganda e Publicidade. para .Agência de Comunicação., com o
intuito de atender o cliente em todas as suas necessidades de comunicação com o
mercado, que abrangem criação do conteúdo da mensagem, integração das
ferramentas de comunicação, adequação da mídia e de seus veículos, definição
das peças de comunicação e adoção de instrumentos de planejamento estratégico
da empresa, de marketing e de comunicação, bem como seus respectivos controles.
A estrutura das agências de comunicação é composta,
geralmente, pelos departamentos de: atendimento, planejamento, criação (redação
e arte), mídia, produção, financeiro e suprimento.
7.3. O Briefing:
A necessidade da informação detalhada sobre o anunciante,
seus objetivos, suas estratégias e seus interesses financeiros e de retorno de
investimento, originaram o documento chamado briefing.
A agência é responsável pelo planejamento da campanha de
comunicação da empresa anunciante junto ao mercado consumidor. A execução do
planejamento de comunicação inclui a criação e produção das peças de
comunicação, a recomendação do modo (intensidade, freqüência) de uso dos canais
e o controle da execução e dos resultados (pesquisa de propaganda e de mídia).
O trabalho da agência começa com o briefing que é passado
pelo cliente. O briefing é um resumo das informações de mercado de determinada
marca ou produto, detalhando seu posicionamento frente à concorrência e aos
consumidores, bem como os objetivos de marketing e comunicação pretendidos pelo
cliente, é extraído do plano de marketing da empresa.
O briefing deve conter as seguintes informações:
1. Situação da empresa (análise das ameaças e
oportunidades, pontos fortes e fracos da empresa).
2. Informações de mercado consumidor e concorrente.
3. Informações do produto, marca, preço e distribuição.
4. Desempenho de vendas e política de comercialização.
5. Objetivo e estratégias de marketing.
6. Objetivo e estratégias de comunicação.
7. Verba atual e verba recomendada.
Com base na estratégia de conteúdo, a agência elabora o
conceito criativo e a execução criativa da campanha, isto é, cria as mensagens
a serem comunicadas e dá forma aos anúncios.
Quando da criação dos anúncios, os profissionais
envolvidos devem ter em mente as seguintes perguntas:
- Quem? Quem é o público-alvo da mensagem?
- O quê? O que o público deve saber e sentir sobre
o produto?
- Por quê? Por que o público deve saber e sentir
dessa maneira?
- Como? Qual a forma mais eficaz de comunicação com
o público alvo?
Comunicação
Fatores
atuais, como competitividade, globalização, dependência tecnológica e
exigências da Sociedade da Informação, têm interferido nas corporações, em que
a redução de custos e eficácia operacional muitas vezes aponta para a
compatibilização de atividades entre as organizações.
Num grau mais
específico, tal harmonização tem levado à união, de fato, de estruturas
físicas, humanas e valorativas, formando um único comando e, portanto,
instituições com mais solidez para satisfazer mercados e enfrentar a crescente
concorrência, inclusive de âmbito internacional.
Se, de um
lado, a partilha de estruturas corporativas aponta para uma perda sobre o
patrimônio bruto, de outro traz o combustível necessário para sobrevivência ou
manutenção de um status competitivo.
Mas se do
ponto de vista corporativo a fusão é uma solução administrativa, de outro
acarreta um desequilíbrio junto ao mercado e à sociedade, pois envolve também
interesses de clientes, funcionários, fornecedores, tornando-se fundamental
articular um sistema de comunicação. Neste trabalho, tal sistema estará
restrito à comunicação mercadológica que, além da função informativa, contém
argumentos e valores persuasivos.
Não há
consenso sobre a origem da formação de parcerias e fusões corporativas. A
Companhia da Índia do Leste, formada em 1604, teria sido uma das primeiras
"holding", em que conciliou interesses de diversos empresários
ingleses.
No Brasil, o
sistema de "holding" caracterizou-se mais pelo ingresso de
multinacionais, talvez pelo pequeno número de grupos econômicos nacionais
expansionistas e à cultura da empresa familiar. O CADE (Conselho Administrativo
de Desenvolvimento Econômico), criado em 1962 à semelhança das leis
anti-trustes americanas, foi a primeira manifestação oficial brasileira no
sentido de empreender um controle maior das atividades de conglomerados
corporativos.
Embora já nos
anos oitenta o mercado mundial (Estados Unidos, Japão, Europa Ocidental,
Sudeste Asiático) vivenciasse a prática de fusões e parcerias num ritmo
acelerado, só a partir da segunda metade dos anos noventa foi adotada
efetivamente por grupos privados nacionais.
Para Pietro,
"Parceria" designa formas de sociedade que, sem formar uma nova
pessoa jurídica, organizam-se para a consecução de determinados fins. Uma das
formas de se manifestar formalmente a parceria é por meio de convênio: acordo
de vontades com características próprias. No ato coletivo, as partes desejam o
mesmo: realizar conjuntamente uma ou várias operações comuns: seus interesses,
ainda se diferentes, caminham na mesma direção (PIETRO, Maria S.Parcerias na
Administração Pública. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1999).
Já o conceito
de fusão possui um detalhamento técnico maior: " Ato de natureza
corporativa ou social, por meio do qual duas ou mais sociedades, ante a dissolução
de alguma ou de todas elas, confundem seus patrimônios e agrupam em uma só
sociedade". Implica um processo societário (duas ou mais sociedades),
absorção de umas por outra ou união entre elas para uma nova, transmissão
global do patrimônio, incorporação dos acionistas, extinção das incorporadas.
(BULGARELLI, Waldirio. Fusões, incorporações e cisões de Sociedades. São
Paulo: Atlas, 1998).
Rosmussen
justifica as alianças empresariais com a questão do "the square one
investment risk theory", em que a organização não estaria vinculada aos
riscos de investimentos de estaca zero, pois a parceria levaria em conta certa
experiência e know how dos pares em processos a serem dinamizados. "Nesta
nova realidade da economia internacional, as estratégias e táticas da
aquisição, da fusão empresarial e do "joint venture" são ferramentas
de impacto tipo "Blitz Krieg" onde uma empresa ou um grupo econômico
pode penetrar em mercados a curtíssimo prazo sem necessidade de esperar a
maturidade dos seus investimentos de estaca zero." (ROSMUSSEN, U. W. Aquisições,
fusões e incorporações empresariais. São Paulo: Aduaneiras, 1989)
De qualquer
forma, a aliança corporativa é uma forma de criar oportunidades que depende em
grande parte dos interesses da própria instituição. Esta decisão estratégica
envolve riscos, como passar ao mercado a imagem de uma possível fragilidade
financeira, ou a tentativa de cartelização.
A fusão
precede de um período de intensas negociações, conduzidas sob sigilo,
compreendendo um processo de comunicação basicamente administrativo e
confidencial. No momento em que o acordo é fechado, desencadeia-se prontamente
um processo de comunicação essencialmente noticioso, imediato e com alarde
junto à opinião pública, revestido de uma índole unilateral. Mesclam-se,
normalmente, atitudes de apoio, indiferença e reprovação, tendo que a
corporação direcionar estratégias, instrumentos e veículos apropriados para
conduzir cada manifestação importante.
No cenário
institucional brasileiro, tem se tornado comum a formação de parcerias como
forma de manter e conquistar mercados. Assistimos à união de forças no setor
bancário, supermercadista, aéreo, publicitário, alimentar, dentre outros, que
não hesitaram em empreender acordos associativos para consolidar e ampliar interesses
comerciais e sociais. São empresas que não desprezaram a força dos concorrentes
como forma de gerar oportunidades de marketing, ao invés de apenas combatê-los,
ignorá-los ou isolá-los.
Não é por
acaso que algumas empresas já possuam departamento de fusões e aquisições,
destinado a olhar as oportunidades no mercado
Mas, talvez,
as duas uniões que causaram maior impacto na opinião pública foi a que redundou
na compra da marca Kolynos pela Colgate (1995) e a fusão das cervejarias
Antarctica e Brahma (1999/2000).
Considerada a
maior fusão de empresas brasileiras, a AmBev (Companhia de Bebidas das
Américas) reuniu as ações da cervejaria Antarctica com a Brahma em 1999,
resultando na maior empresa nacional de capital privado em receita operacional
bruta: R$ 8 bilhões. Constituiu-se, em 1999, na terceira maior cervejaria e na
quinta empresa de bebidas no mundo. Em termos de mercado interno, o impacto
maior foi no setor de cerveja, representando 71,6% do "share"
nacional, ameaçando diretamente a marca Kaiser (Coca-Cola) com 15%. A AmBev
previa para 1999 administrar 78% do movimento de fornecedores de embalagens de
cerveja, além de R$ 450 milhões em verbas de comunicação. A fusão veio num
momento em que o Brasil estava sendo fortemente assediado por marcas internacionais
(Budwiser, Miller, Heineken etc) e as vendas internas declinando, caso de
período de janeiro a maio de 1999 que teve 11,3% de vendas inferiores a igual
período do ano anterior. Com a recente aprovação da fusão pelo CADE, a Ambev
consolidou-se como uma das maiores empresas de capital privado brasileiro.
Porém, antes
que isso acontecesse, houve grande furor na mídia e opinião pública,
principalmente em função do grupo Coca-Cola, detentor da marca Kaiser
A
comunicação em processos de alianças corporativas
A necessidade
de comunicação da corporação, ao participar de parcerias ou fusões, advém de
várias circunstâncias, que transitam entre rumores falsos e informes
verdadeiros:
Desemprego.
Uma das conseqüências práticas da fusão é o equacionamento dos recursos
humanos, tendo como desdobramento demissões. Este aspecto demanda um trabalho
de comunicação específico junto a trabalhadores e sindicatos.
