quarta-feira, 6 de março de 2013

SIURW - Professor Antonio

e-Business
1 . Introdução
O e-Business, ou negócio eletrônico, pode ser definido como o uso da Internet para ligar organizações e potenciar os processos de negócio das mesmas. Abrangendo a organização em si, colaboradores, clientes, fornecedores e todas as outras entidades interessadas (Combe, 2006). Trata-se de um conceito de relevância crescente na sociedade atual.
Existe uma sobreposição que, por vezes, gera incertezas entre a definição de e-Business e de
comércio eletrônico. Na realidade o e-Business inclui todas as atividades de comércio eletrônico, mas vai além do que é o comércio eletrônico, englobando também transações internas à organização. Ou seja, para além das transações de compra e venda que compõem o comércio eletrônico, o e-Business inclui igualmente transações relacionadas com Procurement, Logística, Customer Relationship Management (CRM), Supply Chain Management (SCM), pagamentos e controle de estoques, etc. Apesar de uma empresa de comércio eletrônico atuar em e-Business, o negócio eletrônico é um conceito mais lato podendo, consoante cada caso em particular, ir além do que é o comércio eletrônico. Trata-se portanto, de um conceito que engloba tudo o que é feito de forma eletrônica numa organização e que pode ser associado, de forma mais ou menos direta, ao negócio.
2 . A Nova Economia
A envolvente economia mundial tem sofrido várias alterações ao longo dos anos, muito motivada pela globalização, como pode ser visto na tabela abaixo, onde é efetuada uma análise das diferenças entre a velha e a nova economia. Um fato essencial que potencializa a crescente competitividade é a tecnologia, nomeadamente as novas tecnologias de informação e comunicação (Combe, 2006). Existem cada vez mais organizações que baseiam o seu negócio numa oferta de serviços, fator que facilita a internacionalização e promove igualmente uma maior aposta nas pessoas e no desenvolvimento das suas competências. Estas alterações econômicas têm favorecido o surgimento de novas abordagens nas organizações no que respeita às suas diversas áreas. A oferta de produtos/serviços das TI têm permitido suportar várias das alterações que têm vindo a ocorrer, afetando também o lado da procura (clientes), pois também a eles são fornecidas novas capacidades que alteram a forma como abordam o mercado.
A maioria dos factores apresentados, que caracterizam as economias atuais está relacionada, de forma direta ou indireta, com tecnologias de informação. Assim, tendo em conta a definição de e-Business apresentada anteriormente, pode-se afirmar que uma organização que opere na nova economia é, muito provavelmente, uma organização com componentes de e- Business (um exemplo muito evidente deste facto é o Sistemas de Informação Utilizando Recursos Web
01 - e-Business muito disseminado e-mail).
O e-Business engloba um forte componente de comunicação. Esta vêm a permitir que , na nova economia, surjam parcerias muito assentes em plataformas eletrônicas (Riemer, Klein e Selz 2001). Estas parcerias ajudam as organizações a ser mais competitivas e a lidarem melhor com as características desta economia onde operam. Riemer sugere que os principais factores que levam ao aparecimento destas redes de parceria são:
Redução do Risco – havendo uma evidente partilha do risco, o risco para cada um dos envolvidos é menor;
Economia de Escala – a partilha de tarefas e a consequente especialização, dos parceiros, potencia a criação de economias de escala;
Transferências de Tecnologia – o criar de uma parceria com uma organização que domina uma determinada tecnologia leva a que se obtenha um conhecimento tecnológico até então inexistente;
Ultrapassar Barreiras Impostas por Governos – a criação de uma parceria, por exemplo, com uma organização num país com um governo protecionista pode permitir a uma outra organização entrar num mercado que até então lhe era barrado;
Acesso a Crédito – a obtenção de financiamento junto de instituições financeiras pode ser mais fácil para um conjunto de parceiros, isto comparativamente a uma organização de forma individual;
Criação de Cadeias de Valor ‘Compartilhadas’ – vários parceiros podem estar incluídos na cadeia de valor de forma complementar;
Obtenção de Sinergias – consoante a natureza dos vários parceiros é possível que se criem sinergias que em última instância optimizem os resultados.