Monopólio, ou
seja, possível domínio do mercado com o intuito de controlar preços e
disponibilizar produtos e serviços de forma predatória. Considerando tais
aspectos, tanto o governo, como concorrentes, instituições de defesa do
consumidor e a imprensa podem agir no sentido de reverter ou reduzir a fusão,
ou ainda trabalhar negativamente a imagem da corporação sob a alegação de
monopolização de mercado. Ações comunicativas, como lobbing, assessoria de
comunicação e informe publicitário podem ser meios importantes no
relacionamento com estes públicos.
Retaliação de
concorrentes. Sob o argumento da possível elevação de preços e concorrência
desleal, os concorrentes agem como podem para barrar ou delimitar a fusão.
Contam com os organismos reguladores oficiais, poder judiciário e opinião
pública. Por vezes, recorrem à propaganda comparativa ou denunciativa para desestabilizar
a nova corporação ou gerar oportunidades de mercado apontando aspectos
negativos na aliança.
Intimidação de
agentes do mercado. Tanto fornecedores como intermediários podem se sentir
ameaçados com o poder de barganha da corporação, demandando um trabalho
estratégico de comunicação "business to business".
Desconsideração
com acionistas. A pulverização ou alteração das cotas e valores acionários,
notadamente junto aos pequenos acionistas, pode demandar uma comunicação
personalizada e elucidativa.
Fragilidade
financeira. Tanto o mercado profissional como a opinião pública podem entender
a fusão como sinal de fraqueza da empresa, cabendo estratégias específicas de
comunicação que revertam esta situação.
Abandono da
localidade. A comunidade em que a empresa está estabelecida precisa ser
informada dos planos da nova corporação, caso de sua saída ou não, caso de
demissões, caso de mudança de perfil de produção/serviços etc. Envolve
interesses de prefeituras, estados, escolas, estabelecimentos comerciais e
muitos outros.
Exclusão e
criação de marcas/produtos. São decisões que afetam clientes, pois muitos
artigos fazem parte do estilo de vida das pessoas. As marcas contam com um
valor de imagem que pode ser deteriorado.
Exclusão do
nome corporativo. O nome da empresa, muitas vezes trabalhado por anos, ao ser
mudado, pode resultar em perda de sinergia junto ao mercado como um todo. A
marca corporativa, como um "guarda-chuva", serve de avalista para
cada marca ou serviço, sendo um ponto de referência para o consumidor. Talvez o
trabalho de comunicação mais importante seja o de tranquilizar públicos de
interesse que a nova organização continuará se responsabilizando por atividades
comerciais e de interesse público acordadas ou que envolvam direitos adquiridos.
Esta responsabilidade pode ter o serviço de atendimento ao consumidor como um
grande aliado.
Descaracterização
das marcas e atividades. A corporação, que buscou posicionamento estratégico
para seus produtos e serviços, além de posicionar-se no mercado, terá que
gerenciar as conseqüências da alteração, até porque suas marcas possuem valor
patrimonial. O trabalho de comunicação, ao associar marcas tradicionais e bem
aceita com as novas, pode ser valioso.
Imediatismo.
Tanto a sociedade como o mercado pode estranhar a rapidez do processo de fusão,
como que desconfiando de algo "suspeito". Veloz também deve ser o
trabalho de comunicação e, como num movimento sincronizado, agregarem-se aos
demais movimentos corporativos. Neste caso, a ação comunicativa não pode limitar-se
a noticiar o evento da fusão, algo que geralmente é feito com estardalhaço
junto aos meios de comunicação de massa. Deve ser um trabalho contínuo até ser
a aliança assimilada adequadamente.
Uma fusão
corporativa requer tanto um trabalho de informação precisa e articulada
temporalmente, como uma sequência persuasiva para iniciar (ou reiniciar) a
estratégia mercadológica para as marcas e a organização como um todo.
Apegando-se
aos conceitos de comunicação mercadológica e aos três fatores básicos necessários
à fusão, sugere-se aqui um sistema de comunicação para fusões:
1) Estabelecer uma política de transição
durante a fusão. O impacto junto a públicos de interesse, a mudança do
perfil no mix de produtos, são alguns aspectos que justificam o estabelecimento
de uma estratégia de transição, em que a comunicação tem papel decisivo.
Trata-se de um acontecimento que interferirá na vida de pessoas, acionistas e
muitos segmentos da sociedade e mercado, devendo todos serem informados da
maneira mais ágil possível. O momento da fusão deve ser aproveitado para gerar
sinergia mercadológica para a corporação e suas marcas, justificando a
divulgação "em grande estilo". É também um momento particular e
solene da corporação, que antevê futuro melhor para si, espelhando um
procedimento de comunicação unilateral e quase testemunhal, em que até pessoas
do alto escalão atuam na mensagem a fim de proporcionar maior credibilidade ao
fato. Características principais da comunicação nesta fase: credibilidade,
rapidez, precisão, amplitude e informação. Instrumentos indicados:
Informe
publicitário: divulgado em diferentes veículos, teria papel incrementador para
que a opinião pública e públicos de interesse se inteirassem do fato.
Marketing
direto: uso desta comunicação dirigida num sentido diferenciador junto ao
receptor, caso de acionistas.
Relações
Públicas: estabelecimento de atividades comunicacionais na administração de
relacionamento da organização com seus públicos internos e externos, incluindo
"lobbing".
Assessoria de
Comunicação/Imprensa: divulgação de fatos e informações sobre a história das
organizações, marcas, importância social etc.
Propaganda: os
anúncios publicitários, neste caso, teriam um formato institucional, agindo
como fator incrementador de imagem corporativa.
Marketing
Digital: O uso de suportes computadorizados e redes virtuais (Internet), além
do imediatismo, podem agregar um posicionamento vanguardista e diferenciador.
2) Ter
critérios lógicos na expansão ou substituição da linha de produtos. A fusão
traz nova correlação de forças na organização, implicando reelaboração de
estratégias mercadológicas e incremento em vendas e lucratividade.
Características principais da comunicação nesta fase: posicionamento,
persuasão, agilidade, adequação e comprometimento (vendas). Além do Marketing
direto (como fator incrementador de vendas), Propaganda (focada no
produto/marca) e Marketing Digital, haveria outros instrumentos para aumentar
as vendas e lucros atrelados a marcas novas ou já existentes:
Promoção de
vendas: esforço de promoção de incentivo a vendas, como sorteios, brindes,
descontos, cuponagem.
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Venda Pessoal:
uso do vendedor/atendente em contato direto com o consumidor.
Marketing de
incentivo: promoção dirigida ao público interno para incremento da produtividade.
Merchandising:
comunicação persuasiva em locais de consumo/uso, diretamente ao consumidor.
Merchandising
publicitário: aparição paga e não ostensiva de marca/produto em programas ou
espaço editorial
Comunicação
Visual: conjunto de peças comunicacionais e símbolos que nomeiam e identificam
produtos, serviços e a corporação como um todo. Lançamentos de novas marcas e
serviços, além da própria identidade visual da corporação, necessitam um
trabalho contínuo para sedimentar tais posicionamentos junto aos clientes.
3) A fusão
deve conviver com elaboração de estratégias, táticas e objetivos a longo prazo.
Neste caso, a comunicação deve ser de caráter contínuo, agregada a um plano em
que diferentes instrumentos seriam alocados. Portanto, todos os instrumentos da
comunicação mercadológica podem atuar, obedecendo a uma planejamento
estratégico e uma conformação integrada. Especificamente para os propósitos de
longo prazo, podem ser alocados os sistemas incrementadores de relacionamento,
como os serviços de atendimento a consumidores e ações de divulgação
institucional.
Crescente ênfase em Mkt Direto e Mkt
on-line:
Quando
o termo Marketing Direto surge, a maior parte das pessoas pensa imediatamente
no veículo mala direta. Outros pensam no marketing direto como um método de
vendas pelo correio. Outros o confundem com canal de distribuição, como o de
vendas pelo correio.
Como
afirma Drayton Bird em seu livro Bom senso em marketing direto, podemos dizer
que existe o velho marketing direto que representava apenas o conceito de
vendas diretas, seja ela por correspondência, por telefone ou através da
televisão, e o novo marketing direto, que significa informação sobre pessoas,
tanto físicas quanto jurídicas, que são armazenadas em bancos de dados, e
informação para pessoas, que são as comunicações com alto teor de persuasão
customizada e maior teor informativo.
Mas
afinal, o que é Marketing Direto?
Marketing direto é um nome que, embora não reflita mais o seu significado inicial, "ficou cristalizado para caracterizar um marketing de relacionamento em oposição ao marketing de produto: para definir um tipo de comunicação-diálogo em oposição à propaganda-monólogo", como define Drayton Bird em seu livro Bom senso em marketing direto.
A sua base é a informação, que devido aos avanços tecnológicos ocorridos nas últimas décadas, pode ser facilmente capturada e administrada. Hoje é possível formar grandes bancos de dados com informações relevantes sobre as pessoas, agrupando-as por dados de similaridade, e assim ter verdadeiro conhecimento individualizado dos consumidores, usuários e clientes potenciais, para aí então, agir sobre eles. Essa possibilidade gerada pela informática trouxe de volta o contato direto, só que agora, independente da presença física, o contato direto um a um, com muitos e instantaneamente.
Além
dessa base, a comunicação é outro ponto extremamente importante do marketing
direto. Como afirma Drayton Bird, "se a empresa não usa marketing direto a
sua propaganda é um monólogo repetitivo, ainda que tenha criatividade e dê
leões em Cannes. Mas ,
se a empresa usa um processo de marketing direto, então a sua comunicação é um
diálogo, ou seja, ela fala às pessoas e ouve essas mesmas pessoas,
continuamente”.
Portanto,
as comunicações de marketing direto cumprem duas grandes funções: conquista de
nomes de pessoas e manutenção e ativação de relacionamento contínuo com pessoas
já conquistadas (clientes).
A
conquista de nomes de pessoas é feita com propaganda e outros meios de
captação: anúncios com cupons-resposta, anúncios com a oferta de catálogos,
certificados de garantia retornados, captação de nomes em feiras, eventos,
lojas de varejo, site na internet, concursos e promoções, mala-direta com
ferramentas de resposta etc.