Estas parcerias podem funcionar sob vários moldes, para que se possa compreender melhor a
natureza das várias parcerias que são possíveis de criar será de seguida apresentada em uma tabela que apresenta critérios de classificação, e define-os quanto a sua extensão. Estes critérios permitem, não só compreender, mas também classificar as parcerias que surgem no contexto do e-Business. Sendo essencial haver, para efeitos de planeamento, a ideia clara de que tipos de parcerias que se pretendem realizar.
3 . Mercados
O e-Business tem uma grande abrangência estendendo-se à vários mercados, sendo estes
caracterizados por um forte dinamismo e competitividade. Pode ocorrer o e-Business na interação entre vários agentes econômicos, nomeadamente as empresas, os consumidores e a administração pública.
 
ADMINISTRAÇÃO PUBLICA
EMPRESAS
CONSUMIDORES
ADMINISTRAÇÃO PUBLICA
G2G
G2B
G2C
EMPRESAS
B2G
B2B
B2C
CONSUMIDORES
C2G
C2B
C2C
 
 
Alguns detalhes dos diferentes tipos de e-Business serão tratados a seguir:
G2G (Government to Government) – transações entre a administração pública, isto é, comunicação sobre meios electrônicos entre várias áreas (e.g. Ministérios);
G2B (Government to Business) – transações entre a administração pública e as empresas, e.g., publicação de concursos públicos em meios electrônicos;
G2C (Government to Consumers) – transações entre a administração pública e os cidadãos, e.g., publicação de resultados de candidaturas ao ensino superior;
B2G (Business to Government) – transações entre as empresas e a administração pública, e.g., entrega de documentos referentes ao IRC;
B2B (Business to Business) – transações entre as empresas, estas serão tratadas em maior detalhe ao longo do documento, ainda assim um exemplo poderá ser o realizar de encomendas a fornecedores utilizando meios eletrônicos (nomeadamente através da comunicação direta entre os sistemas de informação de ambas as empresas);
B2C (Business to Consumers) – transações entre as organizações e os consumidores, e.g., disponibilização de serviços de homebanking online;
C2G (Consumers to Government) – transações entre os cidadãos e a administração pública, e.g., entrega de declarações de IRS;
C2B (Consumers to Business) – transações entre os consumidores e as empresas, isto é, o dono de um sitio web fornecer espaço para publicidade, no seu blog pessoal, a uma empresa;
C2C (Consumers to Consumers) – transações entre consumidores, e.g., leilões virtuais. Os mercados que envolvem a administração pública estão também envolvidos nesta dissertação, embora de forma indireta. Isto porque são um fator relevante para análise no que respeita ao ambiente que envolve a organização. Esta ligação será retomada no capítulo final, isto é, no momento em que será apresentada a e-SMA.
Os mercados que envolvem a administração pública estão também envolvidos nesta dissertação, embora de forma indireta. Isto porque são um fator relevante para análise no que respeita ao ambiente que envolve a organização.
4 . Estratégias, Modelos e Processos
Para que se possa compreender uma organização é essencial conhecer a lógica subjacente ao seu negócio. A pirâmide da lógica de negócio de uma organização, mostra que existe uma divisão em três níveis:
planeamento, arquitetura e implementação.
 


 
Nível de Planejamento
Estratégico
Pressão de TIC
Nível Estratégico
Modelo de Negocio
Oportunidades e Alterações de E-business
Nível de Implementação
Processo de Negocio
Adaptação de Processos ao E-business
No nível de topo está contida a estratégia, que serve de linha orientadora para toda a organização.
É neste nível que é efetuado o planeamento referente ao negócio, sendo que as ações no âmbito do e-Business devem começar, também, neste nível.
No nível intermédio podemos encontrar os modelos, que são condicionados pelo nível anterior,
isto é, pela estratégia. É aqui que a arquitetura do negócio se encontra definida, ao se fazer desenvolvimento de negócio ter-se-á que atuar a este nível.
No nível inferior desta pirâmide encontram-se os processos, é neste nível que os modelos definidos em cima são postos em prática em termos operacionais na organização, isto é, implementados.