A
manutenção e ativação do relacionamento com pessoas conquistadas, são feitas
através da comunicação dirigida para toda a Database ou para agrupamentos ou
segmentos dele. Aqui as ferramentas geralmente utilizadas são os newsletters,
as malas diretas, os catálogos, o telemarketing ativo, as cartas seqüenciais,
os eventos reservados etc.
Objetivos
de Marketing Direto:
Seu propósito é isolar os clientes e compradores como indivíduos e construir um relacionamento prolongado com eles para benefício deles e melhores lucros seus, permitindo, desta forma, que você conheça melhor o seu cliente, sabendo precisamente aquilo de que ele necessita, ficando assim, muito mais fácil efetuar-lhe uma venda ou oferecer-lhe um serviço.
Quando
se isola alguém como um indivíduo, isto significa descobrir o que o torna
diferente dos demais, conhecendo quais são as suas necessidades, preferências,
interesses e personalidades exclusivas.
Ao
falar com os seus clientes como indivíduos, utilizando o conhecimento adquirido
com base no relacionamento existente, torna-se possível fazer apelos mais
convincentes. Todo este conhecimento adquirido sobre os clientes, deve ser
armazenado em um banco de dados de computador.
O
retorno das campanhas de Marketing Direto é perfeitamente mensurável e
previsível. Uma mala direta ao ser postada, pode ter o seu retorno
"capturado" por um operador de Tele marketing ativo ou receptivo, ou
através de alguma ferramenta de resposta direta, como um cupom promocional, por
exemplo. Com isso diversas informações do Cliente ou Prospecto serão armazenadas
no banco de dados, inclusive a sua pré-disposição à compra;
Somente
o Marketing Direto pode atingir perfeitamente, o nicho desejado, segundo
critérios de segmentação geográficos, demográficos, psico gráficos e até mesmo
de comportamentos de compra passados;
O
Marketing Direto não é apenas uma oferta, uma lista, uma peça promocional e uma
resposta direta mensurável.
Marketing
Direto é o Marketing de Relacionamento continuado
entre uma empresa e uma pessoa (Business to Consumer ou Business to Business)
que possibilita a mútua satisfação de interesses com a efetivação de trocas e a
sua repetição contínua.
Porém
nem todas as empresas estão aptas culturalmente para adotar o Marketing direto.
Por isso, ele está sendo um grande diferencial competitivo, um método de melhor
servir e melhor manter clientes ativos, que está sendo adotado somente pelas
empresas com maior visão.
A
revolução das informações e das comunicações promete mudar a natureza da compra
e venda. Em qualquer local do mundo, as pessoas podem acessar a Internet e as
Home pages das empresas para procurar ofertas e encomendar bens, fazendo com
que as empresas dependem cada vez menos de intermediários atacadistas e
varejistas.
Crescente ênfase em Mkt de serviços:
A maioria das pessoas está trabalhando em
serviços: vendedores, médicos, engenheiros, contadores e advogados. Em função
de os serviços serem intangíveis, perecíveis e inseparáveis, apresenta desafios
adicionais não encontrados em Marketing de bens tangíveis. Os especialistas de
Marketing estão crescentemente desenvolvendo estratégias para as empresas que
vendem seguros, software, consultoria e outros serviços.
Marketing de serviços pode ser definido com o conjunto de
atividades que objetivam a análise, o planejamento, a implementação e o
controle de programas destinados a obter e servir a
demanda por produtos e serviços, de forma adequada, atendendo desejos e necessidades
dos consumidores e/ou usuários com satisfação,
qualidade e lucratividade.
Crescente ênfase em setores industriais de
alta tecnologia:
As empresas de alta tecnologia devem dominar a
arte de vender seus novos produtos a um número suficiente de consumidores, pois
elas enfrentam riscos maiores, aceitação de produto mais lenta, ciclos de vida
de produto mais curtos e obsolescência tecnológica mais rápida.
Crescente ênfase na ética do comportamento
de Mkt::
O público, em geral, é cauteloso em relação
aos comerciais e às abordagens de vendas que distorcem ou mentem sobre
benefícios dos produtos, ou que manipulam pessoas para fazerem compras
supérfluas. O mercado está altamente suscetível ao abuso de empresas sem
escrúpulos que estão dispostas a prosperar à custa dos outros. Os profissionais
precisam agir como cães de guarda para preservar um mercado confiável e
eficiente.
E-Marketing
O e-marketing
tem a sua base no e-commerce, seja business to business ou business to
consumer.
Este novo
conceito de comércio muda os itens do tradicional composto de marketing:
produto, preço, praça (ponto de venda, distribuição) e promoção (propaganda,
comunicação).
A internet
passa a ser um canal de comunicação e interatividade com o cliente,
possibilitando maior troca de informações e um relacionamento individualizado –
marketing one to one – diretamente relacionado ao conceito de CRM (Customer Relationship Management). O CRM
serve como estrutura para a implantação do conceito one to one e deve ser
entendido como uma ferramenta estratégica e tecnológica voltada para o
atendimento e antecipação das necessidades dos clientes atuais e potenciais de
uma empresa. Vale ressaltar que o CRM deve ter o seu foco nas necessidades do
cliente, como primeiro plano, e na necessidade tecnológica, como segundo plano.
Nesse
contexto, o sucesso do CRM depende de seu entrosamento com os SIGs já existentes na empresa. Por exemplo, o
CRM deve ser integrado ao ERP (Enterprise Resource Planning), (momento de venda
ou de conversa pessoal,quando o cliente está na empresa) para conversar com
ele, saber o que pensa e, efetivamente, transformar este contato em estratégias
de melhorias, quando for necessário Trata-se, enfim, de criar um processo de
aprendizado, de troca de informações com o cliente; d) personalizar alguns
procedimentos ou aspectos comportamentais da empresa para melhor atender aos
desejos e necessidades dos clientes. Utilizar as informações colhidas durante a
interação e transformá-las em ações importantes relacionadas aos produtos e/ou
serviços da empresa, que atendam às necessidades individuais dos clientes.
No item
“interação com o cliente”, vale ressaltar a importância do conceito de
Marketing de Permissão que, para GODIN (2000), consiste no processo de
estimular o consumidor a conceder gradativamente a permissão para que as
empresas interajam com ele. Segundo o autor, este procedimento consegue
transformar desconhecidos em amigos, amigos em clientes e clientes em clientes
fiéis e, a cada etapa na escala de permissão, aumentam a confiança,
responsabilidade e os lucros da empresa. Por isso, dentro de um sistema de CRM,
deve-se banir a possibilidade de tentar interagir com o cliente sem buscar
conquistar a sua permissão, a sua confiança.
Assim, as
empresas tornam-se mais ágeis para trabalhar os preços diariamente em função da
demanda e da oferta, reduzem custos e podem oferecer seus produtos e serviços
diretamente ao cliente final, eliminando intermediários que não agregam valor.
A logística passa a ser vital dentro dessa nova relação, os produtos devem ser
entregues com rapidez e total segurança e as empresas precisam estar
localizadas em pontos estratégicos para fazer essa distribuição da melhor
maneira possível.
O impacto
publicitário na Web é maior do que o da televisão. Na internet, a propaganda é
utilizada para transmitir mais informação sobre a empresa, produtos e serviços,
e proporcionar um ambiente mais adequado para a personalização do
relacionamento com o cliente.
Essas home
pages servem também como um serviço de auto-atendimento, onde o consumidor
encontra respostas para as suas principais dúvidas, monitora os produtos que
adquire até a hora de sua entrega e faz a sua compra, proporcionando uma boa
redução nos custos da empresa.
O e-marketing
está disponível durante 24 horas por dia e a apenas alguns cliques do mouse do
cliente. Além disso, para VENETIANER (2000), o e-mail passa a ser uma
importante ferramenta de marketing, substituindo a mala direta tradicional. O
e-mail transmite informações gráficas e escritas, com possibilidades de
animação, atalhos para a home page da empresa, com baixo custo, rapidez e maior
garantia – comparativamente com o correio comum – de ser aberto pelo próprio
destinatário. É importante que as empresas tenham a autorização prévia de seus
clientes antes de lhes enviar e-mails promocionais ou informativos. Este novo
ambiente provoca mudanças no modo de agir do cliente. Para MCKENNA (2000), o e-
consumer (cliente da era do e-commerce) se adapta rapidamente às mudanças
tecnológicas e a suas interfaces facilitadoras, suas expectativas ficam mais
complexas à medida que absorve mais informações e torna-se cada vez mais
difícil garantir sua fidelidade.
A Revolução da
Informação Digital, que tem a internet como seu principal instrumento
transformador, cria um novo ambiente de comércio e transforma totalmente as
relações de compra e venda. Ao interferir nas relações entre fornecedor,
distribuidor, intermediário e consumidor, a internet altera profundamente o
marketing.
A informação
passa a ser trocada instantaneamente e com baixo custo. Aparelhos domésticos,
telefones, televisores, computadores e sistemas de segurança caminham para a
convergência, ou seja, para a fusão e compatibilidade de funções. Segundo
KOTLER (1999), a convergência entre
tevê, aparelho de som, computador e telefone criará uma espécie de centro de
entretenimento, onde as pessoas poderão fazer download de filmes, CDs e livros,
pesquisar e comprar produtos e serviços on-line, acessar sistemas de segurança
que controlarão entradas e aparelhos domésticos em seus lares, etc.
Ao mesmo
tempo, as indústrias serão responsáveis por equipar as residências com
aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos de última linha e assumir todos os
custos de manutenção, para que o cliente tenha sempre equipamentos de alta
tecnologia e passe a pagar pelo tempo de uso destes, ou seja, pelos serviços.
Todos esses equipamentos estarão interligados
através de uma rede local na própria residência, que por sua vez estará ligada
à internet. As empresas do setor privado e público terão a vantagem de conhecer
com detalhes seus clientes e cidadãos, seus hábitos de consumo, estando sempre
aptas a atender a suas necessidades e expectativas. Nesse novo contexto, o
e-marketing passa a ter o foco na tecnologia da informação e busca um contínuo
aprendizado ao interagir com os clientes e o mercado.