5 . Estratégia em e-Business
A estratégia é como uma construção de defesas contra forças competitivas ou o encontrar de
posições na indústria onde a competição é mais fraca. A estratégia assume assim um papel essencial para que uma organização possa ser competitiva, independentemente dos mercados em que se atue. Na realidade uma definição estratégica adequada contribui para um posicionamento eficaz da organização. Esta, deve ser criada para ser Sistemas de Informação competitiva, ou seja, uma estratégia deve permitir obter uma vantagem competitiva perante os concorrentes. Trata-se do resultado do planeamento na organização, devendo sempre definir as relações fundamentais entre os vários stake holders, isto é, clientes, concorrentes, fornecedores, acionistas, empregados, administração pública e público em geral .
A estratégia deve ser sempre referida como estando intrinsecamente orientada ao negócio. O termo negócio será utilizado como tradução do termo anglo-saxônico “business”. O qual tendo em conta o que é referido na Enciclopédia Britânica, deverá ser entendido como sendo uma organização que opera no mercado com o objetivo de obter lucro, poderá também ser utilizado para se referir às atividades desenvolvidas pela organização.
Pode-se definir estratégia, em e-Business, como: o conjunto de planos e objetivos pelos quais os componentes eletrônicos da organização deverão contribuir para a estratégia organizacional . Esta definição levanta uma questão essencial que é o facto da estratégia de e- Business não ser a única a guiar a organização, atuando inclusive como um mediador entre a estratégia organizacional e as restantes estratégias.
5.1 . Motivação
A implementação de uma estratégia de e-Business pode ser motivada por diversos fatores e pode ser feita em vários níveis. É de se realçar que, para se implementar uma estratégia, dever-se-á fazer um planejamento prévio, sendo que o resultado, pode ser uma potencial fonte de motivos para avançar com a implementação de uma nova estratégia a este nível. A implementação de uma estratégia pode ocorrer a um nível estratégico elevado, tendo assim implicações que se estendem pelos vários níveis da organização, ou pode até acontecer a um nível essencialmente tático, visando por exemplo melhorias operacionais pouco estruturantes que podem, no entanto, trazer benefícios em termos de eficiência, que em última instância implicarão reduções de custos.
A motivação poderá ser forçada por fatores externos, podendo ser algo que lhe é imposto como por exemplo a administração pública forçar a entrega de determinada informação compilada em formato digital (e.g. IRC), forçando assim alterações no modus operandi atual; ou conjuntural, ou seja, tendo em conta o comportamento do mercado em que a organização opera é necessário ter (ou alterar) uma visão estratégica em termos de e- Business por questões de competitividade.
5.2 . Estratégia de e-Business vs. Estratégia organizacional
A estratégia de e-Business é importante, mas não está sozinha numa organização. A estratégia que tipicamente se encontra no topo da pirâmide é a organizacional. A estratégia de e- Business deverá servir de suporte  à estratégia organizacional, servindo também de suporte às várias estratégias funcionais. Uma estratégia importante, que se encontra ao nível das estratégias funcionais, que interessa desde já destacar, é a estratégia de sistemas de informação que concentra as opções estratégicas ao nível dos SI (esta estratégia é distinta da de e-Business).
6 . Benefícios
As vantagens do eBusiness se dividem entre os benefícios para o consumidor, para a empresa e para o mercado.
No âmbito empresarial, o eBusiness automatiza muitos processos, inclusive a gestão de estoques; reduz o tempo necessário ao lançamento de novos produtos e/ou serviços; minimiza os custos fixos relacionados a processos administrativos, possibilita ajustes estratégicos em tempo real, amplia os canais de vendas e também permite que ocorram transações em qualquer horário e a qualquer momento;
Para o consumidor, em primeiro lugar destaca-se a comodidade já que as transações ocorrem sem necessidade de deslocamento físico. Com o eBusiness, há a redução do tempo e dos custos das transações,
o consumidor pode assegurar comparações de ofertas e criar mecanismos de rating e avaliação de clientes e fornecedores e ainda acender a novos mercados; e
No mercado em geral, o eBusiness proporciona a aceleração do desenvolvimento de novos produtos; acelera a integração de novos produtos e/ou processos nos fornecedores e minimiza o número de intermediários e interfaces, proporcionando um maior compartilhamento das informações.