Possuir um
sistema de Informação de Marketing (com base nos conceitos do CRM), com banco
de dados atualizado constantemente, trabalhar com baixos custos, possuir
sistema de logística adequado, oferecer produtos/serviços com um diferencial em
relação ao mercado e manter o foco nos clientes podem ser consideradas algumas
estratégias básicas para alavancar negócios na internet e atingir sucesso no
e-commerce. SEYBOLD (2000) acredita que o foco no cliente é a principal
estratégia e pode ser um diferencial competitivo forte no mercado. Segundo a
autora, a empresa deve seguir algumas etapas para conquistar o e-consumer: conhecê-lo e facilitar seus
negócios com a empresa; manter foco no cliente final; e redesenhar processos do
negócio de acordo com as necessidades e expectativas deste cliente.
Atualmente é
praticamente impossível que uma empresa tente obter algum sucesso com o foco em
seu cliente final sem utilizar as vantagens tecnológicas. SEYBOLD (2000)
acredita que o foco no cliente é a principal estratégia e pode ser um
diferencial competitivo forte no mercado.
Segundo a
autora, a empresa deve seguir algumas etapas para conquistar o e-consumer:
conhecê-lo e facilitar seus negócios com a empresa; manter foco no cliente
final; e redesenhar processos do negócio de acordo com as necessidades e
expectativas deste cliente.
Atualmente é
praticamente impossível que uma empresa tente obter algum sucesso com o foco em
seu cliente final sem utilizar as vantagens tecnológicas.
Questões Éticas e Legais:
Com a evolução do mercado de comunicação, às relações de
comercialização no segmento mudaram. Surgiram órgãos que acompanham, aprimoram,
reconhecem, ajustam e controlam os interesses de anunciantes e de agências,
como:
. ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); ABAP
(Associação Brasileira de Agências de Propaganda); AMPRO (Associação de
Marketing Promocional).
. Associações regionais em todo o Brasil, como por
exemplo: APP(Associação Paulista de Propaganda) e outras associações, que
congregam empresas de fotolitos, de gráficas, de produtoras etc.
. Conselhos como o CEMP (Conselho de Ética na Propaganda);
CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação
Publicitária), etc.
A comunicação de marketing envolve várias questões éticas
e legais. Questões como propaganda enganosa e comunicação dirigida a crianças
geram em membros do público muita preocupação.
No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor e o CONAR são
responsáveis pela maioria das limitações na área da comunicação de marketing,
estabelecendo diretrizes rígidas para proteger os consumidores. As
regulamentações globais variam para cada país.
A comunicação honesta associada a anúncios de serviços
socialmente responsáveis é um uso positivo da comunicação de marketing, à
medida que transmite informações precisas sobre como a organização pode
propiciar valor por meio de bens e serviços que satisfaçam uma necessidade
legítima. Muitas empresas utilizam a comunicação de marketing para defender
causas dignas.
Composto de
Promoção de Vendas e Merchandising
Durante longo tempo a promoção de vendas e o
merchandising, era visto somente para induzir o consumidor à aquisição do
produto.
Com a evolução do planejamento, entende-se que a
promoção de vendas e merchandising é mais abrangente funcionam como fatores de
vital importância na comunicação integrada.
Podendo ser utilizada sempre que ocorrem as seguintes
situações:
Como apoio à propaganda e a publicidade na formação e no
fortalecimento da imagem de produtos e empresa;
Na substituição dessas ferramentas, conforme os
objetivos traçados no plano de marketing, sempre que eles precisarem ser
atingidos em prazos mais curtos;
Quando os produtos com baixa participação de mercado não
possuem recursos para investir em propaganda maciça; como o fazem seus grandes
concorrentes;
Nas situações de demanda seletiva por peço, quando os
consumidores exigem preços menores;
Nos mercados mais competitivos onde os concorrentes são
mais agressivos e torna-se necessária uma tentativa de bloqueio;
Sempre que for necessário um estímulo adicional para a
força de vendas e outros públicos internos da empresa e para os distribuidores.
Promoção de
Vendas
Conceito:
É uma estratégia de comunicação que age em curto prazo,
visando promover um produto e estimular a ação de compra e venda por parte dos
públicos.
Públicos a quem são dirigidas as promoções:
De modo geral, público são todas as pessoas físicas,
jurídicas, organizações, instituições, governo etc.
A este público devem ser voltadas as pesquisas,
análises, não podendo se preocupar-se apenas com o consumidor.
Existem três tipos de públicos
Público Alvo . público para quem a empresa em
determinado momento necessita dirigir seus esforços de marketing e visando
atender as necessidades específicas ou solucionar problemas.
Público Principal . Está diretamente ligado ao nível de
esforço, é a parte do público alvo que deve receber as ações principais e mais
fortes deste esforço.
Público Secundário . O que é atingido secundariamente
por esses esforços.
Classificação de público em relação a compra e venda
Públicos os quais são dirigidos esforços que visam a
venda:
Aqueles que as empresas dirige esforços de marketing e
comunicação, sem a preocupação direta de obter vendas.
Públicos que participam diretamente do processo de venda:
Alguns públicos participam do processo de vendas agindo
direta ou indiretamente, de acordo com as funções que desempenham, a empresa
então utiliza esforços de marketing de compra e venda para este público.
Públicos que atuam
antes do processo de vendas:
A ação deste público tem papel determinante no
funcionamento das vendas, são eles: fornecedores de produtos que vão compor o produto
final da empresa que devem ser tratados como parceiros. A empresa deve dirigir
ações cooperadas inclusive de comunicação.
Públicos cuja ação ocorre durante o processo de vendas:
Este propiciará a efetivação de vendas.
Podem ser
divididos:
Em internos: representado pela força de vendas da
empresa.
Em externos: distribuidores e consumidores.
Classificação da Promoção de Vendas
A promoção de vendas age em dois pontos da comunicação
mercadológica.
Estimulando diretamente a ação de compra do produto.
Auxiliando na divulgação e formação ou sustentação da
imagem da empresa e do produto.
Promoção de Persuasão
Conceito:
São ações promocionais que apresentam de forma clara e
objetiva sua intenção, normalmente provoca atitude favorável e resultará em
compra e venda a curto prazo.
Características:
Prazo de duração: curto prazo de duração de três a seis
meses no máximo, em virtude de um prazo longo, tira o estimulo da participação
do público.
Repetição de uma mesma ação: A repetição da mesma ação promocional
também pode tirar o estimulo do público, faz com que ele se desinteresse ou até
mesmo se acostume, e sendo assim os resultados não serão favoráveis a empresa.
Volume de verba para a realização: devem ser
analisados dois aspectos no que concerne a verba necessária para a realização
de promoções.
O investimento é sempre menor do que o exigido para uma
campanha de propaganda e os resultados surge rapidamente.
As verbas utilizadas para ações promocionais podem ser
tiradas do incremento de vendas obtido.
Requisitos
importantes para o sucesso da promoção de Persuasão:
Estar contida no planejamento de marketing e de
comunicação.
Apresentar uma mecânica de fácil execução operacional.
Utilizar material de ponto de vista criativo.
Os brindes e prêmios devem estar associados ao produto e
ao tema da promoção.
Conhecer detalhadamente a comunicação desenvolvida pela
concorrência.
Ação promocional deve garantir a empresa o máximo de
segurança e o alcance de suas metas.
Objetivos da
Promoção de Persuasão:
A promoção de persuasão pode ser utilizada para atingir
inúmeros objetivos.
Auxiliar no processo de introdução de um novo produto no
mercado.
Ampliar o nível da demanda do produto.
Estimular a venda de um produto.
Bloquear a penetração e o crescimento da concorrência.
Auxiliar na desova de um produto em declínio.
Auxiliar no aumento do índice de participação de
mercado.
Auxiliar na vitalização de uma marca.
Estimular a adoção de novas formas de uso e consumo do
produto apoiando a propaganda e a publicidade.
Colaborar na orientação de preferência e fidelidade de
marca de produto e de empresa pelo estímulo ao consumo.
Promoção de persuasão para diversos públicos
Classificação do público:
Anterior a venda:
Pessoal administrativo (vários departamentos da
empresa);
Equipe de produção.
Que atua no processo de venda:
Força de vendas: gerentes, supervisores,
demonstradores...
Objetivos específicos:
Melhorar nível de qualidade de serviços e produtos;
Aumentar produtividade;
Conquistar novos clientes;
Atingir metas superiores de vendas;
Manter a equipe motivada;
Obter informações de mercado;
Conseguir boas colocações de materiais promocionais no
ponto de venda;
Assegurar reposição, arrumação e giro de produto no ponto
de venda.
Técnicas:
De efeito indireto: são aquelas ações de apoio e
incentivo que auxiliam no aprimoramento, capacitação, e no estimulo de pessoal
para o exercício de suas atividades e funções.
De efeito direto: atuam de forma mais persuasiva sobre o
funcionário, premiando-o pelo atingimento dos objetivos visados pela empresa.
Programa de incentivo: derivação e aprimoramento do
concurso de vendas, técnica utilizada por longo tempo para incentivar os
vendedores.
Concurso de vendas: utilizado também para incentivar o
trabalho de vendas.
Ações de persuasão para equipe de venda direta ao
consumidor:
Vendedores autônomos: realizam as vendas, distribuindo
seus produtos diretamente ao consumidor final.
Objetivos visados pela empresa para os vendedores
autônomos.
Manter os vendedores sempre motivados.
Atrair, constantemente novos vendedores.
Divulgar os produtos para os consumidores e estimula-los
à compra.
Treinar e capacitar os vendedores e promotores.
Técnicas utilizadas:
Premiações, por volumes de vendas;
Material de apoio as vendas;
Descontos e brindes na compra por volume e em vendas
casadas;
Reuniões e convenções constantes para promotores;
Participação nas comissões referentes aos resultados dos
vendedores.