6.1 . Benefícios Organizacionais
O benefícios do eBusiness para uma organização podem compreender:
Oportunidades de negócios são ampliadas ao eliminar a barreira da distância e eliminar os custos da busca.
Assim, as empresas podem desenvolver nichos de mercado com perfis individualizados de clientes;
Comunicação virtual em tempo real mais eficaz com os clientes, assim é possível dinamizar e economizar com a comunicação pela web, em relação, por exemplo, ao atendimento por telefone;
Melhor serviço aos clientes garantido por sua personalização. Através dos cookies em websites é possível armazenar informações sobre os hábitos e costumes do cliente que serão automaticamente recuperados na sua próxima visita;
Redução dos custos operacionais, causado principalmente pela eliminação dos intermediários no processamento de uma ordem de compra, tanto de produtos como de serviços;
Oportunidades para pequenas e médias empresas locais, uma vez que a vantagem competitiva é gerada pela igualdade dos custos operacionais de venda entre pequenas e grandes empresas, como, por exemplo, com a ausência dos custos fixos que não as limita quanto à escala da produção.
6.2 . Redução de Custos
A Internet pode reduzir custos de transação em eBusiness possibilitando a procura de compradores e vendedores, a coleta de informações sobre produtos, negociando condições, redigindo e fazendo valer contratos, além de transportar mercadorias.
Informações sobre compradores, vendedores e preços de muitos produtos estão disponíveis
instantaneamente na Web. Pode-se também reduzir o prazo de entrega de alguns bens, especialmente aqueles que são puramente digitais (como software, texto, imagens ou vídeo) porque esses produtos podem ser distribuídos pela Internet em suas versões eletrônicas. Todos esses fatores ajudam uma organização a reduzir seus custos de transação através da Internet, pois possibilita através da Internet um maior acesso às informações de mercado.
7 . A Rede
Atualmente, redes de computadores são o núcleo da comunicação moderna. O escopo da
comunicação cresceu significativamente na década de 1990 e essa explosão nas comunicações não teria sido possível sem o avanço progressivo das redes de computadores. Com a revolução da rede e com o uso da Internet, foi possível dar inicio ao eBusiness e ao eCommerce.
7.1 . Internet
A Internet, hoje, interliga milhares de organizações em uma única rede, criando assim os alicerces para um grande e-marketplace. A Internet tem mostrado ser um meio que está transformando o modo de se negócios. A cada dia mais empresas estão aderindo à Internet, transformando o relacionamento entre empresas e clientes. Ela proporciona novas maneiras de se comercializar, permitindo a configuração de um novo cenário econômico-social, com fortes impactos sobre a forma, através da qual, as pessoas e empresas realizam negócios.
Melhorar as relações com os clientes, buscando conhecer as suas necessidades e satisfazendo-as com maior rapidez e eficiência, é o que se busca com o uso da Internet, pois com a finalidade de comercialização, a Internet, tem sido muito utilizada, as empresas buscam novas formas de chegar ao consumidor com maior rapidez e eficiência e com menor consumo de tempo.
O eBusiness ganha importância devido a interligar muitos compradores e vendedores para trocar informações, produtos, serviços e pagamentos, utilizando computadores e redes. O eBusiness, então, funciona como intermediário eletrônico, com custos mais baixos para as transações típicas de mercado, como compatibilizar compradores e vendedores, determinar preços, fazer pedidos de mercadorias e pagar faturas.
Com isso, compradores e vendedores podem completar suas transações de compra e venda de maneira digital, independente da sua localização e horário.
7.2 . Intranet
As intranets, hoje, são um importante instrumento de apoio para os negócios eletrônicos em virtude de:
são baratas;
podem ser ampliadas ou reduzidas segundo as necessidades; e
são acessíveis a partir da maioria das plataformas de computação.
As intranets fornecem conectividade instantânea, unindo todos os computadores em um único sistema de rede praticamente sem descontinuidade. As empresas podem conectar suas intranets aos sistemas internos de processamento de transações que possuem, habilitando os funcionários a realizar ações essenciais às operações de uma empresa. Deste modo, a intranet ajuda as organizações a criar um ambiente mais rico e receptivo.