Ações para vendedores de lojas próprias
As promoções utilizadas nesta situação são as mesmas
mencionadas para os públicos internos.
Promoção de persuasão para os públicos externos:
Para o distribuidor
Classificação do público:
Proprietário do canal ou ponto de venda.
Vendedores internos e externos.
Objetos específicos:
Ampliar o volume de compra por parte do distribuidor;
Aumentar o volume de venda;
Melhorar o nível;
Capacitar e estimular forças de vendas ao consumidor;
Fortalecer a apresentação do produto no ponto de venda;
Reduzir força e pressão do concorrente junto ao
contribuidor;
Auxiliar o distribuidor no desempenho de suas funções e
na condução de sua empresa.
Técnicas
De efeito indireto:
Convenções e reuniões periódicas;
Assessoria administrativa, contábil, financeira;
Fornecimentos de brindes para distribuição aos clientes
do distribuidor.
De efeito direto:
Programas de incentivo
Concursos de vendas
Bonificações por volume comprado
Premiações constantes
Demonstração e experimentação no ponto de venda
Para o público
final (usuário / consumidor)
Classificação do público quanto ao processo de
compra:
Iniciador da compra: a pessoa que sugere o processo de
compra.
Influenciador: pessoas cujos pontos de vista são capazes
de influenciar a compra do produto ou serviço oferecido.
Decisor: quem decide se o produto deve ou não ser
comprado.
Executor: quem efetiva a compra.
Usuário: quem utiliza ou consome o produto (consumidor).
Comportamento do consumidor / fatores que influenciam
Culturais, cultura, subcultura e classes sociais:
Sociais, grupos de referência, família, papéis e posição
social.
Pessoais, idade, ciclo de vida, ocupação, condições
econômicas, estilo de vida, personalidade e auto conceito.
Psicológicas, motivação, percepção aprendizagem, crenças
e atitudes.
Técnicas
Amostras: são ofertas de unidades de produtos para
experimentação ao usuário.
Premiação: é um beneficio adicional concedido ao
comprador em virtude de sua participação e escolha.
Existem quatro tipos de premiação
Concurso
Sorteio
Vale brinde
Jogos
Oferta de brindes na compra de um produto
Brinde é uma oferta automática na compra do produto
Ações promocionais de descontos
Redução visível de preços
Peça promocional em si (cupom): o cupom deve passar
credibilidade e provocar impacto no público.
É um elemento de vital importância para estimular o
consumo.
Outras técnicas de promoções para o consumidor
Embalagens com jogos
Embalagens com receita e sugestões.
Embalagens reutilizáveis
Maior quantidade do produto pôr embalagem
Ações promocionais dirigidas a outro público
Promoção para o público industrial
Os públicos industriais são conhecidos dos fornecedores
e estão concentrados geograficamente.
O volume de compra desse mercado depende da demanda dos
clientes e público final.
A compra desse mercado envolve vários estágios e é mais
complexa que as demais
A compra pode ser decidida através da concorrência
As razões da compra do público industrial geram em torno
da produtividade e economia
O processo de compra na indústria envolve decisões e
participação.
Promoção para a imprensa
Uma maneira muito utilizada de relacionamento comercial
com esse público é a permuta de produtos pelos serviços de divulgação, essa atividade
não é exatamente caracterizada como promoção.
Merchandising: Arma eficaz na luta corpo a corpo
entre produto e público.
Conceito de Merchandising
Significa operar com mercadorias;
É toda valorização e enriquecimento do produto no ponto
de venda, destacando-se da concorrência.
Características
As ações devem ocorrer no ponto de venda;
As atividades devem ser bem planejadas e executadas;
Somente expondo corretamente o produto, já estará
estimulando o consumidor a comprá-lo;
O bom merchandising aumenta a rentabilidade do produto
evitando perdas e desperdício no ponto de venda;
O fator principal de sucesso do merchandising é a compra
por impulso.
Tipos de Merchandising
Merchandising no ponto de venda
É conhecido como verdadeiro merchandising, funciona como
apoio e reforço à comunicação mercadológico de um produto.
Exposição promocional
Caracteriza-se pela exposição do produto fora de seu
lugar habitual para dar-lhe destaque
Garante ao vendedor excelente resultados e benefícios ao
consumidor
Fora do ponto de venda
São utilizados faixas, placas, adesivos, bonés,
camisetas, para promover o produto.
Merchandising Eletrônico
É a inserção de produtos em novelas e filmes para
promover o produto.
Objetivos visados pela empresa ao usar essa forma de
comunicação
Difundir o uso do produto, fortalecendo a sua imagem no
mercado.
Introduzir o uso do produto no cotidiano das pessoas.
Ampliar o volume de divulgação e o numero de impactos no
público, fortalecendo a lembrança da marca.
<!--[if !supportLists]-->2
<!--[endif]-->Satisfação do Cliente x satisfação da organização
e indicadores de resultados
Atendimento como diferencial
nas organizações
Dentre
os serviços prestados ao cliente, o Atendimento destaca-se de modo especial,
como um forte instrumento de diferenciação.
O
ATENDIMENTO excepcional garante à empresa uma identidade, é uma estratégia
difícil de se copiar, ao contrário dos produtos e preços.
Praticou-se
durante todo o século passado “o marketing de emboscada”. O MKT que objetivava
unicamente “atrair” o cliente. “Atrair” já não é mais suficiente. Hoje, mais ou
tão importante que atrair clientes é ter a capacidade de mantê-los na empresa,
fazer com que eles voltem sempre para fazer negócios. Isso é fidelização.
Um
fantástico atendimento ao cliente é uma das mais eficazes estratégias para
fidelizar o cliente além de ser a mais barata.
“Vestir
a camisa da empresa” é coisa do passado. Hoje, todos sem exceção, do presidente
ao Office-boy, têm de vestir a camisa do cliente.
Clientes
podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente
gastando seu dinheiro em outro lugar. É ele quem paga o salário, quem gera o
lucro, paga impostos etc.
O
empregado, servindo bem ao cliente, as portas se abrem e as oportunidades
surgem. Os outros retribuem em forma de elogio, recomendações, reconhecimento
etc. É excelente para garantir a empregabilidade.
“Marketing é acima de tudo
conquistar e manter clientes”. Theodore Levitt.
“Encantar o cliente por meio de um fantástico
atendimento é o caminho eficaz para ser notado: pelo cliente, pelo chefe ou por
um headhunter”.
QUALIDADE EM SERVIÇOS - MOMENTO DA VERDADE
Segundo Karl Albrecht o conceito de
Momento de verdade é a base e o princípio fundamental da teoria sobre qualidade
em Serviços. É um conceito simples, porém com um grande poder de impacto e
revolucionário.
O MOMENTO DA VERDADE é todo momento de
contato entre o cliente e a empresa .
“Qualquer
episódio no qual o cliente entra em contato com algum aspecto da organização, e
obtém uma impressão de seus serviços.” Karl Albrecht
Efetivamente,
é no momento da verdade onde tudo começa ou tudo termina.
Onde
se cativa ou expulsa o cliente para sempre. Cada MV é uma oportunidade única
para a empresa, através de seus funcionários, conquistar ou expulsar o cliente
em definitivo.
Todos
os MVs são importantes, porém alguns são críticos, principalmente os de
primeiros contatos . Uma falha pode comprometer toda a qualidade do serviço
prestado ao cliente, uma vez que tem uma forte influência na percepção do
cliente.
Neles,
o cliente forma uma primeira imagem da organização, boa ou má.
Alguns
exemplos de primeiros contatos que os clientes têm no dia-a-dia com as
empresas:
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Contatos telefônicos
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Contato via fax
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Recepção e recepcionistas
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Serviços de informações
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Limpeza e arrumação do ambiente de trabalho
<!--[if !supportLists]-->ü <!--[endif]-->Forma de se apresentar ou de se vestir do pessoal de
linha de frente.
Entretanto,
não são apenas os primeiros contatos do MV que são importantes, todos os
contatos, desde o primeiro até o último, e não é necessário haver contato
físico entre cliente e empresa, e nem muito tempo de contato. A percepção do
cliente junto a uma propaganda da empresa, seja por qualquer mídia (rádio, TV,
outdoor...) é considerado um MV.
Em uma visita a um hospital, por
exemplo, o cliente vivencia vários MVs, começando pela propaganda através de
algum tipo de mídia, depois no estacionamento, em seguida na recepção, no
médico, no serviço de enfermaria, na lanchonete e por fim no fechamento da
conta, no financeiro. Esse hospital, em cada setor ou serviço pode proporcionar
momentos de verdade ao cliente, momentos estes que podem ser: trágicos,
apáticos ou encantadores.
Cada momento de verdade tem o poder
único de impactar o cliente de forma positiva ou negativa. Os MVs formam um
ciclo de serviços, assim como uma corrente, cada elo da corrente é um MV.
Portanto, um único MV desastroso compromete todo o ciclo.
Então a qualidade total, é a soma da
qualidade das partes, e as partes são formadas pelos MVs.
O cliente é o verdadeiro e único
juiz da Qualidade em
serviços. E o julgamento da qualidade de um serviço recebido,
depende da expectativa e da percepção pessoal de cada cliente.
Expectativa: esperança fundada em
supostos direitos, probabilidades ou promessas.
Percepção: formar idéia de algo.
A
satisfação do cliente é uma relação entre o que ele viu (percebeu) e o que ele
esperava ver (expectativa).
Quanto
maior for à expectativa, maior também será a possibilidade de o cliente se
frustrar ou fica insatisfeito.
Quanto
maior a percepção (positiva) do cliente, maior também, será a possibilidade de
o cliente ficar satisfeito.
PERCEPÇÃO
|
|
SATISFAÇÃO =
|
_____________
|
EXPECTATICA
|
Ou
ainda podemos dizer que:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->A satisfação do cliente é diretamente proporcional
à sua percepção, ou seja, quanto maior for à percepção, maior será a satisfação
do cliente.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->A satisfação do cliente é inversamente
proporcional à sua expectativa, ou seja, quanto maior a expectativa, maior a
possibilidade de o cliente ficar insatisfeito ou frustrado.
Fatores
que influenciam na percepção e na expectativa dos clientes:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Estrutura da personalidade: Há pessoas amargas,
problemática, difíceis de ser agradadas. Por outro lado, há pessoas dóceis,
otimistas e bem-humoradas.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Estado de espírito: Varia com as pressões do
cotidiano, com os problemas que se tem de administrar, com o dia ou momento de
cada um.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Informações armazenadas: O nível, o volume e a
qualidade das informações e experiências, que se vão acumulando durante o
passar do tempo.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Experiências com outras empresas: O cliente
quando julga ou percebe a qualidade de um serviço, ele o faz de forma comparada
com experiências já vividas em outras empresas.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Experiência com a própria empresa: “esta loja já
teve um atendimento muito melhor”, “a comida deste restaurante não é mais a
mesma” etc. Se o cliente já teve uma experiência com a empresa, ele traz
consigo um padrão se serviço histórico.
ESTRATÉGIAS
PARA LIDAR COM RECLAMAÇÕES
Lidar com reclamações é um dos
melhores exemplos de administrar relacionamentos ativos com os clientes.
Infelizmente, apenas umas pequenas frações de clientes insatisfeitos contatam
uma empresa. Cinco atitudes que podem acontecer quando o cliente está
insatisfeito:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Ele sofre em silêncio. A próxima
vez que comprar o produto ou serviço, já estará com atitude negativa, esperando
os problemas ocorrerem novamente.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Ele muda para outra empresa em silêncio.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Ele fala com amigos e vizinhos sobre sua
insatisfação. Neste caso, a empresa deve perder muitos clientes, o insatisfeito
e todos os outros que este o influenciar.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Ele procura órgãos de proteção ao consumidor.
Este é o pior resultado, porque a empresa pode ser investigada ou levada aos
tribunais, gerando forte propaganda negativa.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Ele procura a empresa. Este é o único resultado
positivo. Ele oferece à empresa uma segunda chance, a oportunidade para
conhecer as necessidades do cliente, corrigir o problema e devolvê-lo a
confiança.
Apenas
4% dos clientes insatisfeitos fazem reclamações, os outros 96% simplesmente
mudam de empresa e 91% desses jamais retornam. Entretanto, se uma reclamação de
cliente for atendida satisfatoriamente existem 90% de chance de ele permanecer
na empresa.
Um
bom atendimento de reclamação obviamente aumenta a satisfação do cliente e vem
mostrando a aumentar a lealdade de marca e compras repetidas.
Muitos funcionários têm um temor
razoável de atender reclamações. Esse temor deve ser superado e substituído por
um compromisso de ouvir e resolver as reclamações. Não importa a qualidade do sistema
de atendimento de reclamações esboçada no papel, ele não funcionará se os
funcionários não entenderem a filosofia que está e por que é tão crítico
resolver as reclamações dos clientes.
Idealmente, cada contato com o
cliente deve ser o mais pessoal possível. O pessoal de contato com clientes
deve ser treinado para tratar cada cliente como um amigo pessoal, na tonalidade
da voz, na sinceridade, e em encontrar uma solução justa para o problema.
Não
se deve interromper a reclamação do cliente mesmo se achar que compreendeu
totalmente o problema. É importante também que a empresa volte a contatar o
cliente em até uma semana depois visando avaliar sua satisfação sobre a maneira
que seu problema foi tratado e a solução adotada.
Os
funcionários precisam entender que reclamações geram oportunidades e, por essa
razão, elas são desejáveis. No entanto, é necessário que os líderes recompensem
os funcionários pela excelência de desempenho e que contrate pessoas que se
preocupam com os outros, pois nem todos possuem essa habilidade.
MENSURAÇÃO
DE SATISFAÇÃO DE CLIENTES
O componente mais importante do
processo de pós-marketing é a mensuração da satisfação dos clientes. Essa
atividade oferece dois benefícios: a empresa coleta informações valiosas que permitem
fornecimento de produto ou serviço de valor verdadeiro e ela podem demonstrar
cuidados e consideração com os clientes ao solicitar-lhes informações para
futuras decisões de produção e de administração. Dessa forma, os programas de
satisfação de clientes possuem tanto benefícios de informações como benefícios
de marketing.
Empresas
que querem ser competentes em pós-marketing devem estabelecer programas para
medir o nível de satisfação de seus clientes.
É
uma ferramenta poderosa para estimular a melhoria dos produtos/serviços e
receber feedback dos clientes.
Os
levantamentos podem ser conduzidos em base periódica envolvendo todos os
clientes ou apenas uma amostra. O levantamento deve ser sempre apresentado ao
cliente com clareza, indicando-lhes os benefícios decorrentes do preenchimento
do questionário. Além disso, todos eles devem receber agradecimentos por suas
participações.
Os
elementos que geralmente serão avaliados são:
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Sistema de entrega do produto ou serviço.
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Desempenho real do produto ou serviço (como ele
atende às expectativas)
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Conduta, desempenho e habilidades dos
funcionários.
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Imagem geral da organização
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Relacionamento percebido do preço/valor do
produto e serviços
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Forças e fraquezas dos concorrentes
<!--[if !supportLists]-->§
<!--[endif]-->Fatores demográficos e de estilo de vida dos
clientes (opcional)
É recomendado um processo de seis
(06) etapas para cobrir os principais passos de um programa de mensuração de
satisfação de clientes.
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Definição dos objetivos do programa –
identificar os assuntos e áreas que utilizará os dados. Ex: sistema de entrega,
desempenho dos produtos, imagem da empresa, preço do produto, cortesia e
agilidade de empregados.
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Seleção do método de pesquisa de campo. Se feito
por telefone, pelo correio, pessoalmente.
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Definição da amostragem e datas. Quais clientes
serão pesquisados e em qual período.
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Projeto do questionário (fechadas, abertas,
dicotômicas, aparência, claro e objetivo)
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Pré-teste do questionário (revisão e
aprimoramento)
<!--[if !supportLists]-->ü
<!--[endif]-->Análise dos resultados e preparação do
relatório.
SELEÇÃO DE
ALVOS DE MERCADO
CONCEITUAÇÃO
A
seleção de alvos de mercado permite a adaptação adequada de um composto de
marketing para cada um dos segmentos identificados como importantes na
segmentação de mercado. A seleção de alvos de mercado se distingue do marketing
de massa, que não leva em consideração as necessidades e desejos de
agrupamentos específicos de consumidores, oferecendo um produto único para o
mercado inteiro.
Três
fatores importantes devem ser considerados quando da seleção de um segmento
alvo de mercado, a saber:
<!--[if !supportLists]-->1.
<!--[endif]-->A atratividade do segmento
<!--[if !supportLists]-->2.
<!--[endif]-->O ajuste entre o segmento e os objetivos da empresa;
<!--[if !supportLists]-->3.
<!--[endif]-->Os recursos e capacidade técnica para atender
corretamente cada segmento escolhido.
ATRATIVIDADE DO
SEGMENTO DE MERCADO
A
avaliação da atratividade de um segmento alvo de mercado deve levar em conta
uma série de variáveis, ligadas às características dos clientes atuais e
potencias e dos competidores atualmente suprindo suas necessidades e desejos.
As variáveis a serem avaliadas, contemplam:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Tamanho do segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Taxa de crescimento do segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Potencial de vendas para a empresa naquele
segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->O percentual de mercado necessário para atingir
o ponto de nivelamento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->As margens de lucro esperadas no segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->A competição atual estabelecida no segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Participação de mercado que pode ser alcançada,
em decorrência do orçamento promocional da empresa e dos competidores;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Lealdade de marca dos clientes aos produtos
existentes no segmento.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->O tamanho do segmento pode ser avaliado em
termos de (a) quantidade de clientes, (b) número de unidades de produto ou (c)
montante de recursos financeiros disponíveis para aquisição daquele tipo de
produto (bem ou serviço).
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Pesquisas de mercado, baseadas em dados
primários (levantamentos feitos pela própria empresa) e dados secundários
(literatura existente) devem ser utilizados para obtenção e compilação de
informações que possam medir: as intenções de compra do consumidor; estimativas
de força de vendas; análises de tendências etc.
A
análise ambiental (macro ambiente e ambiente tarefa) para determinar os
possíveis impactos da entrada da empresa no segmento.
Quanto maior for um segmento,
provavelmente maior será a competição pelo mesmo e, conseqüentemente, maior a
dificuldade de obter lucro no mesmo.
Empresas
que investem pesado em Pesquisa & Desenvolvimento, detendo assim patentes
importantes de produtos ou processos, podem explorar com mais segurança
segmentos maiores de mercado.
Em
geral, cada vez mais as empresas utilizam na prática o conceito de marketing de
nicho, buscando segmentos menores, com características mais diferenciadas, com
menor competição direta e, conseqüentemente, com maior potencial de lucro.
CAPACIDADE
DE A EMPRESA ATENDER CORRETAMENTE AO NOVO SEGMENTO
A
segmentação de mercado deve ser avaliada também do ponto-de-vista de sua
adequação aos objetivos da empresa e de suas forças e fraquezas no que concerne
o atendimento das necessidades e desejos dos consumidores e ao enfrentamento da
concorrência já estabelecida.
Alguns
desses aspectos incluem:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Se a empresa pode oferecer valor superior para
os clientes no segmento, comparativamente às empresas estabelecidas;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->O impacto e os riscos envolvidos na imagem da
empresa ao entrar no novo mercado;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Acesso aos canais de distribuição requeridos para
atender ao novo segmento;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Os recursos da empresa (humanos, tecnológicos,
de capital) comparados com os investimentos requeridos para atuar no novo
segmento.
Quanto
mais atraente for o segmento e quanto mais a empresa esteja ajustada para o
mesmo, maior o potencial de lucros oferecido.