Uma das principais utilizações das intranets tem sido criar arquivos de informação on-line que podem ser utilizados com a freqüência que se deseja, democratizando a informação a toda organização, permitindo mudanças mais velozes da organização em virtude do atual mercado competitivo.
As intranets proporcionam um bom conjunto de ferramentas para criar ambientes colaborativos
nos quais os membros de uma organização podem trocar idéias, compartilhar informações e trabalhar em conjunto em projetos e atribuições comuns independente da localização física. Criar catálogos de produtos, manuais para funcionários, listas telefônicas e outras informações on-line.
8 . Tendências
Alguns autores indicam que as tendências do eBusiness passam, entre outras, pelo crescimento do mercado publicitário on-line. Estes tem apontado recentemente aquelas que em seu entender serão as grandes tendências da Internet, eBusiness e novas tecnologias:
Publicidade alternativa - a pesquisa paga continuará a dominar a publicidade on- line em 2005 e os receios de que os DVRs retirem visibilidade à publicidade televisiva poderão levar os anunciantes a apostar mais forte na publicidade on-line, que a eMarketer pensa que poderá crescer 21% face a 2004 (27% na publicidade em rich media);
RSS (Really Simple Syndication) - é um formato leve de XML que permite a partilha de títulos e conteúdos na Internet, ajudando a resolver alguns problemas dos webmasters como o aumento do tráfego e a recolha e distribuição de notícias. O RSS deverá crescer em 2005 e ser cada vez mais usado pelos publicitários como plataforma para a publicidade dirigida;
TV on demand - Os consumidores estão a assumir maior controle da sua experiência televisiva. Segundo a eMarketer, os DVRs só por si não mudarão o panorama televisivo, mas a combinação das suas capacidades com a cada vez maior disponibilidade do video on demand e do entretenimento em banda larga poderão provocar alterações neste panorama. Os publicitários terão de encarar este novo contexto no sentido de definir e impactar as suas audiências;
Banda larga sem fios - A banda larga sem fios irá aumentar em 2005, tal como será maior a consolidação entre os operadores, nomeadamente nas Américas. A televisão também caminha para o wireless, com os operadores de 3G a usar estes novos conteúdos como valor acrescentado, embora não se preveja que se faça a mudança do aparelho tradicional para o móvel;
RFID (Radio Frequency Identification) - vai ser usada já a partir de janeiro de 2005 pela Wal Mart, um dos maiores retalhistas dos Estados Unidos. Os seus principais fornecedores terão de começar a enviar os seus produtos com marcação RFID para os armazéns da Wal Mart em Dallas. Segundo eMarketer, retalhistas e fabricantes têm feito grandes investimentos neste campo e a adoção deste sistema pelo setor irá continuar em 2005, como parte de uma tendência de longo prazo;
VoIP - Apesar do aumento do número de utilizadores de VoIP (Voice-over Internet Protocol) ter sido pequeno em 2004, a empresa considera que o crescimento será significativo. A notoriedade do serviço aumentou no ano passado, à medida que os operadores de telecom e de cabo consolidaram as suas ofertas de VoIP;
Linux - eMarketer prevê que a adoção do Linux nas empresas continue a crescer, sobretudo como parte do ciclo de upgrade de servers. A IDC apresentou recentemente projeções de crescimento de 26% ao ano entre 2003 e 2008 para o mercado do Linux, incluindo servers, PCs e software;
Cruzamento de canais no retalho - Os retalhistas tenderão a deixar de considerar as suas lojas on-line como um canal único e autônomo, prevendo-se que aumentem os seus esforços para integrar a sua gestão de estoques e de marketing em todos os canais de venda: lojas, sites e catálogos. Da mesma forma, espera-se que aumente a sua necessidade de informação sobre os compradores multicanal por forma a criar incentivos que favoreçam a compra efetiva;  
Segurança - A segurança tem sido uma das três prioridades de topo nas empresas de Tecnologias de Informação nos últimos 03 anos e prevê-se que esta tendência continue.