ESTRATÉGIAS DE
SELEÇÃO DE ALVOS DE MERCADO
A
capacidade de inovação da empresa, sua disposição para assumir riscos, sua
capacidade financeira e seu conhecimento e prática de mercado irão orientar a
escolha da matriz estratégica de seleção de alvos de mercado da mesma.
As
quatro opções estratégicas que se apresentam são as seguintes:
Estratégia de Segmento Único, também denominada Estratégia Concentrada. Um
segmento de mercado - e não o mercado como um todo - é objetivado, através de
um composto de marketing específico. A abordagem de Segmento Único
normalmente adequar-se melhor para empresas com linha de produtos muito
limitada ou com recursos humanos, financeiros e tecnológicos limitados. Um
uso extremo da idéia do segmento único, é a estratégia de uso crescente do
marketing individual, com um composto de marketing personalizado para cada
cliente, bastante facilitada atualmente pelo uso de tecnologias como a
automação fabril e a Tecnologia de Informação.
|
|
Especialização Seletiva: corresponde a uma estratégia de múltiplos segmentos,
também denominada Estratégia Diferenciada. Diferentes compostos de marketing
são desenvolvidos para diferentes segmentos de mercado. O produto pode ou não
pode ser diferente, em decorrência de diferenças sócio-econômicas ou de
comportamento de compra entre os diversos segmentos.
|
|
Especialização de Produto: a empresa se especializa em um produto em particular
e o adapta para diferentes segmentos
de mercado.
|
|
Especialização de Mercado: a empresa se especializa em atender a um segmento de
mercado em particular e passa a oferecê-lo uma gama de diferentes produtos.
|
|
Cobertura Total de Mercado: a empresa prepara-se para
atender o mercado inteiro. Dois caminhos podem ser seguidos na perseguição
dessa estratégia. O caminho do Mercado de Massa, oferecendo um composto
mercadológico único, tratando o mercado de forma indiferenciada ou por uma
estratégia diferenciada, oferecendo um composto mercadológico específico para
cada segmento em particular.
|
Para
uma empresa que busca entrar em um novo mercado, uma estratégia de entrada
gradativa poderia considerar atingir inicialmente os segmentos que mais
combinam com suas potencialidades. Uma vez dentro do mercado a empresa poderia
então caminhar para uma especialização de produtos, avançando em novos
segmentos ou uma especialização de mercados, introduzindo novos produtos.
Finalmente, em uma última fase, buscar atingir uma cobertura total de mercado.
MARKETING
DE RELACIONAMENTO, MOTIVOS PARA SUA IMPLANTAÇÃO
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Revolução da comunicação = maior acesso as
informações;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Cidadania e despertar ecológico;
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Abertura do mercado bras.= aumento da
concorrência e da oferta de produtos e serviços cada vez mais parecidos
(commodities)
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Estratégias de mkt e vendas facilmente copiável.
<!--[if !supportLists]--><!--[endif]-->Código de defesa do consumidor
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->90% dos clientes insatisfeitos nunca mais voltam
à empresa, além de comentarem com 10
a 12 conhecidos a experiência negativa.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->A qualidade do serviço é pelo menos 8% mais
importante do que seu preço.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Clientes pagam entre 9 e 16% mais caro por
serviços de qualidade.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->É preciso que a empresa identifique e antecipe
as necessidades rapidamente.
FUNDAMENTOS
DO MARKETING DE RELACIONAMENTO
<!--[if !supportLists]-->1.
<!--[endif]-->O marketing de relacionamento cria valores com clientes
individuais. Cada um possui necessidades específicas e comportamentos de
compras diferentes.
<!--[if !supportLists]-->2.
<!--[endif]-->Inclui a reunião e a análise de dados sobre os clientes
e informações sobre transações para facilitar uma comunicação recíproca
contínua, preservando os clientes e enfatizando sua fidelidade.
<!--[if !supportLists]-->3.
<!--[endif]-->Os esforços da empresa giram em torno da manutenção da
base atual de clientes ao invés de se concentrarem em conquistar novos
clientes.
<!--[if !supportLists]-->4.
<!--[endif]-->O acompanhamento pós-venda é imprescindível, e manter
um relacionamento de confiança e lealdade.
<!--[if !supportLists]-->5.
<!--[endif]-->Não necessariamente o Marketing de relacionamento
precisa ser aplicado em toda a carteira de clientes. Escolhem-se os melhores e
potenciais clientes.
<!--[if !supportLists]-->6.
<!--[endif]-->A empresa aprende e conhece as necessidades
particulares desses clientes com o objetivo de desenvolver produtos e serviços
específicos antecipadamente.
<!--[if !supportLists]-->7.
<!--[endif]-->Os clientes devem se sentir especiais e únicos e
enxergar uma inconveniência em mudar de empresa.
<!--[if !supportLists]-->8.
<!--[endif]-->Geralmente é auxiliado por um software chamado CRM
(Customer Relationship Management). Mas não é somente tecnologia, é uma filosofia
de trabalho com envolvimento de todas as áreas da empresa.
A
PERSPECTIVA PARA O MKT DE RELACIONAMENTO
HOJE
|
AMANHÃ
|
Observa
o balanço dos bens da empresa
|
Observa
a lista de clientes e a lucratividade dos relacionamentos com eles.
|
Enfoque
no negócio para atender segmentos de mercado. Venda para todos deste
segmento.
|
Enfoque
nos clientes individuais
|
Sucesso
do mercado é avaliado pela participação no mercado.
|
Sucesso
é avaliado pela participação do valor vitalício de clientes prioritários.
|
MKT
e produção em massa
|
Personalização
|
Vender
o que fabricamos
|
Fornecer
ao cliente o que ele quer, mesmo que alguns, produtos não sejam fabricados
por nós.
|
Investir
em fábrica e equipamento para produzir bens e serviços que a empresa planeja
negociar.
|
Investir
no conhecimento e na percepção sobre o cliente e nos componentes que
facilitam os processos, funcionários tecnologia para converter as exigências
dos clientes individuais nos valores que cada um procura.
|
Conhecendo cada um de nossos
clientes, podemos identificar suas necessidades e tratá-los de forma
personalizada. A regra do MKT one to one não precisa ser para todos os clientes
, mas sim para os clientes considerados de maior valor e maior potencial pra
empresa.
Com esses clientes é preciso desenvolver uma
relação personalizada, de forma que seja cada vez mais conveniente que o
cliente siga fazendo negócios com a empresa e que seja cada vez mais
inconveniente mudar para um concorrente. O ser humano é infiel por natureza,
pelo menos como consumidor!! Sempre queremos experimentar novos produtos e
serviços. Satisfação não traz fidelidade, necessariamente. O que garante a
fidelidade é a inconveniência de mudar.
Da mesma forma clientes
insatisfeitos não necessariamente mudam de empresas. Um cliente pode não estar
satisfeito com a empresa de telefonia celular, mas a mudança do número pode
trazer inconveniência e transtornos que não vale a pena. A tolerância a
problemas aumenta à medida que aumentam o custo e o trabalho de mudar. Porém
tudo tem limites, quando o grau de insatisfação é maior que o custo da mudança,
o cliente se muda e recuperá-lo é uma tarefa quase impossível.
Para que uma empresa realmente implante o
marketing de relacionamento é preciso que ela se converta à filosofia do
marketing de relacionamento. É imprescindível antes de tudo, a mudança de
postura de gerentes e funcionários e acima de tudo a construção de uma nova
cultura empresarial. A cultura voltada ao respeito e cumplicidade aos clientes
que é o maior patrimônio das empresas.
Vale
ressaltar que o marketing de relacionamento se aplica aos melhores clientes e
clientes potenciais da empresa, e não com toda a carteira de clientes. O foco
deve estar em cada um desses clientes especiais e a comunicação deve ser
individual e bidirecional. O diálogo e o feedback são incentivados de maneira
que a empresa aprende e conhece as necessidades particulares desses clientes
com o objetivo de desenvolver produtos e serviços específicos.
De
acordo com a segunda edição da CRM Series – Marketing 1 to 1 (2001) de Peppers
and Rogers Group Brasil, para a implementação de um programa de marketing de
relacionamento ou CRM ou marketing um a um é necessário desenvolver
quatro estratégias, que são: Identificar seus clientes, diferenciar seus
clientes, interagir com seus clientes e personalizar alguns aspectos do
comportamento de sua empresa.
Identificação dos clientes
A
identificação dos clientes é o primeiro passo para iniciativas one to one,
sem conhecer cada cliente e sua história, é impossível iniciar e manter um
relacionamento de confiança e cumplicidade.
Às
vezes, isso se torna tarefa difícil porque é necessário identificá-los
independentemente do canal de contato escolhido por eles, seja pela internet,
nas lojas ou por telefone. Outras vezes, apenas os funcionários de linha de
frente possuem as informações e o pior é que essas informações podem estar armazenadas
em suas cabeças. Os dados também podem estar espalhados nas diversas áreas da
empresa, tais como: área financeira, cobrança, produção, vendas, atendimento a
reclamações etc. O importante é rastreá-las e deixarem disponíveis a todas as
áreas que o cliente mantém contato.
Segundo a CRM Series – Marketing 1
to 1 (2001, p. 29),
É necessário que, a empresa crie maneiras para que os
clientes se identifiquem cada contato com a empresa, com o intuito que ela
conheça cada vez mais os seus clientes. No mercado de consumo isso se chama de
programa de fidelidade.
Esses
programas oferecem quase sempre, pontuação ou bonificação que está ligado à
freqüência do cliente na empresa. Normalmente o cliente precisa apresentar um
cartão que tenha um número de identificação e os pontos são trocados por
mercadorias ou ganharão descontos.
Identificando
os clientes, as empresas podem saber quais são os clientes de maior valor e
potencial, ou seja, aqueles que realmente valem a pena investir em um
relacionamento. A partir disso, a empresa pode mudar o seu comportamento com
base no que aprendeu e conheceu a respeito de cada um desses clientes de valor
e personalizar produtos e serviços.
Diferenciação dos clientes:
Após
a identificação dos clientes, é necessário que as empresas vejam as diferenças
entre eles. Conforme a CRM Series – Marketing 1 to 1 (2001), “os clientes são
diferentes em seu valor e em suas necessidades”. Então, o objetivo da
diferenciação é encontrar os clientes de maior valor (CMV) e os clientes de
maior potencial (CMP), e a partir disso desenvolver uma relação de aprendizado.
O
valor do cliente pode ser medido em termos reais, ou seja, a soma de toda a
lucratividade do cliente ao longo de sua relação com a empresa. Esses dados
geralmente podem ser encontrar nos sistemas contábeis da empresa, ou seja, os
valores de receita.
O
valor do cliente ainda pode ser medido em termos potenciais, ou seja, medir a
lucratividade dos negócios futuros que o cliente poderá realizar com a empresa.
É sem dúvida mais difícil de medir, pois envolve dados externos à empresa. Uma
forma de medir é verificar quantas vezes o cliente comprou ou utilizou os
serviços de um concorrente.
O
valor potencial também envolve variáveis intangíveis normalmente difíceis de
medi-las, porém podem ser interpretadas. Como por exemplo, os clientes que
colaboram com a empresa com sugestões e reclamações ou aqueles que estão sempre
trazendo novos clientes para a empresa são tão importantes quanto os que dão
boas receitas. O valor real dividido pelo valor potencial equivale à
participação no cliente.
Os
clientes podem ser diferenciados também pelas suas necessidades. Primeiro para
começar, as empresas podem desenvolver a diferenciação baseada nas necessidades
de grupos para depois chegar a necessidade específica de cada cliente
individual na medida em que conhecer melhor os clientes.
O
importante é perceber que quanto mais a empresa sabe sobre as reais
necessidades de seus clientes, mais valor ela pode proporcionar a eles. Além
disso, os clientes percebem os serviços como diferenciados, o que os torna
relutante em mudar para a concorrência.
Para
os CMVs, a empresa pode implementar programas de retenção, reconhecimento e
desenvolver um canal de comunicação exclusivo com eles. Já os CMPs é preciso
investir neles , pois possuem um potencial a ser desenvolvido e incentivá-los a
se tornarem um CMV.
Por
outro lado, toda a empresa possui aqueles clientes que dão prejuízo e que não
há perspectiva de lucratividade. O que fazer com eles? A CRM Série – Marketing
1 to 1 (2001), argumenta que a empresa deve simplesmente atende-los e cobrar o
valor real dos serviços prestados a eles, sem eliminá-los da base de dados.
Entretanto, não é preciso se esforçar para desenvolver programas visando
mantê-los fiéis.
As
empresas podem também contatar esses clientes que lhe dão prejuízo e realizarem
uma pesquisa para verificarem os motivos que os levam a não estarem mais
presente em seus negócios com a empresa. Seria mais uma maneira de aprendizado
com relação a clientes e pode estar atrelado à falhas nos processos da própria
empresa e essa seria uma oportunidade de melhoria.
Interação com clientes
A
estratégia de diferenciação e interação se inter-relacionam, ou seja, uma
depende da outra. Quando descobertos os clientes de maior valor e potencial, é
necessário interagir com os mesmos para que o conhecimento se aprofunde a ponto
de oferecer produtos e serviços específicos . E muito mais que isso, os
clientes sintam únicos e especiais a ponto de querer sempre continuar a fazer
negócios com a mesma empresa.
Os
clientes estão muito mais exigentes, por isso as empresas devem ter várias
portas de acesso disponíveis para eles comprarem, reclamarem ou sugerirem.
Estamos na era da conveniência. Os consumidores estão se acostumando a fazer
compras sem sair de casa, apenas ligando o seu computador. Uma home page
é imprescindível para as empresas, assim como um serviço 0800 ou coisa
parecida.
Porém,
quando o contato é iniciado pela empresa, esta deve utilizar o canal de
comunicação da preferência do cliente e deve ter sua permissão, caso contrário
pode gerar antipatia. Os funcionários precisam estar bem treinados, para lidar
com várias situações e ter uma boa dose de bom senso. Devem ser feitas
perguntas de valor para os clientes e não tentar vender algo que ele não
necessite no momento.
A
interação com o cliente precisa ser clara e objetiva tanto para a empresa como
para o cliente. Quando a pergunta formulada pelos funcionários não for clara, o
cliente tem o direito de questioná-la e esses funcionários precisam estar
preparados para responder o que os clientes vão ganhar em responder àquela
determinada pergunta.
Não se pode também desestimular a interação
com os clientes, se esquecendo de tudo que foi dito por eles e principalmente
perguntando o que já se sabe ou o que já se perguntou outras vezes.
O
importante da interação, é que as empresas mudem o comportamento a partir de
cada interação especificamente com cada cliente. Não é fácil, deve ser como uma
orquestra, todas as áreas devem estar sintonizadas e principalmente
comprometidas com o cliente.
Personalização dos clientes
Mantendo
uma contínua interação com os clientes, a empresa passa a conhecê-los melhor.
Conhecendo melhores os clientes, o próximo passo é personalizar os produtos e
serviços que oferecemos a eles. Com isso, o cliente vê conveniência em estar
sempre comercializando com a empresa. E acima de tudo enxerga esse esforço como
um diferencial.
A
personalização deve ser desenvolvida da mesma maneira em todos os canais de
contato com o cliente, e principalmente na medida exata e preferida dos
clientes especiais. Sem dúvida, os funcionários envolvidos devem estar bem
preparados para mudar o seu comportamento de acordo com cada cliente ou cada
segmento de cliente.
Com
a personalização, os clientes se sentirão especiais e únicos a cada interação.
Não é nada comum hoje em dia, os clientes se sentirem dessa maneira. Muito pelo
contrário, muitos se sentem como mais um dentre tantos outros. Com
certeza irão pensar várias vezes em abandonar seus negócios com as empresas que
optam por essa ferramenta tão incomum.
<!--[if !supportLists]-->20. <!--[endif]-->BANCO
DE DADOS DE CLIENTES
Para
que a empresa implante o marketing de relacionamento é preciso conhecer os clientes,
ou seja, possuir informações dos melhores e potenciais clientes. Informações
sobre suas necessidades individuais, sua freqüência de compra, suas
preferências de pagamento e outros. Quanto maior o volume de informações mais é
impossível ter um banco de dados sem o auxílio da tecnologia.
Até
empresas de pequeno porte já possuem um banco de Dados armazenados em pequenos
computadores.
O
preço decrescente e o desempenho aperfeiçoado da tecnologia digital estão
fornecendo novos benefícios para os consumidores. È possível se comunicar com
os consumidores e servi-los em tempo real e não é mais necessário fazer a mesma
pergunta diversas vezes.
Segundo
Gordon (2000, p. 198),
A tecnologia pode ajudar a empresa a aprender a partir
de cada interação com o cliente e aprofundar o relacionamento, pois pode
promover idéia e soluções para eles próprios e as ajudam a fazer perguntas tais
que, na próxima vez, os clientes possam ser muito mais bem atendidos.
Existem
inúmeros softwares disponíveis no mercado aplicados aos mais diversos segmentos
de negócio. Mas o importante mesmo é que a empresa como um todo, assimile a
filosofia do Marketing one to one e
passe a colocar o cliente como foco principal. Para isso é necessário que a
empresa construa um banco de dados de clientes.
Conforme
Vavra (1993, p. 55) o banco de dados de clientes possuem os seguintes
benefícios na implementação do Marketing de relacionamento:
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Os
esforços de Marketing tornam-se tanto mais eficazes como eficientes, porque a
empresa está hábil para identificar seus clientes mais importantes e daí,
apresentar a eles a oferta, produto ou serviço adequado no tempo correto.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->A
tecnologia de computador está equipada para administrar a vasta quantidade de
dados que a empresa necessita para interagir com seus clientes de maneira
verdadeiramente personalizada.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->Um
“diálogo” verdadeiro pode ser mantido com clientes ao descobrir interações
contínuas, identificando mudanças no ato de compra e permitindo à empresa
antecipar mudanças futuras.
<!--[if !supportLists]-->·
<!--[endif]-->O
desenvolvimento de novos produtos é facilitado ao se conhecer quem tem comprado
um produto, como ele satisfaz o consumidor e se quaisquer mudanças
enriqueceriam o desempenho do produto.
É
necessário que o banco de dados esteja acessível a todos os departamentos
relevantes da empresa e os empregados precisam ter a consciência de mantê-los
com informações verdadeiras e atualizadas. Mais do que isso, o banco de dados
deve ser dinâmico, ou seja, expansível e com habilidade para ampliação.
É
importante que a empresa visualize quais as informações a respeito dos clientes
seria necessário possuir no banco de dados. De acordo com Vavra (1993, p. 63)
os três componentes mais importantes de um banco de dados de clientes são:
quando o cliente fez a última compra, qual a freqüência de compra do cliente e
quanto dinheiro o cliente gastou em período específico de tempo.
Sobretudo,
os custos de armazenamento de um banco de dados, vêm caindo no mercado, com
isso as empresas podem registrar além dos dados cadastrais, o que o cliente
costuma consumir e a quantidade de itens, o grau de endividamento, como a
compra foi feita, item devolvido, reclamações feitas, débitos pendentes. Enfim,
o mais importante em ter os dados disponíveis, é saber o que fazer com eles.
A
partir daí, num processo chamado de mineração de dados, faz-se uma análise das
informações e busca-se levantar as reais necessidades dos clientes para
projetar produtos e serviços de acordo com cada especificidade, procurar se
comunicar mais eficazmente e dessa forma conquistar sua fidelidade
http://www.youtube.com/watch?v=Nz0c0aK7A98&NR=1
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
TÍTULO
|
AUTOR
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LOCAL
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EDITORA
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ANO
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