9 . Diferença entre eBusiness e eCommerce
O eCommerce significa comércio eletrônico, ou seja, o conjunto de atividades comerciais que
acontecem on-line. A diferença entre eCommerce e eBusiness, expressões que muitas pessoas confundem, existe.
O eBusiness não envolve transação comercial, é um negócio eletrônico, uma negociação feita pela Internet, mas que não envolve necessariamente uma transação comercial. É um erro de quem está no mercado utilizar estas duas expressões para dizer sobre a mesma coisa.
Um gerente de eCommerce de uma empresa, por exemplo, é aquele profissional responsável pelas relações comerciais da empresa na Internet. O gerente de eBusiness, por sua vez, é responsável pelas negociações da empresa na Internet. Um tem em seu trabalho a atividade de vendas e o outro não. Esta é a principal diferença. Para trabalhar numa destas duas ocupações, principalmente em eCommerce é essencial ter uma facilidade de comunicação para manter uma relação direta com o cliente, conhecer Internet e entender de Marketing. A intenção deve ser sempre atender a satisfação do consumidor, assim como em todas as outras maneiras que existem de firmar uma relação de custo-benefício.
O Comércio eletrônico, ou comércio virtual, é um tipo de transação comercial feita através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador. O ato de vender ou comprar pela Internet é em si um bom exemplo de comércio eletrônico.
O eBusiness é o conjunto de sistemas de uma empresa que se interligam e interagem com os
sistemas de diversas outras empresas servindo como a infra-estrutura do eCommerce. eBusiness tem como aplicação a criação de sistemas capazes de prover comunicação entre empresas agilizando os processos.
Em resumo, eBusiness é muito mais amplo abrangendo todas as atividades do eCommerce. Ou seja, eBusiness contém eCommerce e eCommerce está contido em eBusiness.
10 . Bibliografia Referencial
ALBERTIN, A. L. (2004) - Comércio Eletrônico: Modelos, Aspectos e Contribuições de sua Aplicação. 5ª Edição. Atlas. São Paulo.
BEUREN, I. M. (1998) - Gerenciamento da Informação – Um Recurso Estratégico no Processo de Gestão
Empresarial. Atlas. São Paulo.
CATELLI, A. et. al. (2001) - Controladoria – Uma Abordagem da Gestão Econômica GECON. 2a Edição. Atlas.
São Paulo.
BIO, S. R.; NAKAGAWA, M.; ROBLES, L. T & FARIA, A. C. (2001) A Importância da Controladoria e do Supply
Chain Management - SCM na Busca da Vantagem Competitiva do E-Commerce. Anais. 13o. Asian Pacific
Conference International Accounting Issues. Rio de Janeiro.
EDWARDS, P. & EDWARDS, S. (2000) - Ganhando Dinheiro na Internet – Informações importantes para
iniciar e desenvolver seu próprio negócio On-Line. Makron Books. São Paulo.
FRANCO JR., C. (2001) E-Business – Tecnologia de Informação e Negócios na Internet. Atlas. São Paulo.
IMA — Institute of Management Accountants. (2000) - Understanding and Implementing Internet ECommerce.
SMA. EUA..
LAUDON, K. C. & LAUDON, J. P. (2004) - Sistemas de Informações Gerenciais: Administrando a Empresa
Digital. 5a. Edição. Tradução de Arlete Simille Marques. Pearson Prentice Hall. São Paulo.
O’BRIEN, J. A. (2004) - Sistemas de Informação e as Decisões Gerenciais na Era da Internet. 2a. Edição.
Tradução de Célio e Cid Knipel Moreira. São Paulo: Saraiva, 2004.
PADOVEZE, C. L. (2003) - Controladoria estratégica e operacional: Conceitos, Estrutura, Aplicação. Pioneira
Thomson Learnig. São Paulo.
SHIMIZU, H. (2000) - O Darwinismo chegou à Internet. Revista Exame Digital. São Paulo, 26/07/2000.
YIN, R. K. (2001) - Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução Daniel Grassi. 2a. Edição. Bookman.
Porto Alegre.
ZILBER, S. N..(2002) - Fatores Críticos para o Desempenho e Implantação de E-business por Empresas
Tradicionais. Tese (Doutorado em Administração). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo, São Paulo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário